Arapaçu deriva do tupiguirá, "ave", -pa-, "bater", e -açu, "grande". O nome genérico vem do grego antigodendrokolaptēs, que significa "pica-pau". O epíteto específicocerthia vem do grego antigo kerthios, uma palavra usada por Aristóteles para um pequeno pássaro insetívoro não identificado.
O arapaçu-barrado da Amazônia foi descrito oficialmente pelo polímata francês Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon em 1780 em sua Histoire Naturelle des Oiseaux a partir de dois espécimes coletados em Caiena, Guiana Francesa. A ave também foi ilustrada numa placa colorida à mão gravada por François-Nicolas Martinet nas Planches Enluminées D'Histoire Naturelle, produzidas sob a supervisão de Edme-Louis Daubenton para acompanhar o texto de Buffon. Nem a legenda da placa nem a descrição de Buffon incluíam um nome científico, mas em 1783 o naturalista holandês Pieter Boddaert cunhou o nome binomialPicus certhia em seu catálogo de Planches Enluminées. O arapaçu-barrado é agora um dos cinco arapaçus colocados no gêneroDendrocolaptes que foi introduzido pelo naturalista francês Johann Hermann em 1804.
D. c. retentus Batista et al., 2013 – centro-norte do Brasil no interflúvio Xingu -Tocantins
D. c. ridgwayiHellmayr, 1905 – centro-norte do Brasil no interflúvio Tapajós-Xingu
Conservação
Em 2018, a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN / IUCN) classificou o arapaçu-barrado como pouco preocupante em sua Lista Vermelha, considerando sua ampla distribuição. O tamanho da população não foi quantificado, mas acredita-se que não se aproxime dos limites para vulnerável sob o critério de tamanho da população. Apesar do fato de que a tendência populacional parece estar diminuindo, acredita-se que o declínio não seja suficientemente rápido para se aproximar dos limiares para vulnerável sob o critério de tendência populacional (>30% de declínio ao longo de dez anos ou três gerações). Em 2007, a subespécie D. c. medius foi classificada como em perigo na Lista de espécies de flora e fauna ameaçadas de extinção do Estado do Pará; vulnerável na Portaria MMA N.º 444 de 17 de dezembro de 2014; em 2018, a espécie foi classificada como pouco preocupante na Lista Vermelha do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), mas vulnerável com relação à subespécie (tratada na lista como espécie) Dendrocolaptes medius; e em 2022, a subespécie D. c. medius (tratada como espécie) como vulnerável no anexo dois (aves) da Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção da Portaria MMA N.º 148, de 7 de junho de 2022.
↑Garcia, R. (1913). Nomes das aves em lingua tupi: (contribuição para a lexicographia portuguêsa). Rio de Janeiro: Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, Tipografia Anexa à Diretoria do Serviço de Estatística
↑Buffon, Georges-Louis Leclerc de (1780). «Le pic-grimpereaux». Histoire Naturelle des Oiseaux (em francês). 13. Paris: De L'Imprimerie Royale. pp.122–124