Displasia

Células imaturas fazendo mitose

Displasia é qualquer anomalia relacionada ao desenvolvimento de uma célula (escala microscópica) ou um órgão (escala macroscópica), intimamente relacionadas alterações genéticas e agressão continuada. É um tipo de lesão que pode evoluir rapidamente para se tornar um tumor maligno. Muitas vezes é precedida por metaplasia que é uma transformação de um tipo de epitélio para outro de modo a adaptar-se a condições adversas. Ocorre em todos animais, inclusive em humanos.

Características

Na displasia as células podem se reproduzir descontroladamente

A displasia é essencialmente uma desespecialização do tecido, ele fica mais imaturo e afasta-se do aspeto normal. É frequente que no microscópio seja possível observar em uma displasia:

A displasia pode ter outras caraterísticas específicas para um tecido ou para outro, mas estas são as caraterísticas principais mais comuns à maioria dos tecidos.

Causas

São as mesmas causas de tumores/cancros pois antes de serem tumores a esmagadora maioria passa por uma fase de displasia. No entanto as causas mais comuns são:

Níveis de displasia

Lesão celular reversível desencadeada por fatores irritantes crónicos. Sua alteração pode acontecer na forma, tamanho ou organização de um determinado tecido ou epitélio, podendo variar em três níveis:

Quando atinge o nível de alto grau chama-se também carcinoma in situ, que é uma forma precoce de cancro, essencialmente já tem capacidade de invasão mas está ainda em estádio precoce, reduzido à mucosa (no estadiamento TNM, esta lesão é tis).

Os níveis diferem-se com base no quão diferente o tecido está diferente do original, havendo fatores dos supradescritos que são mais preponderantes que outros (como perda de arquitetura tecidular, p. ex.). Há técnicas de imuno-histoquímica (IHQ) que permitem calcular o índice proliferativo com o Ki-67 ou então verificar se genes tumorais estão mutados ou ausentes. Estas técnicas de IHQ, o tipo tumoral, e o estadiamento tumoral, permitem calcular o prognóstico desta lesão.

Tipos

A displasia pode estar em praticamente todos os epitélios depois de uma certa carga de agressão tecidular. Mas dentro das displasias de etiologia genética mais conhecidas estão:

Geralmente seus tratamentos são medicamentosos, cirúrgicos e fisioterapêuticos ou então por suspensão do fator etiológico.

Rastreio e Diagnóstico

O rastreio mais importante para displasias é o teste de Papanicolau, que se faz em Portugal a todas as mulheres de anos a anos, e que avalia a displasia e a presença de coilócitos indicativos de infeção por HPV.

O diagnóstico é feito essencialmente depois de haverem suspeitas de neoplasia ou displasia e de se fazerem biópsias ou citologias.

Referências

  1. ↑ Kowalski, L. P. et al: Displasia fibrosa de ossos do crânio e da face. 1984
  2. ↑ BRASILEIRO FILHO, G. et al. Bogliolo Patologia. 6.ed. Rio de Janeiro; Guanabara Koogan, 2000. 1328p.