Diocese de Ceuta Diœcesis Septensis | |
|---|---|
| Localização | |
| País | Espanha |
| Local | Ceuta |
| Arquidiocese metropolitana | Arquidiocese de Sevilha |
| Informação | |
| Rito | Romano |
| Criação | 4 de abril de 1417 |
| Supressão | 07 de setembro de 1851 |
| Situação atual | Unida æque principaliter com Cádis |
| Governo da diocese | |
| Jurisdição | Diocese |
| dados em catholic-hierarchy.org Sés titulares da Igreja Católica | |
A Diocese de Ceuta foi uma diocese da Igreja Católica Romana, instituída em 1417 por bula do Papa Martinho V, após a tomada da cidade de Ceuta em 1415 pelos portugueses. A diocese esteve sob a jurisdição da Igreja Católica de Espanha, sendo unida à Diocese de Cádiz.
Após a conquista da cidade de Ceuta, querendo D. João I sublima-la com Sé Catedral, comunicou el-rei a sua intenção ao Papa Martinho V, que por suas bulas deu faculdade aos Arcebispos D. Fernando, de Braga, e D. Pedro, de Lisboa, para a intitularem cidade e lhe designarem diocese própria. Sagrou-se assim em 1421 a mesquita da cidade em Catedral, sendo seu primeiro bispo D. Frei Aymaro, frade menor de nacionalidade inglesa, e confessor da Rainha D. Filipa, que então era titular de Marrocos. Recebeu a nova diocese em território todo o Reino de Fez, e lugares mais propínquos além do Estreito de Gibraltar.
Em 1444 o Papa Eugénio IV a fez Primaz de África, assignando-lhe mais para sustento de seus prelados as administrações de Valença do Minho, que pertencia a Tui, e de Olivença, que estava com Badajoz, ficando imediata à Sé Apostólica. Passados alguns anos, em 1474, o Papa Sisto IV a fez sufragânea a Braga, e por vários casos veio a ficar, já no século XVII, na de Lisboa.
A partir de 1645 a cidade de Ceuta deixa de pertencer a Portugal, passa a ser possessão espanhola, e a sua diocese acompanha-a. Em 1851, a diocese de Ceuta foi dissolvida e incorporada na diocese de Cádis e passa a Diocese de Cádis e Ceuta.