| Fundação | 1963 (63 anos) |
|---|---|
| Tipo | Instituto de pós-graduação e pesquisa em engenharia |
| Instituição mãe | Universidade Federal do Rio de Janeiro |
| Docentes | 365 professores doutores (setembro de 2024) |
| Pós-graduação | 2 268 alunos de mestrado e doutorado (setembro de 2024) |
| Localização | Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, |
| Campus | Cidade Universitária |
| Página oficial | coppe.ufrj.br |
O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, conhecido pela sigla Coppe (grafada institucionalmente também como COPPE), é um instituto de pós-graduação e pesquisa em engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sediado na Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. A instituição teve origem em março de 1963, quando foi criado, na então Universidade do Brasil, o Curso de Mestrado em Engenharia Química, primeiro núcleo do que viria a se tornar a Coppe.
A formação da Coppe esteve ligada à tentativa de implantar no Brasil um modelo de pós-graduação em engenharia baseado na integração entre ensino e pesquisa, no trabalho acadêmico em tempo integral e na formação de pesquisadores. O principal articulador do projeto foi o engenheiro químico Alberto Luiz Galvão Coimbra, professor da Escola Nacional de Química da Universidade do Brasil, que havia obtido o mestrado em Engenharia Química na Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, em 1949.
A Coppe mantém treze programas stricto sensu de mestrado e doutorado. Em setembro de 2024, registrava 2 268 alunos de mestrado e doutorado, 365 professores doutores, 219 pesquisadores de pós-doutorado e 170 laboratórios; até dezembro de 2023, haviam sido defendidas 18 713 teses e dissertações. Sua atuação inclui pesquisa acadêmica e projetos em cooperação com empresas, governos e instituições científicas, com destaque histórico para a colaboração com a Petrobras e seu Cenpes em tecnologias offshore e de produção de petróleo em águas profundas.

Alberto Luiz Galvão Coimbra ingressou em 1943 no curso de Química Industrial da Universidade do Brasil e concluiu a graduação em 1946. No ano seguinte, seguiu para os Estados Unidos com bolsa para estudar Engenharia Química na Universidade Vanderbilt, no Tennessee, onde obteve o título de mestre em 1949. A experiência norte-americana aproximou Coimbra de um sistema universitário em que ensino de pós-graduação, pesquisa e formação de docentes eram atividades articuladas, em contraste com a estrutura predominante nas escolas de engenharia brasileiras da época.
Já como docente da Escola Nacional de Química, Coimbra passou a defender a criação de um curso de pós-graduação que desse maior peso aos fundamentos científicos da engenharia e à pesquisa. Em 1961, apresentou na Escola Nacional de Química o documento Oportunidade para instalação de um curso de pós-graduação de Engenharia Química no Brasil, no qual propunha a implantação de um curso de mestrado na área.
A internacionalização esteve presente antes mesmo da abertura do curso. No início da década de 1960, Coimbra selecionou três de seus alunos que se formavam em Engenharia Química na Universidade do Brasil, em um núcleo acadêmico ligado à Escola Nacional de Química — Affonso Silva Telles, Giulio Massarani e Maurício Leonardos — e obteve bolsas da Organização dos Estados Americanos para que cursassem mestrado na Universidade de Houston, nos Estados Unidos. O objetivo era que regressassem ao Brasil com experiência em ensino e pesquisa de pós-graduação e participassem do novo programa. Massarani, formado em Engenharia Química e Química Industrial pela Escola Nacional de Química, concluiu seu mestrado em Houston em 1963 e, anos depois, obteve o doutorado na Universidade Paul Sabatier, em Toulouse, na França, em 1971.
Outra figura importante na preparação do curso foi o professor norte-americano Frank M. Tiller, que havia orientado Coimbra em Vanderbilt e depois se transferira para a Universidade de Houston. Tiller colaborou na articulação com professores estrangeiros, no recrutamento de docentes visitantes e na obtenção de apoio para o projeto. Athos da Silveira Ramos, então dirigente do Instituto de Química da Universidade do Brasil, cedeu duas pequenas salas no campus da Praia Vermelha para o funcionamento inicial do curso.
Em março de 1963 começaram as aulas do Curso de Mestrado em Engenharia Química da Universidade do Brasil. Entre os primeiros professores estavam Alberto Coimbra, os norte-americanos Donald Katz e Louis Brand e os brasileiros Nelson de Castro Faria, Affonso Silva Telles e Giulio Massarani. A primeira turma tinha nove alunos: Gileno Amaral Barreto, Walmir Gonçalves, Túlio Bracho Henriques, Jair Augusto de Miranda, Carlos Augusto Guimarães Perlingeiro, Paulo Ribeiro, Nelson Trevisan, Edgard Souza Aguiar Vieira e Liu Kai. Em 1964, Nelson Trevisan defendeu a primeira dissertação de mestrado do curso.
Um dos princípios adotados por Coimbra foi o regime de tempo integral e dedicação exclusiva para professores e alunos, então incomum nas escolas de engenharia brasileiras. O modelo procurava reduzir a dependência do magistério em tempo parcial e criar condições para que a pesquisa se tornasse uma atividade contínua dentro da universidade.
A consolidação do curso dependeu de recursos para bolsas, salários e laboratórios. Coimbra aproximou-se do economista José Pelúcio Ferreira, do então Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE, atual BNDES). Dessa articulação surgiu, em 1964, o Fundo de Desenvolvimento Técnico-Científico (Funtec), que passou a financiar, a fundo perdido, a formação de professores e pesquisadores nas universidades; o primeiro financiamento foi destinado ao curso de Engenharia Química.
Em 1965 foi criado o mestrado em Engenharia Mecânica. A existência de mais de um curso levou à agregação das iniciativas de pós-graduação e, em junho daquele ano, à criação da Coordenação de Programas Pós-Graduados de Engenharia, da qual se consolidou a sigla Coppe. A documentação histórica registra uma pequena alteração de denominação a partir de 1969, para Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia; a sigla foi mantida mesmo depois da adoção do nome atual, em 1995.

A expansão foi rápida. O Programa de Engenharia Elétrica foi criado em 1966. Em 1967, a Coppe mudou-se para a Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, adquiriu um computador IBM 1130 e criou o Departamento de Cálculo Científico, que se tornaria um dos antecedentes do Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ. Naquele ano também foram estruturados programas de Engenharia Metalúrgica e de Materiais, Engenharia Civil, Engenharia de Produção e Engenharia Naval, posteriormente denominada Engenharia Oceânica.
Em 1968 foi criado o Programa de Engenharia Nuclear. No mesmo período, a instituição recebeu docentes estrangeiros de diferentes origens, inclusive professores soviéticos convidados em plena ditadura militar brasileira, como Victor Lenski, da área de resistência de materiais, e Dimitri Vastvoscev, da engenharia naval. A experiência da Coppe, centrada em programas de pós-graduação, pesquisa e dedicação acadêmica integral, ocorreu em paralelo à institucionalização nacional da pós-graduação realizada pela reforma universitária do fim da década de 1960.
Em 1970 foi defendida a primeira tese de doutorado da Coppe, de Alcebíades de Vasconcellos Filho, no Programa de Engenharia Civil, sobre o método dos elementos finitos. No mesmo ano foi criado o Programa de Engenharia de Sistemas e Computação e surgiu a Coppetec, inicialmente como estrutura interna para organizar projetos, consultorias e serviços tecnológicos realizados em cooperação com empresas e órgãos públicos. Em 1971, a Coppe foi formalmente reconhecida como órgão suplementar da UFRJ e foi criado o Programa de Engenharia Biomédica.
A primeira década de expansão foi seguida por uma crise institucional. Em 18 de maio de 1973, o reitor Djacir Menezes afastou Alberto Coimbra da direção da Coppe, em meio a disputas administrativas e políticas ocorridas durante o período mais repressivo da ditadura militar. O afastamento gerou incertezas sobre a continuidade da instituição, além da saída de parte do corpo docente.
Coimbra passou a trabalhar na Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O processo judicial que o envolvia foi extinto em 1976. Em 1981, recebeu do Ministério da Educação o Prêmio Anísio Teixeira; em 1983 retornou à Coppe e voltou a atuar no Programa de Engenharia Química, permanecendo na universidade até receber o título de professor emérito da UFRJ, em 1993. Em 1995, a instituição passou a se chamar oficialmente Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, mantendo a sigla Coppe.
Apesar da crise, novos projetos continuaram a ser implantados. A Coppead, escola de pós-graduação em administração criada dentro da Coppe em 1973, tornou-se posteriormente uma unidade autônoma da UFRJ. Outras estruturas que surgiram vinculadas à Coppe também ganharam autonomia, como a área de Planejamento Urbano e Regional, que deu origem ao atual IPPUR, e a Divisão de Cálculo Científico, relacionada à formação do atual Núcleo de Computação Eletrônica.

A relação com a Petrobras começou ainda nos primeiros anos da Coppe, mas ganhou escala a partir de um convênio de cooperação assinado em 1977. O acordo foi voltado inicialmente ao desenvolvimento de ferramentas de engenharia capazes de apoiar o projeto de plataformas offshore e de estruturas submetidas às condições do mar brasileiro.
Pesquisadores do Programa de Engenharia Civil trabalharam no desenvolvimento de sistemas computacionais de análise estrutural para plataformas. À medida que a exploração avançou para águas mais profundas, foram incorporadas competências de Engenharia Naval e Oceânica, Metalúrgica e de Materiais, Química e Elétrica. O trabalho conjunto passou a abranger temas como hidrodinâmica, integridade estrutural, corrosão, materiais, escoamento e sistemas submarinos.
Estudo acadêmico publicado na revista Sociedade e Estado descreve a cooperação entre Cenpes/Petrobras e Coppe como parte relevante da formação de capacidades tecnológicas brasileiras em petróleo e gás, especialmente em exploração e produção offshore. Segundo a história institucional da Coppe, a parceria havia gerado mais de 3 mil projetos até 2022, além de teses, dissertações e cursos de especialização.
A ampliação dos projetos com empresas também reforçou a função da Coppetec. Criada em 1970 como setor interno, ela foi transformada em 1993 na Fundação Coppetec, responsável por administrar contratos e convênios de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços vinculados à UFRJ.
A década de 1990 marcou a ampliação da infraestrutura experimental. Em 1992, a área interdisciplinar de energia tornou-se o Programa de Planejamento Energético, que passou a integrar pesquisa em energia, economia e meio ambiente. Em 1994 foi criada a Incubadora de Empresas da Coppe, voltada à formação de empresas de base tecnológica, e em 1995 foi criada a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, posteriormente incorporada às atividades de inovação social da incubadora.
Em 1996 foi inaugurado o complexo conhecido como I-2000, com cerca de 10 mil metros quadrados e dezenas de laboratórios instalados com apoio de projetos e parcerias, entre elas a Petrobras. A expansão substituiu parte das instalações improvisadas utilizadas nas décadas anteriores e consolidou uma política de construção de laboratórios em cooperação com empresas.

Nos anos 2000, laboratórios de grande porte foram instalados na Cidade Universitária. Em 2003 entrou em operação o Laboratório de Tecnologia Oceânica (LabOceano), dedicado a ensaios e simulações de estruturas marítimas. Seu tanque possui 40 metros de comprimento, 30 metros de largura e 15 metros de profundidade, com um poço central adicional de 10 metros, permitindo simulações de condições de águas profundas.
Em 2009 foi inaugurado o Laboratório de Ensaios Não Destrutivos, Corrosão e Soldagem (LNDC), com pesquisas associadas, entre outras áreas, à exploração de petróleo em águas profundas e ao pré-sal. No mesmo período, laboratórios da Coppe passaram a integrar o Parque Tecnológico da UFRJ ao lado de centros de pesquisa de empresas.
A partir da década de 2010, a Coppe ampliou projetos relacionados à transição energética, mobilidade, computação, nanotecnologia, clima e engenharia da saúde. Em 2013 foi inaugurado o Laboratório Bioetanol, em parceria com o Instituto de Química da UFRJ, e foi criado o Programa de Engenharia de Nanotecnologia, que passou a ser o 13.º programa stricto sensu da instituição.
Em 2016 entrou em operação o supercomputador Lobo Carneiro, com capacidade declarada de 226 teraflops, destinado a simulações e processamento científico de alto desempenho. A Coppe também participou de projetos do CERN, parceria iniciada no fim dos anos 1980 e associada posteriormente a sistemas utilizados em experimentos do Grande Colisor de Hádrons.
Na área de gestão de riscos e desastres, equipes da instituição participaram de trabalhos relacionados aos impactos do rompimento de barragem em Mariana, à análise da queda de trecho da Ciclovia Tim Maia, ao rompimento de barragem em Brumadinho e ao derramamento de óleo que atingiu o litoral brasileiro em 2019.
Durante a pandemia de COVID-19, a Coppe adaptou suas atividades acadêmicas ao formato remoto e participou do desenvolvimento de tecnologias de diagnóstico, modelagem epidemiológica, equipamentos de proteção e um ventilador pulmonar emergencial, além de pesquisas em biotecnologia e terapias. Em 2022, foi inaugurada a Ilha de Policogeração Sustentável, protótipo de geração integrada de água e eletricidade para aplicações em áreas remotas.

A Coppe oferece mestrado e doutorado acadêmicos em treze programas. A seleção é realizada separadamente por cada programa, e a instituição informa oferecer, em conjunto, cerca de 1 300 vagas anuais para a pós-graduação stricto sensu.
De acordo com a relação institucional divulgada pela Coppe, as notas da Capes associadas aos programas são:
| Programa | Avaliação Capes |
|---|---|
| Engenharia Biomédica | 6 |
| Engenharia Civil | 7 |
| Engenharia Elétrica | 6 |
| Engenharia Mecânica | 7 |
| Engenharia Metalúrgica e de Materiais | 6 |
| Engenharia Nuclear | 6 |
| Engenharia Oceânica | 5 |
| Engenharia Química | 7 |
| Engenharia da Nanotecnologia | 4 |
| Engenharia de Produção | 5 |
| Engenharia de Sistemas e Computação | 7 |
| Engenharia de Transportes | 6 |
| Planejamento Energético | 6 |
Dez dos treze programas aparecem, na divulgação institucional, com conceitos 6 ou 7, faixas utilizadas pela Capes para programas com desempenho de referência nacional e internacional. A Coppe também mantém estágios de pós-doutorado, cursos lato sensu e atividades de integração com a graduação da UFRJ.

A pesquisa é organizada pelos treze programas acadêmicos e por laboratórios e centros que reúnem pesquisadores de diferentes áreas. Em 2025, a Coppe divulgava possuir cerca de 170 instalações de pesquisa, entre laboratórios e centros. O parque experimental inclui estruturas de grande porte, laboratórios de materiais, computação, energia, biotecnologia, engenharia oceânica, transportes, sistemas elétricos e engenharia biomédica.
Entre as instalações conhecidas está o LabOceano, inaugurado em 2003 e concebido para reproduzir, em escala, condições marítimas relevantes para ensaios de plataformas, embarcações e sistemas offshore. O Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (LAMCE) atua em modelagem e simulação numérica aplicada a problemas de engenharia, enquanto instalações de materiais e nanotecnologia incluem equipamentos para deposição e caracterização de filmes e superfícies.
A estrutura física foi ampliada em diferentes etapas por meio de financiamento público e de projetos cooperativos. A criação do I-2000, a instalação do LabOceano e do LNDC e a presença de laboratórios no Parque Tecnológico da UFRJ são exemplos da política de combinar infraestrutura acadêmica com projetos de pesquisa de longa duração.

Desde os anos 1970, a instituição mantém mecanismos para organizar sua interação com empresas e órgãos governamentais. A Coppetec foi criada para administrar projetos externos sem substituir as atividades de ensino e pesquisa dos docentes; transformada em fundação em 1993, passou a gerir contratos, convênios e serviços tecnológicos vinculados à universidade.
A parceria mais extensa é com a Petrobras e o Cenpes, que envolveu milhares de projetos em engenharia offshore, materiais, estruturas, escoamento, corrosão, sistemas submarinos e outras áreas. O modelo de cooperação contribuiu também para a construção de laboratórios e para a formação de pesquisadores especializados em problemas tecnológicos da indústria de petróleo.
A Incubadora de Empresas da Coppe foi criada em 1994. Segundo o folder institucional de 2025, havia contribuído para a formação de mais de cem empresas, que reuniam mais de 3 600 empregos e faturamento consolidado superior a 600 milhões de reais; em 2025, a incubadora incorporou atividades de inovação social anteriormente associadas à Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares.

O desenvolvimento de ferramentas para projeto, análise e monitoramento de plataformas foi um dos primeiros eixos da cooperação com a Petrobras. À medida que a produção de petróleo avançou para águas profundas, a pesquisa passou a envolver plataformas flutuantes, risers, dutos, materiais, corrosão, hidrodinâmica e tecnologias submarinas. A literatura sobre inovação em petróleo no Brasil aponta a colaboração Cenpes–Coppe como um componente importante da acumulação de competência tecnológica no setor.
A infraestrutura associada a esse campo inclui o LabOceano, o LNDC, o Laboratório de Tecnologia Submarina e o Núcleo Interdisciplinar de Dinâmica dos Fluidos, entre outras instalações. Parte dessa experiência passou a ser empregada também em temas de descomissionamento, captura de carbono e energias do oceano.

Pesquisadores da Coppe desenvolveram, a partir de 2005, uma família de ônibus elétricos híbridos que utiliza hidrogênio em pilha a combustível, combinada a baterias. A primeira versão, denominada H2, foi apresentada em 2010; a versão H2+2 passou a circular experimentalmente na Cidade Universitária e foi empregada em demonstrações de mobilidade durante a década seguinte. O projeto foi desenvolvido no Laboratório de Hidrogênio e teve versões sucessivas voltadas à redução do consumo de combustível e ao aperfeiçoamento do sistema de tração.

O Maglev Cobra é um veículo de levitação magnética desenvolvido pelo Laboratório de Aplicações de Supercondutores da Coppe em parceria com a Escola Politécnica da UFRJ. O sistema utiliza levitação baseada em supercondutores e ímãs permanentes e foi concebido para transporte urbano em trajetos curtos. Uma linha experimental de aproximadamente 200 metros foi construída na Cidade Universitária, ligando instalações do Centro de Tecnologia; os testes com passageiros começaram na década de 2010.
A Coppe desenvolveu um projeto de conversão da energia das ondas do mar em eletricidade, concebido no Laboratório de Tecnologia Submarina. Um protótipo foi testado no LabOceano antes da instalação de uma usina-piloto no Porto do Pecém, no Ceará. A instalação operou experimentalmente no início da década de 2010 e foi apresentada pela instituição como a primeira experiência do gênero na América do Sul.
A computação científica faz parte da história da Coppe desde a aquisição do IBM 1130 em 1967. Em 1990, pesquisadores do Laboratório de Computação Paralela desenvolveram o NCPU I, sistema de processamento paralelo; em 1995, a instituição recebeu um supercomputador Cray; e, em 2016, inaugurou o supercomputador Lobo Carneiro.
A cooperação com o CERN começou em 1989 e envolveu pesquisadores da Coppe em instrumentação, processamento de sinais e sistemas para experimentos de física de altas energias. Em 2008, a instituição participou de trabalhos relacionados ao detector ATLAS e, posteriormente, sistemas desenvolvidos por equipes da Coppe foram adotados em experimentos do laboratório europeu.

A área de Planejamento Energético e outros programas da Coppe participaram, desde a década de 1990, de estudos sobre energia, emissões e mudanças climáticas. Pesquisadores da instituição integraram trabalhos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), e a Coppe sediou iniciativas nacionais voltadas ao tema.
A instituição também realizou pesquisas relacionadas a biodiesel, bioetanol de segunda geração e outros biocombustíveis. Estudos realizados por equipes da Coppe participaram dos testes que antecederam a adoção da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel comercial no Brasil, iniciada em 2008.
A dimensão internacional, presente desde a formação dos primeiros docentes no exterior e da participação de professores visitantes, ampliou-se ao longo das décadas. A Coppe mantém acordos de intercâmbio e pesquisa com universidades e centros de diferentes países.
Em 2009 foi criado, em parceria com a Universidade Tsinghua, o Centro China–Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras para Energia, voltado a pesquisas em energia, clima, baixo carbono e tecnologias relacionadas. Em 2016, a Coppe e a China University of Petroleum inauguraram o Instituto China–Brasil de Tecnologia Submarina, dedicado a projetos de engenharia submarina.
Segundo o folder institucional divulgado em 2025, a Coppe mantinha cerca de 50 acordos internacionais ativos e, em 2024, havia firmado 14 acordos com instituições de oito países. Entre as iniciativas recentes constavam cooperações com instituições chinesas em bioenergia, descarbonização marítima, ciência e tecnologia e engenharia oceânica.