Marquês de Castelo Rodrigo

Marquês de Castelo Rodrigo

Criação Filipe II
27 de dezembro de 1598
Ordem Grande do Reino
1.º titular D. Cristóvão de Moura, 1.º Conde de Castelo Rodrigo
Linhagem Moura
Actual titular Filippo Balbo Bertone di Sambuy y Wagnière

O marquesado de Castel-Rodrigo é um título nobiliárquico criado a 27 de dezembro de 1598, como título de Portugal de caráter vitalício, grande de Espanha em Castella, pelo Rei Filipe II de Portugal, III de Espanha, a favor de Cristóvão de Moura e Távora cujo pai tinha sido alcaide de Castelo Rodrigo. Anteriormente, em 1594, o Rei Filipe II de Espanha e I de Portugal tinha-lhe concedido o título de conde de Castel-Rodrigo. O título foi declarado perpétuo em 1621.

A grandeza da Espanha foi concedida pelo rei Filipe IV a 15 de julho de 1621 ao 2.º marquês.

O 2.º marquês, apoiante da Coroa espanhola, foi exautorado em 1640 pelo Rei D. João IV, todos os bens da família em Portugal foram confiscados. Entre estes bens encontrava-se o Palácio Corte-Real, em Lisboa e uma quinta onde hoje se ergue o Palácio Nacional de Queluz.

A sua denominação faz referência à vila de Castelo Rodrigo, em Figueira de Castelo Rodrigo.

Armas

Esquartelado: I e IV - Moura: campo de vermelho com 7 castelos de ouro; II e III - Corte-Real: seis costelas de prata alinhadas em três faixas e dispostas em duas palas, firmadas nos flancos de um escudo vermelho, encimadas por uma cruz de vermelho em campo de prata.

História dos marqueses de Castel-Rodrigo

Casou-se, a 18 de dezembro de 1581, com Margarida de Corte-Real e Silva (falecida em 25 de junho de 1610), herdeira da Capitania de Angra, na Ilha Terceira, filha de Vasco Annes Corte-Real, senhor de Terranova e capitão donatário de Angra e da Ilha de São Jorge nos Açores, e de Catarina de Silva. Foi sucedido pelo seu filho em 1621, altura em que o título foi declarado perpétuo:
Casou-se, em El Pardo, a 16 de novembro de 1613, com Leonor de Melo, filha de Nuno Álvares Pereira de Melo, 3.º conde de Tentúgal e 1.º marquês de Cadaval. Foi sucedido pelo seu filho:
Casou-se, em 1639, com Ana de Moncada e Aragão, filha dos duques de Montalto e de Bivona e príncipes de Paternò. Foi sucedido pela sua filha:
Casou-se pela primeira vez, a 13 de fevereiro de 1664, com Anielo de Guzmán y Caraffa (Nápoles, c. 1641–Palermo, 16 de abril de 1677), militar e vice-rei da Sicília. Deste casamento nasceu um filho por volta de 1669-1670, em Madrid, Félix de Guzmán y Caraffa, que faleceu em 1688.
Casou-se em segundas núpcias a 16 de dezembro de 1678 com Carlos Manuel Homodei Lasso de la Vega y Pacheco, I marquês de Almonacid de los Oteros, V marquês de Almonacir, etc. Sem descendência sobrevivente de nenhum dos seus casamentos, foi sucedida pela sua irmã:
Casou-se em primeiras núpcias, em 1668, com Gisberto Pío de Sabóia(1639-Philippsburg, 11 de setembro de 1676), II príncipe de São Gregório, e em segundas núpcias com o patrício e diplomata veneziano Domenico Contarini(Veneza, 28 de março de 1642–Veneza, 31 de dezembro de 1696). Sucedeu-lhe, do seu primeiro casamento, o seu filho:
Casou-se, em 1702, com Juana Spínola de la Cerda y Colonna. Foi sucedido pelo seu filho:
Casou-se em primeiras núpcias, em Madrid, a 25 de junho de 1738, com María Teresa de la Cerda y Téllez-Girón e, em segundas núpcias, a 17 de novembro de 1755, com Joaquina de Benavides y de la Cueva. Sem descendentes de nenhum dos seus casamentos, foi sucedido pela sua irmã:
Casou-se em primeiras núpcias, a 7 de outubro de 1736, com Manuel de Velasco y López de Ayala, 12.º conde de Fuensalida, grande da Espanha, 6.º conde de Colmenar de Oreja, 8.º conde de Barajas e conde de Casa Palma. Sem descendentes. Casou-se pela segunda vez, em Madrid, a 21 de fevereiro de 1747, com António José Valcárcel y Pérez Pastor, (falecido em dezembro de 1790). Sucedeu-lhe, deste segundo casamento, o seu filho:
Casou-se, a 13 de março de 1772, na basílica de Santa María de Alicante, com María Tomasa Pascual de Pobil y Sannazar, filha do vereador de Alicante, Juan Pascual del Pobil y Rovira. Foi sucedido pelo seu filho:
Casou-se, em Milão, no final de 1803, com Beatriz Orsini (1784-1861), filha de Egidio Gregorio Orsini de Roma, marquês de Masate. Sem descendentes, foi sucedida pela sua irmã:
Casou-se, em primeiras núpcias, a 22 de agosto de 1794, em Valência, com Pascual Falcó de Belaochaga y Pujades (falecido a 4 de abril de 1812), 7.º barão de Benifayó. Casou-se pela segunda vez, a 8 de dezembro de 1812, com Luis Tacón y Rosique. Foi sucedida pelo filho do primeiro casamento:
Sem descendentes, foi sucedido pelo seu irmão a 22 de novembro de 1846:
Casou-se em primeiras núpcias, a 28 de julho de 1822, com Carolina d'Adda y Khevenhüller-Metsch. Contraiu segundas núpcias, a 6 de maio de 1833, com a sua cunhada María Anna d'Adda y Khevenhüller-Metsch. Sucedeu-lhe, do seu primeiro casamento, o seu filho:
Casou-se, em Milão, a 22 de fevereiro de 1855, com Cristina Evelina Trivulzio y Rinuccini. Uma filha deste casamento, Beatriz Falcó y Trivulzio (Milão, 31 de julho de 1859–Turim, 23 de janeiro de 1938), casou-se com Giuseppe Engelfred e tiveram uma filha, María Alberta Engelfred y Falcó, casada com Filippo Balbo Bertone di Sambuy, conde de Sambuy e senhor de Revigliasco, em Itália. Estes últimos foram os pais do 18.º marquês de Castel Rodrigo. A 3 de outubro de 1883, foi sucedido pelo seu filho:
Casou-se, em Milão, a 17 de novembro de 1881, com Inés de la Gándara y Plazaola, dama da rainha Maria Cristina da Áustria. A 17 de julho de 1924, foi sucedido pelo seu filho:
Casou-se com Sveva Vittoria Colonna. Sem descendentes, a 17 de maio de 1968, foi sucedido pela sua irmã:
Casou-se, a 2 de dezembro de 1916, com Pedro Caro y Martínez de Irujo (falecido a 26 de junho de 1935), 7.º marquês de la Romana, grande da Espanha. Sem descendentes, a 28 de maio de 1971, foi sucedida pelo filho da já referida María Alberta Engelfred y Falcó, sua prima em primeiro grau:
Casou-se pela primeira vez, a 26 de junho de 1948, com Gabrielle Wagnière (fal. 1967). Casou-se em segundas núpcias, a 11 de fevereiro de 1971, com Laura Adani. A 1 de setembro de 2005, foi sucedido pelo seu filho do primeiro casamento:
Casou-se, a 29 de setembro de 1991, com Patricia Zapparoli. São pais de uma filha, María Gabriela Balbo Bertone di Sambuy e Zapparoli.

Referências

  1. 1 2 3 Caetano de Sousa 1747, p. 350.
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  5. ↑ Caetano de Sousa 1747, pp. 349-350.
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  8. 1 2 3 Martínez Hernández, Santiago. «Manuel de Moura y Corte Real». Real Academia de la Historia (em espanhol). Madrid. Consultado em 26 de julho de 2023. Cópia arquivada em 22 de dezembro de 2024
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  12. ↑ Martínez Hernández 2009, pp. 940-941.
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Bibliografia

Ligações externas