| Consumer Reports, Inc. | |
|---|---|
| Tipo | Organização sem fins lucrativos |
| Fundação | fevereiro de 1936 (90 anos) (como Consumers Union) |
| Sede | 101 Truman Avenue Yonkers, Nova Iorque, EUA 10703 |
| Receita | $238 milhões (2024-2025) |
| Fundadores | |
| Pessoas importantes | Phil Radford [en], presidente e CEO |
| Empregados | 550+ (2025) |
| Website | www |
Consumer Reports (CR), anteriormente Consumers Union (CU), é uma organização sem fins lucrativos e não partidária norte-americana dedicada a testes independentes e avaliações de produtos, jornalismo investigativo, pesquisas voltadas ao consumidor, educação pública e defesa dos direitos do consumidor. Em 2025, Phil Radford [en] assumiu como presidente e CEO da organização.
Fundada em fevereiro de 1936, a organização conta com mais de cinco milhões de membros e publica conteúdo por meio de seu site e da revista homônima Consumer Reports. Ambos são baseados em assinatura e oferecem análises, classificações, recomendações e orientações sobre uma ampla gama de produtos e serviços. A organização também está presente em outras plataformas digitais. A Consumer Reports mantém uma política de independência, comprando produtos de forma anônima em lojas de varejo e recusando publicidade tradicional. Ao longo de sua história, influenciou legislações de proteção ao consumidor e contribuiu para recalls e redesenhos de produtos.
Fundada em 1936, a CR foi criada para fornecer informações que permitissem aos consumidores avaliar a segurança e o desempenho dos produtos. Desde então, mantém testes e análises de produtos e serviços e atua na defesa do consumidor em áreas legislativas e regulatórias. Entre as reformas em que a CR teve papel estão a criação de leis de uso obrigatório do cinto de segurança, a exposição dos efeitos do tabagismo na saúde, e, mais recentemente, o fortalecimento da proteção financeira ao consumidor, o aumento do acesso a cuidados de saúde de qualidade e a defesa da privacidade e segurança de dados. Os esforços de defesa da CR concentram-se em melhorar a segurança de produtos e a saúde pública, economizar dinheiro dos consumidores (inclusive em energia e serviços públicos) e garantir a privacidade e a segurança digital.
Em 1927, Frederick J. Schlink [en] e Stuart Chase [en] publicaram o best-seller Your Money's Worth [en], que alcançou grande público devido ao movimento consumidor. A demanda por pesquisas de marcas levou Schlink a fundar a empresa Consumers' Research [en] em 1927. A organização publicava o boletim Consumers’ Research Bulletin (anteriormente chamado Consumer Club Commodity List). Em 1933, o número de assinantes ultrapassava 42 mil. Nesse ano, a Consumers' Research mudou-se para Nova Iorque. Após a mudança, funcionários começaram a se sindicalizar, alegando salários injustos. Schlink demitiu os grevistas. Os ex-funcionários da Consumers' Research, junto com "jornalistas, engenheiros, acadêmicos e cientistas", fundaram a Consumers Union — hoje conhecida como Consumer Reports — em fevereiro de 1936. A Consumers Union se diferenciou da Consumers' Research ao criar uma comunidade entre os leitores. Dentro da missão de formar consumidores mais informados, uniu-se a clubes femininos e grupos cívicos, transmitindo uma mensagem progressista. Em 1940, a Consumers Union já superava a Consumers' Research em número de assinantes, alcançando 71 mil.
Diversas empresas e corporações tentaram suprimir as ações da Consumers Union. Para desacreditar as críticas, o New York Herald Tribune criou um instituto com o objetivo de demonstrar que os esforços de grupos de consumidores eram inúteis, já que as empresas já realizavam extensos testes de produtos.
Mais tarde, o Comitê de Atividades Antiamericanas da Câmara (criado em 1938) incluiu a Consumers Union em uma lista de organizações “subversivas”. Isso ocorreu devido à associação da organização com líderes sindicais e à sua recusa em usar publicidade, vista como uma conspiração contra o livre mercado. Posteriormente, a Consumers Union foi retirada da lista, e a tentativa de supressão acabou fortalecendo a opinião pública em seu favor.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Consumers Union apoiou o esforço de guerra. Incentivou seus apoiadores a consumir menos e seguir as políticas governamentais de racionamento. Também criticou empresas que usavam o período de guerra como oportunidade para anunciar produtos, desperdiçando papel.
Na década de 1950, já conhecida como Consumer Reports, a organização realizou análises de cintos de segurança em carros e destacou sua importância. Também alertou sobre os perigos do cigarro. O relatório do Cirurgião-Geral de 1964 sobre tabagismo citou pesquisas da Consumer Reports.
Em 2000, após anos de testes mostrando que muitos SUVs eram propensos a capotamento em curvas fechadas, a Consumer Reports testemunhou perante o Congresso que todos os carros deveriam passar por testes de capotamento como parte de um protocolo nacional de segurança. O teste de capotamento passou a integrar a avaliação de novos veículos pela Administração Nacional de Segurança Rodoviária.
Em 2017, a Consumer Reports liderou um consórcio que estabeleceu o Digital Standard, um conjunto de critérios para medir produtos digitais.
A organização também atuou em outras questões, incluindo:
A revista Consumer Reports utilizava anteriormente uma forma modificada de bolas de Harvey [en] para comparações qualitativas. Os ideogramas circulares eram dispostos do melhor ao pior. À esquerda do diagrama, o círculo vermelho indicava a melhor classificação, o círculo meio vermelho e meio branco era a segunda melhor, o círculo branco era neutro, o círculo meio preto era a segunda pior e o círculo totalmente preto era a pior classificação possível.
Como parte de um reposicionamento em setembro de 2016, o sistema de classificação da revista foi reformulado. As bolas de Harvey foram substituídas por círculos coloridos: verde para excelente; verde-limão para muito bom; amarelo para bom; laranja para razoável; e vermelho para ruim. A mudança foi justificada como uma forma de tornar as tabelas de classificação mais claras, utilizando uma metáfora “universalmente compreendida”.
Em 2025, a Consumer Reports já havia publicado mais de 10 mil avaliações e análises independentes de produtos e serviços.
Os métodos da organização são transparentes, permitindo que consumidores e profissionais da indústria compreendam como as pontuações são calculadas. A CR utiliza compradores anônimos para adquirir todos os produtos avaliados em lojas físicas e online. As compras são feitas de forma anônima, e a CR não aceita amostras gratuitas para evitar suborno e garantir que não receba amostras acima da média.
Após a compra, a Consumer Reports conta com dezenas de laboratórios especializados para analisar tudo, desde equipamentos de ginástica até telefones, televisores e alimentos. Os produtos adquiridos passam por testes rigorosos e padronizados. A CR também coleta dados regularmente por meio de pesquisas com associados, incorporando essas informações às avaliações.
Durante grande parte de sua história, a CR evitou contato com especialistas do governo e da indústria “para não comprometer a independência de seu julgamento”. Em 2007, após erros em testes de cadeirinhas infantis, passou a aceitar orientações de diversos especialistas na elaboração de testes, mas não nas avaliações finais. Em alguns casos, a CR permite que fabricantes revisem críticas antes da publicação e implementem mudanças nos produtos. Isso às vezes resulta em redesenhos ou recalls.
Parte dos testes objetivos e comparativos publicados pela Consumer Reports é realizada sob a coordenação da organização internacional International Consumer Research & Testing [en]. A Consumer Reports também utiliza laboratórios externos para alguns testes, incluindo 11% dos realizados em 2006.

Os testes independentes e investigações da Consumer Reports levaram a recalls, redesenhos e correções de software por parte dos fabricantes. Alguns exemplos incluem:
Na edição de julho de 1978, a Consumer Reports classificou o Dodge Omni [en]/Plymouth Horizon como “não aceitável”, a primeira vez que o fazia desde o AMC Ambassador em 1968. Nos testes, foi constatada a possibilidade de oscilação de guinada em resposta a uma entrada brusca no volante. O fabricante alegou que “alguns exemplares apresentam isso, outros não”, mas que não tinha “validade no mundo real de direção”. No ano seguinte, esses modelos receberam um volante mais leve e um amortecedor de direção, e a Consumer Reports informou que a instabilidade anterior não estava mais presente.
A BMW alterou o software do controle de estabilidade do X5 após replicar um possível problema de capotamento identificado em testes.
Em 2010, a revista classificou o Lexus GX 460 como inseguro após falha em teste de segurança de emergência. A Toyota suspendeu temporariamente as vendas, realizou seus próprios testes, reconheceu o problema e emitiu um recall. O veículo passou em novo teste.
Em maio de 2018, a revista afirmou que não recomendava o Tesla Model 3 devido à distância de frenagem longa. Dias depois, a Tesla lançou uma atualização remota de software. A revista realizou um novo teste dos freios e passou a recomendar o Model 3.
Em 2016, a revista constatou variação inconsistente na duração da bateria em testes do MacBook Pro de 2016 da Apple. Isso levou à descoberta de uma falha no navegador Safari, corrigido pela Apple por meio de atualização de software.
Em 2025, uma investigação da Consumer Reports revelou que a Instacart [en] realizou experimentos de precificação dinâmica por IA, cobrando preços diferentes de clientes diferentes pelos mesmos itens na mesma loja ao mesmo tempo. Após repercussão pública, a Instacart encerrou o programa de testes de preço por IA.
A Samsung corrigiu falhas em certas smart TVs após a Consumer Reports identificar vulnerabilidades que permitiam hackeamento.
A Consumer Reports encontrou falhas de segurança em campainhas com vídeo fabricadas pela Eken Group Ltd. e vendidas sob várias marcas. Após compartilhamento da investigação pela CR, a Eken lançou uma correção de firmware.
Em 2019, a Fisher-Price recolheu todos os seus berços Rock ‘n Play, cerca de 4,7 milhões, após investigação da CR revelar que o produto estava associado a pelo menos 32 mortes de bebês desde 2009.
Em 2024, os lanches da Kraft Heinz destinados às escolas americanas foram retirados dos programas de merenda devido à baixa demanda. Meses antes, a CR havia publicado investigação sobre os lanches escolares, revelando níveis relativamente altos de chumbo, cádmio e sódio.
A Consumer Reports é reconhecida por suas políticas de independência editorial [en], que visam “manter nossa independência e imparcialidade... [para que] a CR não tenha outra agenda além dos interesses dos consumidores”. A organização adota regras rigorosas e, em alguns casos, toma medidas extraordinárias; por exemplo, recusou renovar uma assinatura em massa de uma concessionária por “aparência de impropriedade”.
A Consumer Reports não aceita publicidade externa para não comprometer sua objetividade. A organização obtém recursos por meio de assinaturas pagas, doações, subsídios, redes de afiliados e por meio de seu programa de licenciamento comercial.
| Editores-chefes | Ellen Kunes, Editorial Director, Digital & Print |
|---|---|
| Categoria | Organização de consumidores |
| Frequência | Mensal |
| Circulação | 3.800.000 |
| Editora | Consumer Reports |
| Primeira edição | maio de 1936 (90 anos) |
| País | Estados Unidos |
| Idioma | Inglês |
| Sítio | www |
| ISSN | 0010-7174 |
A Consumer Reports publica conteúdo por meio de suas plataformas digitais e produz uma revista impressa. Ambas oferecem conselhos sobre produtos (resultados dos rigorosos testes da CR) e reportagens investigativas. Pelo site, a CR disponibiliza classificações e análises de milhares de produtos e serviços. Também fornece informações sobre recalls e demonstrações em vídeo.
A revista impressa é publicada desde maio de 1936. Sua primeira capa tratou da diferença entre leite Grau A e Grau B. Pesquisas da Consumer Reports mostraram que os dois tipos eram idênticos, e por isso não recomendou que os consumidores pagassem mais pelo Grau A.
Em 1990, a Consumer Reports lançou a Consumer Reports Television. Assim como os demais serviços da CR, a Consumer Reports Television não aceita publicidade. Produz reportagens mensais e especiais, como o “Buy Me That” de 1989, que discutia como a publicidade na TV pode enganar crianças. Em 2025, a Consumer Reports produz seus próprios podcasts e vídeos para emissoras locais e da Telemundo. O conteúdo digital também é compartilhado pelo site da organização, Amazon, Apple TV, MSN.com e canais de mídia social, incluindo YouTube.
Ao longo dos anos, a Consumer Reports publicou conteúdo em outras plataformas, incluindo:
Em 1º de agosto de 2006, a Consumer Reports lançou a ShopSmart, revista voltada a mulheres jovens. A última edição foi publicada em agosto/setembro de 2015.
Em 2008, a Consumer Reports adquiriu o blog Consumerist [en] da Gawker Media [en]. O blog foi encerrado em 2017, e seu conteúdo foi incorporado ao site da Consumer Reports.
O Consumer Reports Best Buy Drugs [en] está disponível gratuitamente no site Consumer Reports Health.org. Compara medicamentos prescritos em mais de 20 categorias principais, como doenças cardíacas, pressão arterial e diabetes, oferecendo classificações comparativas de eficácia e custo em relatórios e tabelas, em páginas web e documentos PDF, em formato resumido e detalhado.
A Consumer Reports publicou uma versão infantil da revista chamada Penny Power em 1980, renomeada em agosto de 1990 como Zillions [en]. A publicação era semelhante à Consumer Reports, mas voltada a um público mais jovem. No auge, alcançava cerca de 350 mil assinantes. Oferecia conselhos financeiros para crianças gerenciarem mesadas e pouparem para compras maiores, avaliava produtos voltados a crianças (brinquedos, roupas, eletrônicos, alimentos, jogos eletrônicos etc.) e promovia consumismo consciente entre crianças e adolescentes. As avaliações vinham de crianças na faixa etária alvo do produto. Também ensinava sobre práticas enganosas de marketing. A revista foi encerrada em 2000.
Em 2001, a Consumer Reports lançou o projeto financiado por doações Consumer Reports WebWatch, que visava educar consumidores sobre golpes on-line e outros riscos. O projeto foi apoiado por The Pew Charitable Trusts, John S. and James L. Knight Foundation e Open Society Institute. Em 2009, o projeto foi encerrado.
A Consumer Reports defende e trabalha com consumidores e oferece assinaturas pagas para acesso às publicações impressas e digitais. Seus mais de 5 milhões de membros têm acesso a ferramentas on-line, como rastreador de recalls de carros e conteúdo personalizado.
A Consumer Reports recebe ocasionalmente subsídios de outras organizações para projetos específicos de pesquisa. Em 2012, por exemplo, o Pew Charitable Trust concedeu um subsídio para que a organização examinasse alimentos em busca de carcinógenos, contaminação por metais pesados e patógenos.
Em 2021, recebeu US$ 375 mil do grupo ambiental Climate Imperative Foundation para estudar fogões a gás e qualidade do ar interno. Após concluir o estudo, publicou o artigo “Is Your Gas Range a Health Risk?” em 4 de outubro de 2022. A organização incluiu nota informando que o estudo foi financiado em parte pelo Climate Imperative Foundation. Outras organizações que forneceram subsídios incluem a Hewlett Foundation e a Ford Foundation. A Ford concedeu mais de US$ 1 milhão em subsídios nos últimos anos.
A Consumer Reports recebe doações de indivíduos e organizações para financiar diversos projetos. Em junho de 2019, a fundação de Craig Newmark, Craig Newmark Philanthropies, doou US$ 6 milhões para testes de privacidade e segurança em produtos conectados à internet. Isso é realizado pelo Laboratório da Inovação da organização.
Outro doador é a Alfred P. Sloan Foundation, que apoiou o projeto Digital Standard da Consumer Reports. Esse projeto criou um conjunto de direitos e proteções digitais para avaliar fabricantes e defender medidas de proteção ao consumidor.
A Consumer Reports não aceita publicidade de varejistas ou fabricantes, mas utiliza redes de afiliados de terceiros em seu conteúdo. Dessa forma, pode gerar receita sem ser incentivada a recomendar determinado produto.
A organização foi uma das primeiras a adotar redes de afiliados. Seu site inclui redes de afiliados em artigos para diversas marcas, modelos, tipos de produtos e categorias.
Em determinado momento, a Consumer Reports também disponibilizou um site listando varejistas incluídos em suas avaliações de produtos. Esse site era construído e operado pela PriceGrabber. Por meio dessas redes de afiliados, a PriceGrabber recebia taxas de referência de varejistas quando alguém clicava em um link. A Consumer Reports recebia uma porcentagem dessa taxa, independentemente de haver compra ou não.
Marcas avaliadas e revisadas pela Consumer Reports podem pagar para licenciar conteúdo da CR, mas não podem alterá-lo ou fazer trechos, devendo utilizá-lo integralmente. Isso significa que as marcas precisam compartilhar com os consumidores tanto os pontos negativos quanto os positivos.
A Consumer Reports foi processada várias vezes por empresas insatisfeitas com avaliações de seus produtos, mas nunca perdeu um caso.
Em 1971, a Bose Corporation processou a Consumer Reports por difamação após a revista afirmar em uma análise que o som do sistema avaliado “tendia a vagar pelo ambiente”. O caso chegou à Suprema Corte dos Estados Unidos, que confirmou em Bose Corp. v. Consumers Union of United States, Inc. [en] que a afirmação da CR foi feita sem má-fé e, portanto, não era difamatória.
Em 1988, a Consumer Reports anunciou em coletiva de imprensa que o Suzuki Samurai apresentava tendência a capotar e o classificou como “não aceitável”. A Suzuki entrou com ação em 1996 após nova menção ao Samurai em uma edição comemorativa da CR. Em julho de 2004, após oito anos na justiça, o processo foi resolvido em um acordo e arquivado sem troca de dinheiro e sem retratação, mas a Consumers Union concordou em não mais citar os resultados do teste de 1988 do Samurai em materiais publicitários ou promocionais.
Em dezembro de 1997, o distribuidor do Isuzu Trooper em Porto Rico processou a CR, alegando perda de vendas devido à desqualificação do Trooper pela Consumers Union dos Estados Unidos. Um tribunal de primeira instância concedeu a tutela antecipada da Consumers Union, e o Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Primeiro Circuito confirmou a decisão favorável.
Em 2003, a Sharper Image [en] processou a CR na Califórnia por depreciação de produto após avaliações negativas do purificador de ar Ionic Breeze Quadra. A CR pediu rejeição em 31 de outubro de 2003, e o caso foi arquivado em novembro de 2004. A decisão também concedeu à CR US$ 525 mil em honorários advocatícios e custas.
Na edição de fevereiro de 2007, a Consumer Reports afirmou que apenas duas das cadeirinhas infantis testadas passaram nos testes de impacto lateral. A Administração Nacional de Segurança Rodoviária, que posteriormente retestou as cadeirinhas, constatou que todas passaram nos testes correspondentes nas velocidades descritas no relatório da revista. O artigo da CR informou que os testes simulavam colisões a 38,5 mph. No entanto, os testes realizados simularam colisões a 70 mph. Os testes foram conduzidos por um laboratório externo que interpretou erroneamente o pedido da CR. Por isso, os testes foram realizados como se o veículo atingido estivesse a 38 mph após a colisão (o que exigiria que estivesse a 70 mph ao ser atingido), e não a 38 mph no momento do impacto.
A CR retratou o relatório e enviou cartas e e-mails a milhões de assinantes para se desculpar. Em carta de seu presidente Jim Guest aos assinantes, a organização afirmou que retestaria as cadeirinhas. Em 28 de janeiro de 2007, o The New York Times publicou um op-ed de Joan Claybrook [en], que integrou o conselho da CR de 1982 a 2006 e foi chefe da Administração Nacional de Segurança Rodoviária de 1977 a 1981, no qual discutiu a sequência de eventos que levou à publicação da informação errada. Isso incluiu ações da CR e da agência de segurança rodoviária, que na época não havia projetado teste para colisões laterais.
Em fevereiro de 1998, a organização testou ração para animais de estimação e afirmou que a ração para cães Iams era nutricionalmente deficiente. Posteriormente, retratou o relatório, alegando “um erro sistemático nas medições de vários minerais testados – potássio, cálcio e magnésio”.
Em 2006, a Consumer Reports afirmou que seis veículos híbridos provavelmente não economizariam dinheiro aos proprietários. Posteriormente, descobriu que havia calculado errado a depreciação e divulgou uma atualização afirmando que quatro dos seis veículos economizariam dinheiro aos compradores se mantidos por cinco anos (e recebessem o crédito tributário federal para veículos híbridos, que expirava após cada fabricante vender 60 mil unidades híbridas).
O conhecido defensor do consumidor Ralph Nader integrou o conselho de administração, mas deixou o cargo em 1975 devido a “divisão de filosofia” com a organização. Nader desejava que a Consumer Reports se concentrasse em defesa de políticas e produtos, enquanto Rhoda Karpatkin [en] priorizava avaliações e análises de produtos. Karpatkin foi nomeada CEO em 1974 e se aposentou como presidente no início dos anos 2000.
Em 2025, a Consumer Reports contava com orçamento anual superior a US$ 30 milhões, que sustentava 60 laboratórios e equipes de engenheiros e outros funcionários.
Em janeiro de 2025, a Consumer Reports nomeou Phil Radford como novo presidente e CEO. Radford foi anteriormente diretor de estratégia do Sierra Club, CEO da Greenpeace e trabalhou com o Public Interest Research Group e Public Citizen. A organização contava com mais de 5 milhões de membros em abril de 2025.