DNA complementar

Saída de um chip de DNA de cDNA usado em testes.

Em genética, DNA complementar (cDNA) é o DNA sintetizado a partir de uma molécula de RNA mensageiro, cujos íntrons já foram removidos, ou seja, o mRNA já passou pelo processo de splicing, sendo uma reação catalisada pela enzima transcriptase reversa.

Após isolar um mRNA é inserido um primer para que a enzima transcriptase reversa se ligue e sintetize a fita única de DNA a partir do molde de RNA, gerando um hibrido complementar de DNA-mRNA e antiparalelo. O RNA é depois degradado pela RNase H, que degrada parcialmente a cadeia de RNA. A DNA polimerase I sintetiza novos fragmentos de DNA usando, como iniciadores, os fragmentos de RNA (deixados pela RNase) associados à cadeia simples de DNA. Por fim, a DNA ligase liga os fragmentos de DNA da nova cadeia, originado uma cadeia dupla de DNA complementar (cDNA).

O cDNA (DNA complementar) é utilizado para clonar genes de eucariontes em procariontes. Isto porque os procariontes não têm maturação do RNA, logo fariam a redução de todo o DNA. Por exemplo, para expressar uma determinada proteína numa célula onde geralmente não é expressa (expressão heteróloga), transfere-se cDNA que codifica a proteína para a célula alvo.

Síntese de DNA complementar (cDNA)

Diferenças estruturais de diferentes classificações do DNA.

A conversão enzimática de mRNA para cDNa foi descoberta na década de 1970 por Kacia, Ross, Verma e colaboradores (Sambrook, 2002). A síntese da primeira fita de cDNA é realizada por uma enzima transcriptase reversa dependente de RNA, geralmente isoladas de vírus, que usa amostras de RNA mensageiro (poli A) ou RNA total como molde

Para que esta conversão seja feita, são necessários (Aplicadas a produção animal):

É importante considerar que para que este procedimento tenha sucesso, o RNA das amostras deve ser intacto e sua quantificação, precisa, para evitar variações na utilização deste molde em técnicas futuras, como por exemplo, em arranjos de DNA ou PCR quantitativo.

Para compreender melhor o assunto, é necessário leitura complementar do que são: DNA-lixo, exons e introns.

Ver também

Bibliografia

Referências

  1. ↑ C Moreira (20 de março de 2019). «DNA complementar» (PDF). Revista de Ciência Elementar: scholar.archive.org. Consultado em 28 de junho de 2024
  2. ↑ «Síntese de DNA complementar» (PDF). AMG Ibelli. 19 de janeiro de 2007: ainfo.cnptia.embrapa.br. Consultado em 28 de junho de 2024

Ligações externas

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