Este artigo não cita fontes confiáveis. (setembro de 2020) |
| Condado de Coimbra | ||||
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| Continente | Europa | |||
| Capital | Coimbra | |||
| Língua oficial | Língua Portuguesa | |||
| Religião | Catolicismo romano | |||
| Governo | Monarquia | |||
| História | ||||
| • 878 | Fundação | |||
| • 1093 | Dissolução | |||
O Condado de Coimbra (em português: Condado de Coimbra) foi uma entidade política formada pelas terras de Coimbra, Viseu, Lamego e Santa Maria da Feira, no atual Portugal. Surgiu no âmbito do Reino da Galiza na sequência da Reconquista, quando as terras de Coimbra foram conquistadas e entregues a Hermenegildo Guterres, que desempenhou um papel central na sua ocupação e repovoamento. A conquista de Coimbra ocorreu em 878, durante o reinado de Afonso III das Astúrias, e a documentação e a historiografia associam Hermenegildo Guterres à organização política e ao povoamento da região.
Os descendentes de Hermenegildo Guterres mantiveram uma posição de destaque no território conimbricense durante várias gerações. Entre eles encontrava-se Gonçalo Moniz, conde de Coimbra, cuja atuação política se desenvolveu no contexto das disputas pelo poder na monarquia leonesa durante a segunda metade do século X. A documentação e os estudos historiográficos situam Gonçalo Moniz entre os principais magnatas do espaço conimbricense e relacionam-no com o mosteiro de Lorvão, de que foi importante benfeitor.
A instabilidade política do reino aumentou durante as disputas sucessórias que se seguiram à morte de Ramiro II de Leão. O Condado de Coimbra desenvolveu então uma relação de rivalidade com o vizinho Condado Portucalense, especialmente durante os governos de Gonçalo Mendes de Portugal e Gonçalo Moniz. Este último participou ativamente nas disputas políticas do reino e terá-se rebelado contra o rei Sancho I de Leão.
A região voltou a ficar sob domínio muçulmano durante as campanhas de Almançor. Em 987, Coimbra foi novamente tomada pelas forças muçulmanas, e a fronteira cristã recuou para norte. Os descendentes de Gonçalo Moniz mantiveram, contudo, uma posição relevante na região. O seu filho Froila Gonçalves tornou-se conde e, durante as campanhas de Almançor, estabeleceu relações com o poder califal. Em 997, Froila Gonçalves juntou-se, com outros condes, às forças de Almançor que partiram de Viseu em direção à Galiza e participaram na expedição que culminou no saque de Santiago de Compostela.
A cidade de Coimbra foi definitivamente conquistada pelos cristãos em 1064, durante o reinado de Fernando I de Leão. O cerco terminou em 9 de julho desse ano, e Sisnando Davides, um moçárabe que acompanhara o rei durante a campanha, recebeu o governo da cidade e do território envolvente. A sua autoridade estendia-se por um amplo espaço situado entre o Douro e o Mondego, incluindo territórios entre Lamego e o mar.
Sisnando Davides governou Coimbra até à sua morte, em 1091, exercendo uma autoridade considerável sobre o território. A documentação apresenta-o com diferentes títulos, entre eles aluazir ou alvazil, cônsul e conde, e atribui-lhe um papel importante na reorganização e repovoamento do território reconquistado.
Após a morte de Sisnando, o governo de Coimbra passou para o seu genro Martim Moniz de Ribadouro. A autonomia política do território conimbricense chegou ao fim no contexto da reorganização dos territórios do Ocidente peninsular promovida no final do século XI. Em 1093, o território de Coimbra passou para a esfera do Condado Portucalense e, em 1096, Henrique de Borgonha recebeu o governo dos territórios que incluíam Coimbra, no âmbito da reorganização política que deu origem ao território do futuro Reino de Portugal.
Posteriormente, Coimbra passou a integrar o espaço político do Condado Portucalense e, com a afirmação da autonomia portuguesa sob Afonso Henriques, tornou-se uma das principais cidades do novo reino.
