| Criação | D. Afonso V |
| Tipo | Vitalício – 1 vida, renovável |
| 1.º titular | D. Álvaro de Castro |
| Linhagem | de Castro, de Noronha |
| Actual titular | Extinto |
O título de Conde de Monsanto foi um título nobiliárquico de Portugal. Foi atribuído por duas vezes a duas famílias diferentes, em 1460 e 1900. A mais antiga e mais importante das Casas deste título foi a dos Castro, cuja criação em 1460 corresponde a um dos mais antigos condados de Portugal. Assim, o título de conde de Monsanto associa-se historicamente à família Castro. A partir de 1643 foram os condes de Monsanto ainda Marqueses de Cascais.
Anselmo Braamcamp Freire na sua obra Brasões da Sala de Sintra dedica o capítulo III, no Vol. I, aos Castro de seis arruelas, incluindo o ramo dos condes de Monsanto mais tarde marqueses de Cascais.
De destacar a existência em Portugal de dois ramos distintos dos Castro, com armas diferentes:

O condado de Monsanto foi criado por Carta de 21 de Maio de 1460 de D. Afonso V de Portugal a favor de D. Álvaro de Castro, bisneto do conde e condestável D. Álvaro Pires de Castro já mencionado. Casou com D. Isabel da Cunha, senhora de Cascais e da Lourinhã.
D. Martim Afonso de Castro, filho do 4.º Conde de Monsanto, foi Vice-Rei da Índia em 1605-1607.
D. Álvaro Pires de Castro, 6.º Conde de Monsanto, distinguiu-se na Guerra da Restauração e foi feito Marquês de Cascais por por carta de D. João IV de 19 de Novembro de 1643.
D. Luís José de Castro Noronha Ataíde e Sousa, 11.º Conde de Monsanto e 4.º Marquês de Cascais, não teve descendência, o que levou a que o uso do título não fosse reclamado e a Casa revertesse para a Coroa.
As armas dos Castros Marqueses de Cascais e Condes de Monsanto eram: de prata, com seis arruelas de azul, alinhadas em duas palas, 3 e 3. Estas armas encontram-se no Livro do Armeiro-Mor (fl 49r), no Livro da Nobreza e Perfeiçam das Armas (fl 9v), no Thesouro de Nobreza (fl 23r), etc.
Quanto ao Timbre dos Castros, Braamcamp Freire descreve várias variantes existentes:
No entanto, António Caetano de Sousa nas suas Memorias Historicas e Genealogicas dos Grandes de Portugal esclarece ser o timbre dos Marqueses de Cascais "meyo Leaõ de ouro."
Para esclarecimento, as armas dos Castros ditos de treze arruelas eram: de ouro, com treze arruelas de azul, alinhadas em três palas, 4, 5, e 4. Timbre: lião nascente de oiro, armado e linguado de vermelho, nas palavras de Braamcamp Freire. Estas armas também se encontram em todas as obras mencionadas supra.
Por carta régia de 3 de Agosto de 1900 D. Carlos I recriou o título de Conde de Monsanto a favor de Cândido Cardoso Calado (1831-1911) que, por carta de 17 de Janeiro de 1890, já tinha sido feito Visconde de Monsanto pelo mesmo Monarca.