
Dactilomancia, do grego para dedo, é um termo usado por proponentes para definir uma forma de adivinhação utilizando anéis.
Em algumas tradições da dactilomancia, um anel é suspenso como um pêndulo acima de uma superfície marcada com letras ou símbolos. A direção da oscilação indica quais símbolos devem ser consultados ou quais letras devem ser formadas numa mensagem, em resposta a uma pergunta específica. Outra tradição segue o mesmo padrão das mesas girantes das sessões espíritas. Nela, um anel é suspenso de um copo para que possa tocar as laterais se balançado e um código é combinado (por exemplo, 1 para sim, 2 para não). Uma pergunta é então feita e o número de vezes que o anel atinge a lateral do copo é interpretado como uma resposta.
Uma forma mais complexa de dactilomancia era praticada na Europa durante a Idade Média, na qual um anel era suspenso acima de uma mesa circular marcada com os símbolos do zodíaco. 78 discos de metal inscritos com uma letra do alfabeto (três discos por letra) eram então colocados sobre a mesa e o fio que segurava o anel era queimado. As letras pelas quais o anel rolavase aquela na qual ele parava eram então consultadas para formar a resposta à pergunta que estava sendo adivinhada. Nesta tradição, o metal do qual o anel era feito era determinado pelo dia da semana.
Segundo Diderot, a pessoa que segurava o anel normalmente estava vestida da cabeça aos pés apenas com um lençol de pano; sua cabeça era raspada de maneira circular e ele segurava verbena nas mãos.