| Dicyphus escalerae | |
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| Espécies: | D. escalerae |
| Nome binomial | |
| Dicyphus escalerae Lindberg, 1934 | |
Dicyphus escalerae é uma espécie de heteróptero da família Miridae. Foi descrita por Håkan Lindberg em 1934 a partir de exemplares recolhidos na Serra Nevada, em Espanha.
Dicyphus escalerae é uma espécie de tamanho moderado, na qual tanto os machos como as fêmeas podem apresentar asas completamente desenvolvidas (macrópteros) ou reduzidas (braquípteros). Os machos macrópteros medem entre 3,48 e 4,05 mm e as fêmeas entre 3,79 e 4,31 mm; os indivíduos braquípteros são menores, medindo cerca de 2,5 mm nos machos e entre 2,79 e 3,33 mm nas fêmeas.
O corpo é predominantemente claro, com numerosas marcas castanho-escuras, por vezes com tonalidades avermelhadas ou alaranjadas. A cabeça apresenta uma característica marca escura em forma de X. As antenas são maioritariamente castanho-escuras, apresentando o segundo segmento um largo anel mais claro. O escutelo possui os cantos esbranquiçados e uma larga faixa castanho-escura ao centro. Os hemiélitros são translúcidos e de cor castanho-clara, com manchas mais escuras.
Os fémures apresentam grandes manchas castanhas que frequentemente se fundem entre si. Esta característica ajuda a distinguir a espécie de Dicyphus alkannae e Dicyphus poneli, nas quais as manchas são menores e permanecem separadas. A forma e a denticulação do parâmero esquerdo constituem também características importantes para a identificação de D. escalerae.
Os indivíduos braquípteros de Dicyphus escalerae apresentam semelhanças morfológicas com Dicyphus alkannae, espécie da Turquia, e Dicyphus poneli, da Madeira. D. escalerae distingue-se de ambas pelas grandes manchas castanhas dos fémures, que se podem fundir entre si; nas outras duas espécies, estas manchas são menores e permanecem separadas.
Distingue-se ainda de D. alkannae pela coloração castanho-escura do primeiro segmento das antenas, que nesta última espécie é predominantemente clara na região mediana, e pela coloração do segundo segmento antenal. A forma e a denticulação do parâmero esquerdo permitem também distinguir prontamente D. escalerae de D. poneli e das restantes espécies do género.
A espécie ocorre na Europa, estando documentada, entre outros países, em Espanha, Portugal, França, Itália, Alemanha, Suíça e Chéquia.
Encontra-se associada a plantas do género Antirrhinum, tendo sido registada, entre outras, em Antirrhinum majus, Antirrhinum hispanicum e Antirrhinum graniticum.
Em Portugal, foram examinados exemplares recolhidos em Portalegre, em junho de 2006, em plantas do género Antirrhinum.
A espécie foi descrita em 1934 pelo entomólogo finlandês Håkan Lindberg, com base em exemplares provenientes da Serra Nevada, em Espanha. O epíteto específico escalerae foi atribuído em homenagem ao entomólogo espanhol Manuel Martínez de la Escalera.
Em 1951, Eduard Wagner examinou parte da série-tipo e publicou a primeira descrição da genitália masculina da espécie.