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| Coiote | |||||||||||||||||||||||||
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| Estado de conservação | |||||||||||||||||||||||||
Pouco preocupante | |||||||||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||||||||
Canis latrans (Say, 1823) | |||||||||||||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||||||||||||
Coiote (Canis latrans), às vezes chamado de chacal-americano por zoólogos, é um mamífero, membro da família Canidae e do gênero Canis. Possui uma pelagem pardo-amarelada. Os coiotes são encontrados apenas na América do Norte e América Central. Geralmente vivem sós, mas podem se organizar em matilhas ocasionalmente. Vivem em média 6 anos. A palavra coiote é de origem Nahuatl. Mamífero da família dos canídeos, encontrado do Alasca ao Panamá, semelhante ao lobo-cinzento (C. lupus), porém menor e mais esguio, com orelhas proporcionalmente mais compridas. Também, tem semelhanças físicas com o chacal, embora menor e com patas mais curtas.
Na América do Norte, o coiote preenche grande parte do nicho ecológico que os chacais ocupam na Eurásia, embora seja maior e mais predatório.
O termo "coiote" também é usado popularmente para designar guias, geralmente mexicanos, que cobram para conduzir imigrantes ilegalmente aos Estados Unidos, através da fronteira com o México.

Os coiotes eram uma espécie endêmica das localidades desérticas e áridas dos Estados Unidos, durante a colonização europeia. Referidos popularmente na época como lobos-da-pradaria, o que também dificultava saber quando escrituras referenciavam o coiote ou o lobo-cinzento. O coiote foi descrito cientificamente pela primeira vez em 1819, pelo naturalista Thomas Say, com seu relato sendo publicado em 1823, Say foi a primeira pessoa a documentar a diferença entre o lobo-da-pradaria (coiote) e o referido por ele como Canis nubilus, sinônimo correspondente ao lobo-das-grandes-planícies. Say descreveu o coiote como:
O Canis latrans. Cinereu ou cinza, variado com preto acima, e fulvo opaco, ou canela; cabelo na base plumbeus escuro, no meio de seu comprimento canela opaca, e na ponta cinza ou preto, mais longo na linha vertebral; orelhas eretas, arredondadas nas pontas, canela atrás, cabelos escuros e plumosos na base, forrados internamente por cabelos grisalhos; pálpebras com bordas pretas, cílios superiores pretos abaixo e na ponta acima; tampa suplementar com margens pretas-marrons na frente e bordas pretas-marrons atrás; íris amarelo; pupila preto-azul; mancha no saco lacrimal preto-marrom; rostrum canela, tingida de acinzentado no nariz; lábios brancos, com bordas pretas, três séries de cerdas pretas; cabeça entre as orelhas misturada com cinza e canela opaca, cabelos escuros e plumosos na base; lados mais claros que o dorso, obsoletamente fasciados com preto acima das pernas; pernas canela na face externa, mais distinta nos pelos posteriores: linha preta dilatada e abreviada nas anteriores próximas ao pulso; cauda espessa, fusiforme, reta, variada em cinza e canela, uma mancha próxima à base acima e ponta preta; a ponta do tronco da cauda, atinge a ponta do calcâneo, quando a perna está estendida; abaixo branco, imaculado, cauda canela na ponta, ponta preta; pés posteriores com quatro dedos, anteriores com cinco dedos.
{Cladogram|align=right|title=Árvore filogenética da tribo Canina com tempo de milhões de anos |cladogram=
| Caninae 3.5 Ma |
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O ancestral mais provável do coiote é o referido Canis lephopagus, uma vez que o suposto anteriormente Canis Edwardii era contemporâneo a populações antigas de coiotes. O coiote contemporâneo surgiu há cerca de 1000 anos, após a extinção da megafauna, em contraste ao coiote atual, o coiote-do-pleistoceno (canis l. orcutti) era maior e mais robusto, sendo de peso maior (18 a 21 kg), o coiote-pleistocênico era um predador mais especializado quando comparado ao coiote moderno e isso se decorre a evidências de maior capacidade de trituração de carne, e claro, eram potencialmente mais sociais.
Sendo uma espécie de ampla distribuição na América do Norte/Central, o coiote possui variações geográficas. A partir de 2005, foram reconhecidas totalmente cerca de 19 subespécies, os coiotes geralmente não variam morfologicamente enormemente, mas as subespécies do Norte são maiores e de cor mais escura que os coiotes do Sul, menores e mais claras. Na América Central e no México, as subespécies de coiote tem a tendência de uma cor avermelhada.
| Subspécie | Nome científico | Distribuição | Descrição | Imagem | |
|---|---|---|---|---|---|
| Coiote-de-Belize | Canis latrans goldmani | Habita em San Vincent, Chiapas, México e é conhecido na fronteira da guatemala, embora também outra subespécie habite a área | A maior dentre as subespécies mexicanas, aproximado ao Canis l. latrans em tamanho, mas de constituição mais graciosa | ||
| Coiote-das-Planícies | Canis latrans latrans | Vive nas Grandes Planícies, de Alberta, Manitoba, Sul do Novo méxico e no Texas | A maior das subespécies, de cor pálida e grandes presas e carnassiais | ||
| Coiote-mexicano | Canis latrans cagottis | Vive nos estados mexicanos de Oaxaca, San luis Potosi, Puebla e Veracruz, endêmico do México | Orelhas de comprimento médio, coloração avermelhada e com dentes particularmente grandes | - | |
| Coiote-pleistocênico | Canis latrans occurti | Fósseis achados ao Sul da Califórnia e em Idaho | Única subespécie pré-histórica reconhecida, por alguns tido como uma população extinta do lobo-vermelho. É a maior subespécie que já existiu | - | |
| Coiote-oriental | Canis latrans var | Habita em Nova York, Idaho, Ohio, Virginia e mais alguns estados americanos | Essencialmente, um híbrido do coiote e o lobo-cinzento, é menor que o lobo-oriental mas maior que o coiote comum | ||
| Coiote-de-Mearns | Canis latrans mearnsi | Sua distribuição envolve os estados de Utah, Arizona, Norte de Sonora e Chihuahua | De porte médio, seus pelos são curtos e mais pobremente colorido. Orelhas pequenas, dentes pequenos e crânio menor que a média dos coiotes | ||
| Coiote-do-Vale-da-Califórnia | Canis latrans ochropus | Vive na Califórnia a oeste da Sierra Nevada | Semelhante a Canis l. latrans e Canis l. lestes, mas menor e mais escuro mas com detalhes mais vivos de cor; tem orelhas maiores e cranios e dentes menores | ||
| Coiote-de-Honduras | Canis latrans hondurensis | Edêmico das Honduras | Subespécie de porte pequeno e coloração particularmente ruiva, de crânio alongado | ||
| Coiote-das-planícies-do-Texas | Canis latrans texensi | Vive na maior parte do Texas, Leste do Novo México e nordeste do México | Menor que Canis l. latrans, possui pelagem mais brilhante e fulva, bem semelhante a Canis l. ochropus em vivacidade de cor mas não tem orelhas tão grandes | ||
| Coiote-do-Nordeste | Canis latrans tamnos | Vive em Manitoba (exceto o extremo Sul), de leste a sul de Quebec, de Sul a leste de Dakota do Norte, Winscousin, Michigan e Illinois | Quase do mesmo tamanho de Canis l. latrans senão maior, porém de cor mais escura e crânio mais largo | ||
| Coiote-da-Península | Canis latrans pensinulae | Vive na Baixa Califórnia | É similar a Canis l. ochropus em porte e fisionomia mas tem pelos em uma cor avermelhada mais escura, a ponta da cauda negra e barriga com pelos escuros | ||
| Coiote-de-El Salvador | Canis latrans dickeyi | Originalmente, endêmico de Cerro Mogote, em janeiro de 2013 expandiu seu alcance para o Sul do Panamá | Subespécie de porte grande, igualado a Canis l. lestes em tamanho, mas com dentes proporcionalmente menores e pelo mais escuro | ||
| Coiote-de-Durango | Canis latrans impavidus | Sudeste de Sonora, extremo Sudoeste de Chihuahua, Durango ocidental, Zacatecas ocidental e em Sinaleoa | Este canídeo é similar ao Canis l. cagottis em cor, mas é bem maior | ||
| Coiote-da-ilha-Tíburon | Canis latrans jamesi | Mais pálido que Canis l. mearnsi, com crânio e dentes mais pesados. E orelhas mais longas | EN - Em perigo |
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| Coiote-da-montanha | Canis latrans lestes | Sua distribuição abrange os estados de Washington, Sudeste da Colúmbia britânica e Alberta, Oeste de Montana, Norte da Califórnia, Colorado exceto a região sudeste e centro e norte de Utah
A sua área geográfica é mais extensa do que a do lobo-ibérico, estendendo-se até aos Alpes italianos |
Semelhante ao Canis l. latrans em tamanho e cor, com cauda maior e orelhas mais longas |
Os coiotes machos pesam em média de 8 a 21 kg, as fêmeas ficam um pouco atrás pesando de 6 a 18 kg. De entre as suas 19 subespécies, nota-se que as subespécies do norte crescem em média 18 quilogramas, em contraponto, as subespécies ao sul pesam em média 11,5 kg. O comprimento total varia de 1,0 a 1,35 m, com o adicional de 40 cm de cauda. Com as fêmeas sendo menores na medida de comprimento de corpo e altura. O maior coiote já registrado, foi um espécime macho morto no estado americano de Wyoming, em 19 de novembro de 1937, que media 1,5 metros de comprimento do nariz a ponta da cauda e um peso corporal de 34 quilogramas.
O coiote é considerado o equivalente americano do chacal-dourado. Semelhantemente, o coiote é geralista na escolha de alimentos, é primariamente carnívoro com 90% de sua dieta composta de carne. A maior parte da dieta do coiote são mamíferos como coelhos e veados, mas também podem comer sapos, peixes e outras presas além de frutas, grama e insetos. Em ambientes urbanizados coiotes podem comer animais nativos como coelhos, esquilos e outros mamíferos, mas também exploram outras fontes de alimento, como por exemplo ao consumir lixo e caçar animais de estimação. Em certas áreas urbanas, sabe-se que gatos-domésticos podem compor de 20% a 35% da dieta de coiotes. Apesar disso, animais domésticos são de forma geral um componente baixo, com os coiotes dando preferência por presas nativas se disponíveis.
Coiotes em matilhas podem caçar presas maiores do que os coiotes individuais poderiam. Em alguns casos, matilhas foram capazes de abater e subjugar presas maiores como veados-mula, cariacus, fêmeas de uaptis, antilocapras e ovelhas selvagens, apesar de visarem maiormente os filhotes desses animais. Coiotes também atacam o gado doméstico e ovelhas.

Similar à raposa-vermelha na Europa, o coiote é visto como uma figura mentirosa e trapaceira. Assim como em diversos contos populares de nativos norte-americanos em especial as localizadas nas grandes planícies o coiote é a malandra figura de um herói astuto que se rebela contra as convenções sociais através do humor e do engano. Folclóricos como Harris assumem que a fama de trapaceiro e enganador do coiote advém da adaptabilidade e extrema inteligência dos animais. Após a colonização europeia das Américas, o coiote passou a ser caracterizado como uma figura covarde e indigna de confiança. Em contraponto ao lobo-cinzento, que passou por uma melhora ampla da sua imagem pública, o coiote segue uma criatura vista com olhares hostis e bastante negativos.

Os ataques de coiotes são incomuns e são eventos raros. Apesar de se tornarem mais frequentes os ataques em especial no estado da Califórnia, coisas graves ou fatais são raras, em específico devido ao tamanho relativamente pequeno que os coiotes possuem. Apenas dois ataques fatais são conhecidos: um contra uma criança de três anos chamada Kelly Keen em Glendale, Califórnia. E outro a uma jovem de 19 anos chamada Taylor Mitchell, na Nova Escócia, no Canadá. Na ausência de hostilidade praticado aos coiotes pela população rural, os coiotes urbanos passam não temer os humanos, e isso é ainda piorado pela alimentação intencional ou não aos animais. Nessas situações, alguns coiotes se tornam ousados o bastante para agir agressivamente com humanos, perseguindo ciclistas e maratonistas, atacando pessoas passeando com seus cães e caçando crianças pequenas. Os coiotes nestas áreas geralmente visam crianças com menos de 10 anos de idade, embora alguns adultos às vezes sejam mordidos.

Em 2007, o coiote foi considerado o predador de gado mais abundante do oeste Norte-americano, responsável pela maioria das perdas de bovinos, ovinos e caprinos. Por exemplo, os coiotes foram responsáveis por 60,5% das 224.000 mortes de ovelhas atribuídas a predação em 2004, totalizando aproximadamente 135 520 mortes feitas diretamente pelos coiotes.
Devido a população dos coiotes ser geralmente mais distribuída e maior que a dos lobos, eles geralmente causam uma porção bem maior de danos. Um censo em Idaho em 2005 mostrou que coiotes individuais tem 5% maiores chances de atacar o gado do que lobos individuais.
Os coiotes invadem paisagens urbanas em busca de alimento, onde geralmente consomem lixo, comida de cachorro e etc. Análises de fezes coletadas perto de Claremont, Califórnia, revelaram que os coiotes dependiam muito de animais de estimação como fonte de alimento no inverno e na primavera. Em um local no sul da Califórnia, os coiotes começaram a contar com uma colônia de gatos ferais como fonte de alimento. Com o tempo, os coiotes mataram a maioria dos gatos e continuaram a comer a comida de gato colocada diariamente no local da colônia pelas pessoas que mantinham a colônia de gatos.

Os coiotes geralmente atacam cães de tamanho menor que o seu, mas são conhecidos por atacar até mesmo raças grandes e poderosas, como o Rottweiler, em casos excepcionais.




