| Deltarune | |
|---|---|
| Desenvolvedora | Toby Fox |
| Publicadoras | Toby Fox 8-4 |
| Distribuidoras | Toby Fox 8-4 |
| Produtor | Robert Sephazon |
| Designer | Toby Fox |
| Escritor | Toby Fox |
| Artista | Temmie Chang |
| Compositor | Toby Fox |
| Motor | GameMaker Studio 2 |
| Plataformas | macOS Windows Nintendo Switch Nintendo Switch 2 PlayStation 4 PlayStation 5 |
| Lançamento | Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulos 3+4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
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| Gênero | RPG |
| Modos de jogo | Um jogador |
Deltarune é um jogo eletrônico de RPG de aventura desenvolvido e publicado por Toby Fox. É o título sucessor de Undertale (2015), do qual apresenta um universo paralelo. Foi lançado originalmente de forma episódica a partir de 31 de outubro de 2018 para Microsoft Windows e macOS, com ports lançados em 2019 para PlayStation 4 e Nintendo Switch e o primeiro lançamento comercial contendo os capítulos subsequentes ocorrendo em 2025 para as mesmas plataformas e estreando no Nintendo Switch 2. O jogo se passa na pequena cidade de Hometown e no universo místico do Mundo das Trevas, com a história seguindo Kris e Susie, que caem em um reino desconhecido e precisam se unir a um príncipe sombrio para cumprir uma profecia e evitar o cataclismo do universo.
O jogador controla Kris como protagonista e gerenciam um grupo de aliados fixos, podendo escolher comandos de ataque, uso de magias ou interações diplomáticas para progredir. O sistema de combate mistura mecânicas de JRPGs tradicionais com seções de desvio de projéteis no estilo bullet hell, onde o jogador manipula uma alma em formato de coração dentro de uma caixa. O modo de recrutamento permite que monstros poupados habitem o castelo central, abrindo diálogos e conteúdos extras.
O desenvolvimento do jogo começou conceitualmente em 2011 por causa de um sonho de Toby Fox na época da faculdade e foi compartilhado com uma equipe de desenvolvedores liderada pela artista Temmie Chang. A equipe se influenciou por designs de cartas de baralho e sistemas de batalha de franquias de JRPG como Final Fantasy, com o jogo tendo sido projetado ao redor de um grupo de múltiplos heróis a fim de expandir a jogabilidade solitária do título anterior. Boa parte dos trabalhos de desenvolvimento centraram-se na expansão de escopo e na criação de animações detalhadas, com o motor de jogo escolhido sendo o GameMaker Studio 2. A trilha sonora contém músicas inéditas compostas por Fox e colaboradores em uma estrutura que reaproveita motivos musicais anteriores de forma interconectada ao longo de vários anos.
Deltarune recebeu uma grande recepção por parte do público após seus lançamentos em formato de demonstração e episódios pagos. Tornou-se um dos títulos independentes mais comentados de sua janela de estreia, registrando picos massivos de jogadores simultâneos na Steam. Recebeu críticas positivas pela crítica, que elogiou o desenvolvimento maduro de personagens, a evolução das batalhas por turnos e a alta qualidade estética e musical. O quinto capítulo foi lançando dia 24 de junho de 2026.
Assim como em Undertale, a exploração do cenário em Deltarune acontece em uma perspectiva de cima para baixo. O jogador controla Kris, a parte humana do grupo de protagonistas, e precisa resolver quebra-cabeças e interagir com o cenário para avançar na história. O sistema de combate muda para uma perspectiva lateral inspirada em JRPGs clássicos. Outra mudança é que o jogador agora gerencia um grupo de personagens composto por Kris e aliados. Nas batalhas por turnos, o menu traz opções como Atacar, Agir (ACT), Magia, Item, Defender e Poupar (SPARE). Quando os inimigos atacam, o jogador controla um coração vermelho que representa a sua alma e precisa desviar de projéteis no estilo bullet hell. As magias e ações avançadas gastam Pontos de Tensão (TP). Essa barra de TP aumenta quando o jogador usa a defesa ou quando aproxima a alma dos projéteis inimigos sem ser atingido, uma mecânica chamada de Graze.
O jogo incentiva o pacifismo, mas apresenta obstáculos diferentes a cada capítulo. A partir do segundo capítulo surge um sistema de recrutamento, onde os monstros poupados vão morar na cidade do castelo e liberam novos diálogos. Os capítulos mais recentes também adicionaram ações de ACT combinadas, permitindo que vários personagens usem o mesmo turno para interagir com um inimigo. As escolhas do jogador também podem abrir rotas alternativas ocultas, como a rota Snowgrave introduzida no Capítulo 2. Ao forçar aliados a congelar os monstros com magia de gelo. Mesmo com essas mudanças mecânicas e narrativas ao longo dos cinco capítulos, o criador Toby Fox reforçou que a história terá apenas um final principal.

A narrativa de Deltarune se estende por vários capítulos, dos quais cinco já foram lançados. Embora apresente personagens e elementos de Undertale, o jogo se passa em um universo paralelo distinto da ambientação do jogo anterior.
Os capítulos do jogo são divididos por nomes separados. O Capítulo 1 se chama The Beginning. O Capítulo 2 é o A Cyber's World. Os Capítulos 3 e 4 levam os nomes de Late Night e Prophecy respectivamente. E o Capítulo 5 se chama Festival Day.[carece de fontes] Além deles, a rota alternativa do jogo é chamada nos arquivos de The Weird Route.
O jogo começa com uma voz que pede para o jogador criar um avatar, mas o corpo criado é descartado porque ninguém pode escolher quem é neste mundo. O jogador assume o controle de Kris, adolescente de aparência humana que chega na escola com atraso. A professora Alphys coloca Kris para fazer um trabalho em dupla com Susie, a criatura valentona da classe, e manda a dupla buscar giz no armário de suprimentos. A porta do armário se fecha sozinha e então caem em um reino estranho chamado Mundo das Trevas, onde encontram o príncipe sombrio Ralsei. O príncipe fala sobre uma profecia onde os três são heróis destinados a fechar as Fontes Sombrias que ameaçam o equilíbrio do mundo. Uma nova fonte surgiu ali perto e o local agora é governado pelo tirânico Rei. Susie não se importa com a profecia e se junta a Lancer, o filho do Rei, para lutar contra Kris e Ralsei, mas os dois acabam convencidos a mudar de lado.
Lancer não quer enfrentar o próprio pai e também não quer ver seus novos amigos machucados, por isso ele prende o grupo na masmorra do castelo. Susie consegue libertar Kris e Ralsei e enfrenta Lancer em uma luta, mas os dois fazem as pazes e ela promete não ferir o Rei. O trio confronta e derrota o Rei, que se recusa a pedir perdão por seus atos. Após fechar a Fonte Sombria, Kris e Susie acordam em uma sala de aula abandonada da escola. A sala está cheia de objetos normais que parecem versões reais dos personagens do Mundo das Trevas. Isso indica que os mundos sombrios são reflexos de salas comuns e seus habitantes são apenas objetos dessas salas. Naquela noite, após voltar para casa, Kris arranca a própria alma do corpo, prende ela em uma gaiola e puxa uma faca.
Na manhã seguinte, Toriel briga com Kris por ter comido a torta inteira; em seguida, manda Kris para a escola, que dorme durante todas as aulas e depois vai com Susie até o armário para visitar Ralsei. O príncipe pede para a dupla trazer os objetos da sala de aula abandonada para o armário, o que faz os habitantes daquele mundo voltarem à vida.Ralsei diz para a dupla focar no projeto da escola com os colegas Noelle e Berdly. Ao entrarem na sala de informática da biblioteca, descobrem um novo Mundo das Trevas governado por um computador chamado Queen. Ela recruta Berdly para o seu lado e tenta capturar Noelle. O grupo encontra Ralsei, mas logo se separa no cenário. Kris se junta a Noelle e ajuda a garota a fugir das garras de Queen.
Queen captura todos, mas Kris e Susie escapam e convencem Berdly a mudar de lado antes de reencontrarem Ralsei. Queen revela que a Fonte Sombria foi criada por um ser chamado Cavaleiro do Rugido. Ela planeja forçar Noelle a abrir uma nova fonte, algo que qualquer habitante do mundo da luz pode fazer. Queen ameaça o grupo com um robô gigante, mas eles conseguem fazer a vilã perceber que seus planos estão errados. Berdly tenta criar uma fonte sozinho, mas Ralsei avisa que abrir fontes demais vai causar o Rugido, que é o fim do mundo. Kris fecha a fonte local e os quatro acordam na sala de informática, onde Noelle e Berdly acham que tudo foi apenas um sonho. Kris vai para casa e Toriel convida Susie para passar a noite lá. Enquanto as duas estão ocupadas, Kris arranca a alma novamente, tranca ela no banheiro e sai de casa escondendo-se por um momento. Toriel descobre que os pneus do seu carro foram furados e chama a polícia. Depois que todos dormem, Kris arranca a alma mais uma vez e abre uma Fonte Sombria bem no meio da sala de estar usando a faca.
Kris e Susie acordam no Mundo das Trevas criado na sala de estar. A dupla se reencontra com Ralsei e conhecem Tenna, um habitante sombrio feito a partir da televisão de Toriel. Tenna convence o trio a participar de vários quadros de um programa de auditório. Ao fugirem de Tenna, o grupo descobre que Toriel foi capturada e está presa dentro de uma cápsula de brinquedo gigante. O grupo exige que Tenna pare com os jogos para que eles possam fechar a fonte e voltar para casa com Toriel, mas o vilão recusa. Ele se sente abandonado pelo avanço da tecnologia e explica que o Cavaleiro do Rugido prometeu devolver sua importância se ele mantivesse a fonte aberta. O grupo derrota Tenna e Susie conforta o vilão, dizendo que ele passou anos trazendo alegria e ainda pode encontrar carinho em outra casa.
De repente, o Cavaleiro do Rugido aparece e ataca Tenna, além de tentar capturar Toriel. O grupo luta contra o Cavaleiro até a chegada da policial Undyne. O Cavaleiro sequestra Undyne e foge do local. Kris e Susie perseguem o vilão pelo mundo da luz até chegarem a um abrigo trancado que parece ter uma fonte sombria em seu interior. A porta se fecha antes que a dupla consiga entrar e então descobrem uma tranca que precisa de três códigos numéricos. Susie corre de volta para a casa de Kris para ajudar Toriel. O capítulo termina com a porta do abrigo se abrindo sozinha na frente de Kris.
Após fecharem a fonte da sala de estar, Toriel acorda Kris e todos vão para a igreja da cidade. Kris e Susie conversam com os moradores sobre o abrigo e descobrem que a Prefeita Carol Holiday, que é a mãe de Noelle, pode ter as respostas sobre os códigos. A dupla visita a casa da família Holiday e Susie distrai Noelle enquanto Kris procura pistas. Kris encontra um código escondido em uma guitarra no quarto de December, a irmã desaparecida de Noelle. Antes de conseguir ler o código inteiro, Kris arranca a própria alma. A alma controlada pelo jogador entra pela ventilação da casa e ouve Kris no telefone com uma pessoa desconhecida. Essa pessoa fala sobre as ações do Cavaleiro e manda Kris impedir Susie de pegar a guitarra. Kris não consegue impedir Susie de achar o instrumento e recoloca a alma no corpo. Carol chega em casa e expulsa Susie dali antes que ela consiga decorar o código.
Ao voltarem para a igreja, Kris e Susie descobrem que o local virou um Mundo das Trevas com imagens sobre a profecia. A dupla se reúne com Ralsei e encontram o fantasma de Gerson Boom, um antigo morador do mundo da luz. Ralsei confessa que estava escondendo partes da profecia porque achava que a verdade seria dolorosa demais para os heróis. O grupo viaja por três mundos sombrios diferentes e encontra o Cavaleiro, que abre uma fonte ali dentro e cria um Titã para iniciar o fim do mundo. O grupo derrota o Titã com a ajuda de Gerson. Susie ignora os avisos de Ralsei, corre na frente e descobre o final da profecia. Ela quebra a imagem antes que o jogador consiga ver e diz que o grupo nunca deixará aquilo acontecer. Eles fecham a fonte e voltam para o mundo real, onde encontram Toriel conversando com Sans. Susie vai embora e Kris recebe um telefonema misterioso no quarto que menciona um pacto secreto feito entre Kris e o interlocutor sem o conhecimento do jogador.
Kris volta para casa ao amanhecer, no momento em que o festival começa. Indo para a escola, Kris vai até o armário e busca Susie para o Festival, um evento anual que conta com a participação de toda a cidade. Susie e Noelle compartilham um momento de afeto na praia, mas Noelle recebe uma ligação informando que seu pai, Rudy, "caiu" enquanto trabalhava na iluminação. Pelas costas de Susie, Kris abre uma fonte sombria na Flower King, a loja de seu pai isolado e desacreditado, Asgore, e ambos entram no Mundo Sombrio criado. Asgore conhece e torna-se amigo de Flowery, uma flor dourada de aparência humana. O grupo se aventura pelo Mundo Sombrio e encontra seis seres modelados a partir de flores coloridas que Asgore mantinha guardadas no sótão. Na verdade, elas faziam parte de um buquê de flores que Asgore deu a Toriel em um festival passado, destinado a morrer após aquele dia, mas que ele vinha cuidando desde então. Antes que a Fonte Sombria seja selada, os seres florais alertam o grupo sobre uma escuridão que cresce nas raízes da cidade.
No Castelo de Flores, Asgore revela que se culpa pelo desaparecimento de Dess, e que sua obsessão em provar o contrário por meio da revelação da existência dos Mundos Sombrios acabou afastando o resto de sua família. Kris sela a Fonte Sombria, mas é revelado que uma segunda Fonte Sombria havia sido aberta previamente, permitindo que O Cavaleiro ferisse Flowery e sequestrasse Asgore. Quando a segunda fonte é selada, Susie descobre um dos códigos do bunker antes que Kris possa destruí-lo. Kris e Susie caminham até a escola, onde ela insiste para que Kris traga Noelle para o grupo no futuro. Susie tranca-se no armário, o qual chama de lar, e trabalha com os Darkners em seu interior para se preparar para a chegada de Noelle no dia seguinte.
Durante o Capítulo 2, o jogador pode iniciar uma rota alternativa, ao retroceder no cenário e forçar Noelle a congelar todos os inimigos encontrados. Spamton, um spambot normalmente enfrentado em uma missão secundária opcional que leva à sua batalha de chefe secreto, vende o poderoso Thorn Ring para Noelle, que ela pode equipar. Subsequentemente, durante a batalha contra Berdly, o jogador ordena que Noelle use seu novo feitiço, Snowgrave. Após resistir inicialmente, ela congela Berdly por inteiro, ficando abalada por suas próprias ações e exausta demais para participar dos planos de Queen. Ralsei informa Queen sobre o Rugido antecipadamente, o que evita a batalha contra ela. Com a ausência dos Darkners, Spamton consegue assumir o controle da mansão de Queen e tenta impedir Kris antes de ser congelado por Noelle enquanto selam a Fonte. No Mundo da Luz, Berdly é encontrado em coma, levando Noelle a questionar se os eventos no Mundo Sombrio foram realmente um sonho. O Capítulo 2 termina de forma idêntica à rota normal, com Kris abrindo uma Fonte Sombria.
O Capítulo 3 prossegue normalmente, mas no Capítulo 4, Noelle pede para conversar com Kris em particular depois que Kris remove a alma. Ao entrar no sistema de ventilação, a alma ouve uma conversa entre Kris e Noelle, onde é revelado que Kris levou Berdly ao hospital na noite anterior antes de visitar Noelle. Durante a visita, Kris afirmou que o Mundo Sombrio era apenas um sonho e removeu um espinho — a forma do Thorn Ring no Mundo da Luz — da mão dela. A alma então entra na sala, assume o controle de Kris e comunica-se diretamente com Noelle, revelando que pode ler seus pensamentos e que os eventos anteriores realmente aconteceram, antes de forçar o espinho de volta nela. Depois disso, Kris joga a alma furiosamente em uma lata de lixo e a espanca antes que Carol ordene que todos saiam da casa. O capítulo continua sem grandes alterações até o fim, quando Carol deixa uma mensagem telefônica para Kris, dizendo que Noelle está ansiosa para o festival do dia seguinte. No Capítulo 5, Kris visita Noelle a sós na praia, onde ela percebe que Kris deixou de ser quem era antes, sem a cidade notar, e, desejando libertar-se de sua vida mundana, implora para que Kris tome o controle dela. A alma então pode enviar Kris e Noelle para se afogarem no lago, com o jogo instruindo a "inserir o Capítulo 7 Lado B" antes de retornar à tela de Seleção de Capítulos. Se a rota for abortada aqui, a cena dela com Susie acontece em seguida, mas Noelle se pune por não ter sido capaz de quebrar a sua personagem.
A ideia para Deltarune surgiu para Toby Fox em 2011 por causa de um sonho que ele teve na época da faculdade, no qual viu o final de um jogo e colocou na cabeça que iria criá-lo. Outra inspiração veio de designs de cartas de baralho que a artista Kanotynes tinha postado no Tumblr. O desenvolvimento começou de fato em 2012, mas Fox abandonou o projeto antes de terminar a primeira sala, aproveitando algumas músicas daquela época em Undertale, como o tema de batalha que virou "Bonetrousle" e a faixa "Joker Battle" que virou "Heartache". Durante a campanha de financiamento coletivo de Undertale no Kickstarter, em 2013, Fox decidiu que voltaria ao projeto caso conseguisse terminar seu jogo atual, misturando os dois conceitos. O processo acabou sendo bem mais complicado por causa dos novos gráficos, do sistema de luta reformulado e do próprio estado mental do desenvolvedor. Depois de lançar o Capítulo 4, ele comentou que o tamanho de cada capítulo parecia o de um jogo inteiro, dizendo que os quatro primeiros capítulos equivaliam a quase três vezes o tamanho de Undertale. Para explicar a história para o restante da equipe, Fox costumava criar uma espécie de peça de rádio ao vivo sozinho, fazendo com que os funcionários assistissem e fizessem escolhas na hora.
O motor de jogo escolhido foi o GameMaker Studio 2 e o projeto traz um sistema de luta influenciado pela franquia Final Fantasy, mudando o estilo em relação ao jogo original, que era mais focado nas mecânicas das séries EarthBound e Touhou Project. Na parte sonora, algumas faixas remixam a trilha de Undertale, mas a maioria das composições são inéditas, usando sons sampleados de EarthBound, música de batalha semelhante à de Breath of Fire III e o tema de Lancer parecido com a abertura de J.A.K.Q. Dengekitai. Como o projeto tomou proporções muito grandes, Fox precisou montar uma equipe dedicada para dar conta do trabalho, já que a ideia é vender o jogo completo no final e com apenas um encerramento possível. Essa ligação entre os jogos também aparece no próprio nome Deltarune, que é um anagrama de Undertale, assim como nos personagens Ralsei é um anagrama de Asriel, enquanto Kris é quase um anagrama de Frisk. Temmie Chang, que já havia trabalhado com Fox na arte de Undertale, continuou como a artista principal do jogo, sendo responsável pelos designs, sprites e animações.
No desenvolvimento dos personagens, Fox se baseou em Maya Fey de Phoenix Wright: Ace Attorney para criar Susie, pensando originalmente em fazer uma garota fofa e meiga, mas ela mudou durante a escrita e virou uma figura mais briguenta e intimidadora. A inspiração para o nome de Ralsei veio de um projeto inacabado que o irmão de Fox criou no RPG Maker durante a infância. Para os inimigos do Capítulo 2, o artista Nelnal enviou três opções de chefes musicais e Fox decidiu colocar os três juntos na mesma luta, criando o grupo Sweet Cap'n Cakes. Fox achou que ninguém gostaria de Spamton porque os testadores achavam o boneco feio e assustador, mas ele virou um sucesso absoluto e os produtos oficiais esgotaram quase instantaneamente. O personagem Tenna também deu bastante trabalho; em 2016, Fox comprou um Xbox Kinect para tentar animá-lo em 3D usando movimentos baseados no programa MikuMikuDance para criar um visual sem linhas parecido com o do jogo Ghost Trick, mas o criador achou o resultado horrível e desistiu da ideia. O modelo definitivo foi refeito pela artista Chelsea Saunders junto com a equipe do estúdio SmallBü e outros parceiros. Fox admitiu que sentia medo de que o público rejeitasse Tenna ou o achasse uma cópia barata de Spamton, mas ficou aliviado ao ver que a comunidade aceitou muito bem o novo vilão.
A trilha sonora do jogo foi composta principalmente por Toby Fox, que atuou como o principal compositor das músicas. Além de trazer novos leitmotiv criados especificamente para Deltarune, a música também incorpora temas e elementos da trilha sonora de Undertale. A trilha é dividida em vários álbuns lançados junto com seus respectivos capítulos, contando com a participação especial de artistas como Laura Shigihara, Lena Raine, Marcy Nabors e Itoki Hana, com todos os álbuns publicados pela gravadora Materia Collective.
No dia 31 de outubro de 2018, um dia após indicar novidades sobre Undertale nas redes sociais, Toby Fox lançou gratuitamente o primeiro capítulo de Deltarune para Windows e macOS. Inicialmente disfarçado como um misterioso "programa de pesquisa", o projeto foi descrito pelo criador como um jogo voltado especificamente para quem já havia terminado o título anterior. Fox explicou que a jornada seria muito maior do que seu trabalho de estreia e que planejava disponibilizar os capítulos seguintes juntos em um único pacote pago, sendo impossível finalizar tudo sozinho apenas com a ajuda de Temmie Chang. O primeiro capítulo acabou recebendo versões para Nintendo Switch e PlayStation 4 em 28 de fevereiro de 2019, adaptadas e publicadas pelo estúdio 8-4 após um anúncio prévio na transmissão Nintendo Direct.
O desenvolvimento do segundo capítulo começou de fato em maio de 2020. Fox chegou a testar outros motores gráficos, mas concluiu que o GameMaker Studio 2 continuava sendo a melhor escolha para o projeto, expandindo sua equipe logo em seguida. O criador apontou que este seria o maior trecho do jogo por conta da quantidade massiva de personagens e cenas de corte. Durante uma transmissão de aniversário de Undertale em setembro de 2021, foi anunciado que o Capítulo 2 seria lançado gratuitamente para PC e Mac no dia 17 daquele mês; Fox tomou essa decisão pois sentia que o mundo passava por um momento muito difícil devido à pandemia de COVID-19. Os consoles receberam o conteúdo poucos dias depois, em 23 de setembro. Embora o menu do jogo mostrasse um total de sete capítulos que seriam desenvolvidos em paralelo, a estratégia de distribuição mudou no final de 2023. Para acelerar o acesso do público, o plano de lançar os capítulos 3, 4 e 5 juntos foi alterado, focando o primeiro lançamento comercial apenas na conclusão dos capítulos 3 e 4.
Para ajudar a organizar os prazos internos, o produtor Robert Sephazon entrou para a equipe no início de 2024. Nessa época, devido a problemas crônicos em seus pulsos, Fox passou a depender de softwares de voz para ditar os textos, deixando a programação nas mãos de seus funcionários. Após os ajustes finais de ritmo que cortaram partes do jogo (como uma rodada do programa de TV de Tenna), o lançamento pago de Deltarune contendo os quatro primeiros capítulos ocorreu globalmente entre 4 e 5 de junho de 2025, servindo inclusive como um dos títulos de estreia do console Nintendo Switch 2, com a promessa de que os capítulos futuros seriam adicionados via atualizações gratuitas. Os créditos do quarto capítulo confirmaram que o Capítulo 5 chegaria em 2026, com o desenvolvimento do sexto capítulo já tendo iniciado em paralelo com novos padrões de batalha de inimigos e processos de localização. Por fim, durante a transmissão do Nintendo Direct de junho de 2026, confirmou-se oficialmente o lançamento do quinto capítulo para o dia 24 do mesmo mês.
| Deltarune | |
|---|---|
| Resenha crítica | |
| Publicação | Nota |
| Nintendo Life | 8/10 |
| Metro GameCentral | 8/10 |
| TechRadar Gaming | 4.5/5 |
| Vandal | 8.7/10 |
| The New York Times | 9/10 |
| Pontuação global | |
| Agregador | Nota média |
| Metacritic | 86/100 |
Deltarune recebeu “críticas geralmente favoráveis” em sua versão para o Nintendo Switch 2, segundo o agregador de análises Metacritic. Harold Goldberg, da The New York Times e a Metro GameCentral destacaram o equilíbrio entre humor, emoção e experimentação mecânica, definindo o jogo como uma experiência distinta de Undertale. A originalidade do projeto foi enfatizada por Alana Hagues da Nintendo Life, enquanto Vic Hood, do portal TechRadar Gaming rotulou o título como indispensável e “estranhamente brilhante”.
A recepção dos Capítulos 1 e 2 foi amplamente positiva, registrando no agregador OpenCritic uma média de 86 de 100 com 83% de recomendação dos críticos. Ana Diaz, escrevendo para a Polygon, destacou em sua análise a atmosfera acolhedora e íntima da história. Scott Baird, do Screen Rant, avaliou a experiência com uma nota de 4,5 de 5 estrelas, apontando que o jogo apresenta um refinamento técnico contínuo e maior confiança criativa em sua direção. Aleks Franiczek, do RPGFan, comenta que o lançamento desses dois capítulos iniciais representa o começo de algo incrível para a série.
Os Capítulos 3 e 4 mantiveram o alto desempenho crítico da série, atingindo no agregador OpenCritic uma média de 89 de 100 com 100% de recomendação por parte dos veículos especializados. Brendan Graeber, em sua análise para a IGN, atribuiu uma nota 9 de 10 ao conjunto, destacando que, mesmo com a jornada na metade, a narrativa transborda um charme hilário, personagens inesquecíveis e uma trilha sonora icônica. Alan Wen, escrevendo para a GamesRadar+, elogiou a evolução das mecânicas de jogo, detalhando o funcionamento do sistema de recrutamento de inimigos poupados em combate. Alessandro Alosi, do portal The Games Machine, conferiu nota 9 de 10 e definiu o lançamento como a explicação tangível do porquê o cenário independente é belo, exaltando a capacidade de Toby Fox em reinventar o RPG bidimensional com inteligência e ironia. Pelo veículo Checkpoint Gaming, Erielle Sudario observou que o tom humorístico e o coração da obra permanecem intactos, com destaque para a vulnerabilidade dramática no arco de Susie e o aprofundamento nos mistérios de Kris. Allisandra Reyes, da Game8, atribuiu uma nota 86 de 100 e apontou que os novos capítulos levam o título a um território ousado de narrativa rica, embora tenha considerado o ritmo do Capítulo 3 ligeiramente divisivo para o público.
Rebekah Valentine, da Kotaku, destacou o foco íntimo de Deltarune capítulo 5 em luto e solidão, elogiando a escrita, a trilha sonora e a relação entre o jogador e Kris, apesar de criticar trechos da jogabilidade como as mecânicas de escalada.
Os personagens foram elogiados, tanto pela profundidade dramática do trio principal quanto na habilidade de Toby Fox em criar dinâmicas cativantes. Kris teve uma recepção positiva. Checkpoint descreve a figura protagonista como intrigante, enquanto Nintendo Life comenta "adolescente de comportamento reservado que tenta se controlar diante do jogador". Susie recebeu forte aclamação por sua evolução ao longo da história. A GamesRadar+ elogia sua transição de uma “valentona agressiva” para uma heroína cativante. O The New York Times destaca a dualidade da personagem, descrita como uma figura “punk que ameaça morder rostos”, mas que também demonstra maturidade ao abrir seu coração. A IGN afirma que “ela é tanto a protagonista principal desta história quanto Kris é [...] às vezes talvez até mais”. Ralsei foi apontado pelo Screen Rant e pela The Games Machine como o pilar emocional e mediador essencial do grupo, ganhando confiança progressivamente ao longo da narrativa.
A trilha sonora do jogo recebeu uma indicação ao prêmio People's Choice Award da Game Audio Network Guild / MAGFest durante o G.A.N.G. Awards de 2019. Em 2022, Deltarune venceu o Ursa Major Awards na categoria de "Melhor Jogo". Já no Golden Joystick Awards de 2025, o título foi indicado nas categorias de Melhor Jogo Indie de Auto-Publicação e Melhor Trilha Sonora. No mesmo ano, Deltarune também foi consagrado com o prêmio de "Melhor Jogo" no GameMaker Awards. Em 2026, o jogo recebeu uma indicação ao prêmio anual da NAVGTR na categoria de "Melhor Jogo de RPG Original". O jogo foi finalista nos Prémios Steam de 2025, concorrendo na categoria de "Melhor Banda Sonora". Após o anúncio dos indicados ao The Game Awards 2025, o portal The Escapist apontou a ausência de Deltarune como um dos principais desfalques da edição, comentando que "assim que estiver completo, deverá ser elegível para uma futura premiação do The Game Awards". GameSpot incluiu o título em sua lista de jogos negligenciados, defendendo que a produção merecia uma indicação na categoria de "Melhor Trilha Sonora" devido ao trabalho nostálgico e inventivo de Toby Fox com a música.
Em termos de engajamento do público, o lançamento da versão de demonstração contendo os Capítulos 1 e 2 atraiu cerca de 100.000 jogadores simultâneos na Steam, superando de longe o recorde histórico alcançado por Undertale. Após a chegada comercial dos Capítulos 3 e 4, o jogo figurou entre os títulos de maior receita na plataforma da Valve durante sua semana de estreia. Nos consoles, o desempenho seguiu forte, tornando-se o jogo digital mais vendido no lançamento do Nintendo Switch 2 e superando títulos como Nintendo Switch 2 Welcome Tour e Mario Kart World. Após o lançamento do Capítulo 5, Deltarune atingiu um novo recorde de jogadores simultâneos na plataforma Steam, ultrapassando 290.000 usuários conectados e superando os capítulos 3 e 4.
But Fox says that they used Game Maker Studio 2's default uninstaller so the problem could lie somewhere else.