| Ctenomys | |
|---|---|
| Fêmea de Ctenomys haigi | |
| Classificação científica | |
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Mammalia |
| Ordem: | Rodentia |
| Subordem: | Hystricomorpha |
| Infraordem: | Hystricognathi |
| Parvordem: | Caviomorpha |
| Superfamília: | Octodontoidea |
| Família: | Ctenomyidae Lesson, 1842 |
| Gênero: | Ctenomys Blainville, 1826 |
Os tuco-tucos (Ctenomys sp.), também chamados curus-curus e ratos-de-pentes, são um grupo de roedores sul-americanos que vivem em galerias subterrâneas superficiais por eles escavadas. Nos orifícios de saída das galerias, observa-se o depósito de solo, geralmente areia, removido. Por este motivo, não é estimado pelos proprietários rurais, pois as imperfeições no solo causadas pela espécie podem causar acidentes com o gado. A espécie apresenta pescoço musculoso, cauda curta e fortes unhas.
"Tuco-tuco" originou-se do termo tupi para o animal, tuku'tuku, o qual é uma referência ao som que o macho da espécie produz quando sente-se ameaçado. "Rato-de-pente" é uma referência às cerdas laterais pectíneas presentes nas palmas dos pés e das mãos da espécie.
O tuco-tuco se alimenta de gramíneas e folhas que nascem junto às saídas de suas tocas, bem como de frutos silvestres.
Os tucos-tucos pertencem ao gênero Ctenomys, com várias espécies espalhadas pela América do Sul.
Muitas das espécies são restritas a determinadas regiões, como, por exemplo, o Ctenomys minutus, que habita as planícies litorâneas arenosas do Rio Grande do Sul. A agricultura e a exploração imobiliária acabam destruindo o habitat natural dessa espécie e isolando suas populações. É predado por aves de rapina, como o chimango no sul e outros pequenos gaviões, cobras, canídeos e felinos selvagens, além de cães e gatos domésticos de propriedades rurais. Para proteção, enquanto faz sua refeição herbácea, mantém-se próximo à saída da toca, ou, mais frequentemente, expõe apenas a parte anterior do corpo fora dela.