| Rio Degebe | |
|---|---|
O número 5 sinaliza o rio Degebe, afluente do rio Guadiana. | |
| Comprimento | 75 km |
| Nascente | Monte das Fontaínhas (a Norte de Évora, Alentejo) |
| Altitude da nascente | 329 m |
| Foz | Rio Guadiana (a 10 Km de São Marcos do Campo, Reguengos de Monsaraz) |
| Área da bacia | 262 km² |
| País(es) | |
O Rio Degebe é um rio português afluente da margem direita do rio Guadiana, no Alentejo, que nasce a nordeste de Évora e cuja sub-bacia hidrográfica ocupa uma área de 262 Km2. Passa em várias freguesias dos concelhos de Arraiolos, Évora, Portel e de Reguengos de Monsaraz.
Tem como principais afluentes a ribeira do Freixo, a ribeira de Machede, a ribeira de Bencafete, a ribeira da Pardiela, a ribeira da Azambuja, a ribeira da Caridade e a ribeira do Cagavai da Amieira. O seu curso natural é interrompido pela Barragem de Monte Novo.
O topónimo Degebe apresenta uma etimologia parcialmente controversa. A forma atual resulta, segundo a tradição, da evolução de formas antigas como Odegebe e Odigebe, documentadas em fontes medievais. O elemento inicial ode-/odi- é geralmente relacionado com o árabe wādī (وادي), «rio» ou «vale», elemento que deu origem a diversos hidronimo do sul de Portugal. Já o segundo elemento, -gebe, permanece de origem incerta, tendo sido considerado um elemento local antigo, possivelmente de origem pré-romana. A perda da vogal inicial de Odegebe terá ocorrido por aférese, favorecida pela reinterpretação de o- como artigo definido português, dando origem à forma Degebe. Assim, embora seja tradicionalmente associado ao árabe Uad-el-Geb, interpretado como «água que nasce no monte», a análise etimológica disponível considera mais prudente reconhecer no nome um hidrónimo híbrido, constituído por um elemento de origem árabe (ode-/odi-, «rio») e por um segundo elemento de origem obscura, provavelmente anterior à arabização da região.