Conocybe apala

Como ler uma infocaixa de taxonomiaConocybe apala

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Agaricales
Família: Bolbitiaceae
Género: Conocybe
Espécie: C. apala
Nome binomial
Conocybe apala
(Fr.) Arnolds (2003)
Sinónimos

Conocybe lactea
Conocybe lactea var. huijsmanii
Conocybe lateritia
Conocybe albipes
Bolbitius albipes
Bolbitius tener
Agaricus apalus Fr. (1818)
Pluteolus apalus Quél. (1886)
Galera apala Sacc. (1887)
Bolbitius apalus Costantin & L.M.Dufour (1891)

Derminus apalus Henn. (1898)
Conocybe apala
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Características micológicas
Himêmio laminado
Píleo é cônico
  
Lamela é adnexa
  ou livre
Estipe é nua
  
A cor do esporo é marrom
  a castanho-avermelhado
A relação ecológica é saprófita
Comestibilidade: desconhecido

Conocybe apala é uma espécie de fungo basidiomiceto pertencente ao gênero Conocybe.

A espécie foi reclassificada taxonomicamente várias vezes. Até recentemente, também era chamada Conocybe lactea ou Conocybe albipes, que agora são considerados sinônimos.

É um fungo bastante comum, tanto na América do Norte quanto na Europa, encontrado crescendo entre gramados verdes baixos.

Taxonomia

O basônimo Agaricus apalus foi descrito pelo micologista sueco Elias Magnus Fries em 1818. Foi colocado no gênero Bolbitius como B. albipes por G.H. Otth (1871), depois reclassificado como Pluteolus apalus pelo micologista francês Lucien Quélet em 1886. Isso foi reclassificado como Galera hapala (ou Galera apala) em 1887 por Pier Andrea Saccardo, depois como Bolbitius apalus em 1891 por Julien Noël Costantin e Léon Jean Marie Dufour e finalmente como Derminus apalus em 1898 por Paul Christoph Hennings.

Foi reclassificada como Conocybe apala em 2003 por Everhardus Johannes Maria Arnolds.

Descrição

O píleo tem diâmetro de 1–3,5 cm. Possui coloração creme-pálido a branco-prateado e às vezes pode apresentar coloração amarelo-escura a marrom em direção ao umbo central. Seu píleo cônico característico em forma de capuz expande-se com a idade e pode se achatar, com a superfície marcada por pequenas saliências radiais. O estipe tem a cor do píleo, alongado, fino, oco e mais ou menos uniforme ao longo de seu comprimento, com altura de até 11 cm e diâmetro de 1–3 mm. Pode ser pulverulento e/ou apresentar pequenos pelos.

As lamelas tem cor próximas e bege antes de escurecerem para marrom. São adnexas ou livres e produzem uma esporada marrom-ferrugem. Os esporos são elípticos e de cor marrom a marrom-avermelhados.

Muito fáceis de serem ignorados devido ao seu tamanho muito pequeno, os basidiomas são, fora isso, bastante fáceis de identificar. A carne não tem sabor ou cheiro discernível e é extremamente frágil ao toque.

Espécies semelhantes

Espécies semelhantes incluem Conocybe tenera, Conocybe deliquescens, Bolbitius lacteus (que possui píleo mais achatado e escorregadio), Candolleomyces candolleanus (que é mais robusto), e Conocybe rugosa (que possui um anel no estipe).

Habitat e distribuição

Conocybe apala é um fungo saprófito encontrado em áreas com solo rico e grama baixa, como pastagens, campos de jogos, gramados, prados, bem como palha estercada em decomposição, frutificando isoladamente ou em poucos cogumelos efêmeros. É comumente encontrado frutificando durante o tempo úmido e chuvoso, com céus geralmente nublados. Aparece em manhãs ensolaradas enquanto há orvalho, mas não persiste após a evaporação. Na maioria dos casos, ao meio-dia os delicados cogumelos murcham, secam e desaparecem de vista. A temporada de frutificação começa na primavera e termina no outono. Está distribuído pela Europa e América do Norte.

Comestibilidade

A comestibilidade é desconhecida, com um estudo encontrando faloidina nos píleos.

Ver também

Referências

  1. ↑ Fries, Elias (1818). Observationes mycologicae. v.2 (1818). Havniae: sumptibus G. Bonnieri. pp. 142–143
  2. ↑ Quélet, Lucien; Quélet, Lucien (1886). Enchiridion fungorum in Europa media et praesertim in Gallia vigentium. Lutetiae: O. Doin. 105 páginas
  3. ↑ Saccardo, P. A.; Saccardo, P. A.; Traverso, G. B.; Trotter, A. (1887). Sylloge fungorum omnium hucusque cognitorum. v.5 (1887). Patavii: sumptibus auctoris. 860 páginas
  4. ↑ Costantin, Julien Noël; Dufour, Léon Jean Marie (1891). Nouvelle flore des champignons, pour la détermination facile de toutes les espèces de France et de la plupart des espèces européennes, avec 3842 figures. Paris: Librairie classique et administrative. 116 páginas
  5. ↑ Engler, Adolf; Engler, Adolf; Krause, Kurt; Pilger, R.; Prantl, Karl (1900). Die Natürlichen Pflanzenfamilien nebst ihren Gattungen und wichtigeren Arten, insbesondere den Nutzpflanzen, unter Mitwirkung zahlreicher hervorragender Fachgelehrten begründet. Teil 1, Abt.1**. Leipzig: W. Engelmann. 241 páginas
  6. ↑ Arnolds, EEF (2003). «Notulae Ad Floram Agaricinam Needlandicam - XL: New Combinations in Conocybe and Pholiotina» (PDF). Persoonia. 18 (2)
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  10. ↑ M. Jordan (1995). The Encyclopedia of Fungi of Britain and Europe. [S.l.]: David & Charles. p. 249. ISBN 0-7153-0129-2
  11. ↑ «Conocybe lactea at Rogers Mushrooms». Rogers Mushrooms. Consultado em 26 de junho de 2026. Cópia arquivada em 18 de setembro de 2008
  12. ↑ Hallen, Heather E.; Watling, Roy; Adams, Gerard C. (2003). «Taxonomy and toxicity of Conocybe lactea and related species». Mycological Research. 107 (8): 969–979. ISSN 0953-7562. PMID 14531619. doi:10.1017/S0953756203008190

Ligações externas