Os termos design computacional e outros termos correlatos, como design e computação e computação em design, referem-se ao estudo e à prática de atividades de design por meio da aplicação e do desenvolvimento de novas ideias e técnicas em computação. Um dos primeiros grupos a cunhar essa terminologia foi o Key Centre of Design Computing and Cognition, da Universidade de Sydney, na Austrália, que por mais de cinquenta anos — desde o final da década de 1960 — foi pioneiro na pesquisa, no ensino e na consultoria em design e tecnologias computacionais. Esse grupo organizou a série de conferências acadêmicas Artificial Intelligence in Design (AID), publicada pela Springer. A AID foi posteriormente renomeada Design Computing and Cognition (DCC) e é atualmente uma das principais conferências bienais da área. Outros grupos de destaque são o grupo Design and Computation da Escola de Arquitetura e Planejamento do [[Instituto de Tecnologia de Massachusetts]] (MIT) e o grupo Computational Design do Instituto de Tecnologia da Geórgia (Georgia Tech).
Embora esses termos compartilhem, em geral, o interesse em tecnologias computacionais e na atividade projetual, existem diferenças importantes nas abordagens, teorias e aplicações. Enquanto em alguns contextos "design computacional" se refere à criação de novas ferramentas e métodos no âmbito do pensamento computacional, o design computing se ocupa da articulação entre esses dois campos com o objetivo de ampliar a compreensão do processo de design.
O Bacharelado em Design Computacional (Bachelor of Design Computing — BDesComp) foi criado em 2003 na Universidade de Sydney e permanece um curso de referência em design de interação e tecnologias criativas, atualmente sediado no Design Lab. Nesse contexto, o design computing é definido como o uso e o desenvolvimento de modelos computacionais de processos de design e de mídia digital para apoiar e/ou automatizar diferentes aspectos do processo projetual, com o objetivo de produzir formas de design de maior qualidade e caráter inovador.
Nos últimos anos, diversas áreas de pesquisa e ensino passaram a ser agrupadas sob o termo "design computacional". Entre elas estão a inteligência artificial em design, os sistemas especialistas e sistemas baseados em conhecimento, a criatividade computacional, o projeto assistido por computador, a arquitetura digital, a morfogênese digital, a modelagem visual e espacial, a analogia computacional, os sistemas automatizados de design, os sistemas de apoio ao design, o trabalho cooperativo apoiado por computador (CSCW), a modelagem da informação da construção (BIM), a realidade estendida (XR) e a computação espacial, bem como a criação digital de lugar (digital place-making).
Os principais grupos de pesquisa atuantes na área distribuem-se por faculdades de Arquitetura, Engenharia e Ciência da Computação. A Austrália tem sido pioneira nesse campo: por mais de cinco décadas, o Key Centre of Design Computing and Cognition (KCDC), hoje conhecido como Design Lab, da Universidade de Sydney, contribuiu para consolidar a área de pesquisa e ensino. A Universidade de Sydney oferece o Bacharelado em Design Computacional, e a Universidade de New South Wales, também em Sydney, o Bachelor of Computational Design. Nos Estados Unidos, a área é também conhecida como "Design and Computation", especialmente no MIT e no Georgia Tech.
No Brasil, a área tem experimentado crescimento institucional significativo. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a professora Gabriela Celani — doutora pelo MIT — fundou o Laboratório de Automação e Prototipagem para Arquitetura e Construção (LAPAC) e o grupo de pesquisa "Teorias e Tecnologias Contemporâneas Aplicadas ao Design", sendo uma das pesquisadoras mais citadas do país na área. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pesquisadores do Laboratório de Experimentação Digital (LED) publicaram estudos mapeando o design computacional como área em formação no campo do design brasileiro, identificando como subáreas centrais o design paramétrico e generativo, a fabricação digital, os artefatos computacionais e as tecnologias de realidade virtual, aumentada e mista. Outras instituições brasileiras com grupos ativos na área incluem a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
Entre os demais grupos relevantes no mundo encontram-se instituições como a Universidade Carnegie Mellon, o University College London, a Universidade Técnica de Delft, o Instituto de Design Computacional da Universidade de Stuttgart e o Centro de IT e Arquitetura (CITA) da Real Academia Dinamarquesa de Belas Artes, em Copenhague.
A Conferência Internacional de Design Computing e Cognição (DCC), de periodicidade bienal, reúne pesquisas de alta qualidade na área, assim como as conferências anuais da Association for Computer Aided Design In Architecture (ACADIA) e outros eventos acadêmicos da especialidade.
No âmbito ibero-americano, destaca-se a Sociedade Ibero-Americana de Gráfica Digital (SIGraDi), fundada em 1997, que realiza um congresso anual em diferentes países da América Latina e da Península Ibérica, promovendo o intercâmbio de pesquisas em computação gráfica e tecnologias digitais aplicadas à arquitetura, ao design e à arte. A SIGraDi mantém colaboração com sociedades congêneres na Europa (eCAADe), América do Norte (ACADIA), Ásia e Oceania (CAADRIA) e Oriente Médio e Norte da África (ASCAAD). O Brasil já sediou edições do congresso em São Carlos (2018, pela USP) e em Florianópolis (2015, pela UFSC), entre outras.