Distintivo digital

Distintivo digital
Coleção de distintivos no antigo Mozilla Backpack.
Coleção de distintivos no antigo Mozilla Backpack
NaturezaRegistro digital de realizações ou competências
AplicaçõesEducação, formação profissional e gamificação
Padrão abertoOpen Badges
Dados da credencialEmissor, destinatário, critérios e evidências

Distintivo digital, também chamado de emblema digital ou badge digital, é uma representação eletrônica de uma realização, habilidade, participação ou interesse. Na educação e na formação profissional, pode acompanhar informações verificáveis sobre quem o concedeu, os critérios de obtenção e a atividade que justificou o reconhecimento.

No Brasil e em Portugal, há aplicações em cursos técnicos e universitários e em projetos de educação não formal. Esses registros podem reconhecer uma etapa da formação, atividades cumpridas em uma disciplina ou aprendizagens fora da escola. O padrão aberto Open Badges permite emitir e compartilhar credenciais entre plataformas, mantendo as informações necessárias à sua verificação.

Nomes em português

As denominações distintivo digital, emblema digital, crachá digital e crachá educacional são usadas para o reconhecimento de aprendizagens e competências. A expressão inglesa badge também é empregada em português, inclusive na forma badge digital. A tradução insígnia digital consta da terminologia educacional da União Europeia reproduzida na Infopédia.

Funcionamento

Um distintivo usado como credencial reúne uma imagem e informações sobre o reconhecimento concedido. Entre os dados estão o nome do emissor e do destinatário, a descrição da atividade, os critérios exigidos, as datas de emissão e de eventual expiração e as evidências da aprendizagem. O destinatário pode compartilhá-lo em um currículo, portfólio ou rede profissional, permitindo que outras pessoas consultem essas informações.

O modelo proposto pela Peer 2 Peer University e pela Fundação Mozilla em 2011 previa o uso de distintivos para definir objetivos, incentivar comportamentos e comunicar realizações. O valor do reconhecimento dependeria das informações sobre como e por que fora concedido, com critérios, emissor, data e, preferencialmente, uma ligação para o trabalho realizado. A relação entre o símbolo e as evidências permitiria interpretar a conquista em seu contexto.

Um distintivo de participação pode atestar a presença em uma formação. Dentro de uma disciplina, pode reconhecer atividades ou competências previstas pelo professor. Seu alcance depende das regras da instituição e do que foi efetivamente certificado, sem que sua emissão corresponda automaticamente à atribuição de créditos acadêmicos.

Os programas de gestão auxiliam na criação, emissão, armazenamento e compartilhamento de distintivos que registram habilidades e credenciais. Essas plataformas podem oferecer controles de segurança e privacidade para os dados e automatizar etapas da emissão, com o objetivo de reduzir o tempo e o custo do processo.

Usos em países de língua portuguesa

Brasil

O Centro Paula Souza desenvolveu uma plataforma de emissão, guarda e divulgação de reconhecimentos acadêmicos. O curso de Tecnologia em Desenvolvimento de Software Multiplataforma das Fatecs foi a primeira aplicação anunciada, com badges e certificados intermediários para os estudantes. A instituição emite e autentica esses reconhecimentos, que podem ser apresentados em redes profissionais.

Na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, o programa CiberEducação Cisco Brasil previu a concessão de certificados e distintivos digitais aos participantes que concluíssem a etapa inicial de capacitação. A oferta abrangia cursos gratuitos de introdução e de fundamentos de cibersegurança, abertos também ao público externo à universidade.

Em um curso de Libras para ouvintes, realizado em 2022 por pesquisadores da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, o Moodle foi configurado com atividades que concediam emblemas aos participantes que cumprissem os critérios estabelecidos pelo professor. A experiência usou distintivos junto a pontos e níveis de progressão para acompanhar as tarefas do curso.

Em 2021, os cursos de especialização do projeto Dynamic da ESPM usavam distintivos digitais. As credenciais representavam competências específicas, tinham rastreabilidade pública e podiam ser compartilhadas em currículos e redes profissionais.

Portugal

Na Universidade do Minho, o projeto STEAMigPOWER usa o Moodle para conceder distintivos e certificados a quem conclui atividades de formação. Os cursos tratam de educação STEAM, inclusão social e sustentabilidade, com oferta voltada também a migrantes, refugiados e requerentes de asilo. A programação em português prevê um distintivo digital e um certificado de participação, sem atribuição de créditos formais.

A Universidade do Minho publicou orientações para criar distintivos no Moodle e reuni-los nos serviços Badgr e Open Badge Passport. Elas abrangem a certificação de participação em eventos e formações e o uso pedagógico em unidades curriculares gamificadas.

O projeto de educação ambiental Living Rivers, coordenado pela associação portuguesa Rosto Solidário, desenvolveu um conjunto de emblemas para reconhecer atividades de aprendizagem sobre a proteção dos rios. Os participantes podem obtê-los ao resolver jogos em grupo, participar de oficinas, explorar uma aplicação ou organizar uma ação na comunidade. Cada emblema tem critérios próprios, consultáveis na plataforma do projeto.

Padrão Open Badges

Logotipo do Open Badges.
Logotipo do Open Badges.

O IMS Global passou a se chamar 1EdTech. O consórcio mantém as especificações e a certificação do Open Badges. A versão 3.0 representa os distintivos como credenciais verificáveis compatíveis com o modelo do W3C, com mecanismos criptográficos para verificar a autenticidade, informações estruturadas sobre a realização e o destinatário e recursos de endosso por terceiros. O padrão também prevê o uso de identificadores descentralizados para o destinatário, em vez de depender exclusivamente de um endereço de correio eletrônico.

A documentação da versão 3.0 registra sua edição final em 2024 e atualizações posteriores, inclusive em 2026. Em 19 de outubro de 2026, foi publicada uma proposta de trabalho para a versão 3.1; essa proposta não constitui, por si só, uma nova especificação final. O 1EdTech também mantém documentação e certificação de versões anteriores, como 2.0 e 2.1.

Funções

Assim como seus equivalentes físicos, os distintivos digitais podem exercer funções diferentes conforme as atividades às quais estão associados. Embora sejam frequentemente tratados como recompensas, também podem auxiliar na definição de objetivos, na construção de reputação, na afirmação de posição dentro de um grupo, na orientação de atividades e no reconhecimento de pertencimento. Podem ainda dar visibilidade a aprendizagens realizadas ao longo da vida e fora da sala de aula. Relacionam-se à gamificação da aprendizagem, que emprega elementos de projeto e mecânicas de jogos em contextos educacionais. Em 2020, Wayne Gibbons organizou os usos dos distintivos digitais abertos no ensino superior em treze funções.

Entre os benefícios propostos está a possibilidade de manter junto ao distintivo o percurso de aprendizagem, as avaliações, as evidências e os demais metadados, independentemente do local em que o usuário o apresente. Assim, ele pode comunicar realizações a possíveis empregadores, incentivar participação e colaboração, apoiar a permanência e a progressão em atividades de aprendizagem, favorecer o reconhecimento de novas habilidades e formalizar identidade e reputação em comunidades educacionais. Algumas plataformas permitem criar, emitir, receber e exibir os distintivos em páginas pessoais, redes sociais e currículos.

Incentivo à participação

O reconhecimento de participantes é uma aplicação frequente. A motivação costuma ser uma das razões para a adoção de distintivos, que oferecem uma forma de reconhecimento de aprendizagens ao longo da vida além dos percursos acadêmicos tradicionais. Podem registrar conhecimentos e habilidades resultantes da iniciativa pessoal e da investigação independente.

Ao começar a mostrar distintivos nos perfis de seus usuários, o Tripadvisor declarou que pretendia reconhecer os colaboradores mais frequentes. Sistemas que obtiveram resultados positivos com esse recurso destacaram sua capacidade de apresentar desafios superados, tornar visíveis percursos de aprendizagem e fortalecer relações sociais. A IBM empregou Open Badges em uma iniciativa mundial de capacitação. Um estudo de caso da Pearson, fornecedora da plataforma Acclaim, publicado em 2015, relatou maior engajamento dos funcionários e aumento da realização de exames nos cursos que concediam distintivos.

Incentivo à colaboração

Programas de distintivos abertos podem estimular a participação ativa em atividades coletivas. Em muitos ambientes on-line, uma pequena parcela dos usuários concentra grande parte das contribuições. Uma análise citada na literatura sobre distintivos usou o exemplo da Wikipédia, em que 2% dos usuários responderiam por 75% da participação. A ampliação do número de colaboradores poderia aumentar a variedade de soluções, ideias e teorias apresentadas e examinadas. Os distintivos foram propostos como um meio de incentivar contribuições, compartilhamento de dados e participação em redes sociais.

Também podem agregar identidades de diferentes comunidades, dar visibilidade a habilidades, ajudar participantes a encontrar colegas e mentores com interesses comuns e formalizar relações de colaboração e comunidades de prática. Nessa aplicação, procuram tornar reconhecíveis habilidades interpessoais, como o trabalho em equipe. Organizações como o OER Commons utilizam Open Badges para estimular a colaboração e o compartilhamento de recursos.

Reconhecimento e avaliação

Distintivos digitais podem reconhecer qualidade ou aprovação por uma comunidade. O selo de aprovação da Good Housekeeping constitui um equivalente físico; na internet, existem indicadores semelhantes de confiança e de boas práticas de comércio eletrônico. Outros distintivos representam prêmios, como os Webby Awards e os Edublog Awards. O Open Badges distingue-se de imagens digitais mais simples por permitir que o destinatário represente, verifique e comunique habilidades, interesses e realizações entre diferentes sistemas de aprendizagem.

Em contextos educacionais, os distintivos têm sido empregados para incentivar formas alternativas de avaliação por pares. Podem acompanhar avaliações somativas de aprendizagens anteriores, avaliações formativas que oferecem orientação e retorno ao estudante e avaliações transformadoras, capazes de modificar percursos ou abrir novas possibilidades de aprendizagem. Como parte de processos formativos, podem registrar continuamente o que foi aprendido e indicar os próximos passos.

Cursos on-line abertos e massivos (MOOCs) e avaliações eletrônicas permitem distribuir conteúdos em grande escala, com momentos estruturados de avaliação formativa, vínculos com comunidades de aprendizagem e possibilidades de ampliar a autonomia do estudante. Esses ambientes podem incluir autoavaliação e avaliação por pares.

Uma dificuldade é o tempo necessário para esse tipo de avaliação. Estratégias como revisão por pares, jogos ou simulações interativas e testes autoadministrados podem dividir o processo em etapas e oferecer retorno ao estudante durante o percurso. Como marcos de aprendizagem, os distintivos podem ser particularmente úteis a pessoas que sofrem com a realização de provas e a educadores que procuram acomodar percursos diferenciados.

Implementação

Para Rebecca Shields e Ritesh Chugh, os distintivos digitais constituem uma forma simples e eficiente de educadores, grupos comunitários e organizações profissionais apresentarem e reconhecerem habilidades adquiridas em atividades de desenvolvimento profissional e de aprendizagem formal e informal.

Diagrama em inglês do processo de aprendizagem em duplo ciclo aplicado a distintivos digitais.
Processo de aprendizagem em duplo ciclo aplicado aos distintivos digitais, proposto por Rebecca e Ritesh.

Rebecca e Ritesh recomendam um processo de aprendizagem em duplo ciclo para implementar distintivos digitais. A proposta inclui a participação de diferentes interessados nas etapas de concepção, implementação e revisão do sistema.

Formação e credenciais

Credenciais alternativas

Os distintivos digitais foram propostos como uma alternativa ao predomínio dos diplomas no ensino superior. O The Chronicle of Higher Education apontou sua adoção por plataformas educacionais para registrar realizações.

Nos Estados Unidos, a proposta foi relacionada à proporção de estudantes não tradicionais: cerca de dois terços não ingressavam pela primeira vez em uma instituição imediatamente após o ensino médio. Certificações sem grau acadêmico poderiam ampliar o acesso à educação pós-secundária para esse público.

O Badges for Vets, serviço gratuito financiado pelo programa HASTAC/MacArthur, permitia a veteranos das Forças Armadas dos Estados Unidos apresentar formação e experiência militar a empregadores por meio de Open Badges. Abrangia tradução, construção civil, segurança pública e finanças. A base podia ser consultada por qualificação ou região.

Representação de competências

Os distintivos também podem representar competências demonstradas, em contraste com modelos educacionais que medem o cumprimento de objetivos principalmente pelo tempo de estudo. Sua criação e atualização podem acompanhar mudanças mais rapidamente que currículos escolares sujeitos a processos longos de elaboração e revisão.

A Pearson Education, uma das primeiras organizações a adotar o Open Badges, apontou como vantagens a possibilidade de superar a subjetividade das notas e oferecer mais transparência e detalhamento que os diplomas tradicionais.

História

Distintivos físicos são empregados há muito tempo por organizações como o Exército Russo e os Boy Scouts of America para representar conquistas de seus integrantes. O acervo do Imperial War Museums conserva, por exemplo, ordens e medalhas concedidas ao soldado soviético Girsh Yossman. A aplicação digital desses símbolos se relaciona ao desenvolvimento da gamificação. Serviços como o Foursquare e o Huffington Post passaram a conceder emblemas a usuários que cumpriam determinadas tarefas. Em 2005, a Microsoft introduziu o sistema Gamerscore do Xbox 360, considerado uma das primeiras implementações de um sistema de conquistas.

Em 2007, Eva Baker, presidente da American Educational Research Association, propôs qualificações semelhantes a distintivos de mérito, obtidas por experiências integradas e requisitos de desempenho. Elas abrangeriam aprendizagens dentro e fora da escola, substituindo a ênfase nos testes e nas tarefas escolares por habilidades aplicáveis à vida. Cada jovem reuniria as qualificações para apresentá-las à família, às universidades, aos empregadores e a si mesmo e desenvolver seus interesses.

No início de 2010, a Basno lançou uma plataforma para criar e colecionar distintivos de realizações fora dos ambientes virtuais, como a participação na Maratona de Nova Iorque de 2011. O recurso ultrapassava o uso como elemento de jogos e passava à certificação de aprendizagens, também adotada por plataformas educacionais como a Peer 2 Peer University e a Khan Academy.

Em setembro de 2011, o secretário de Educação dos Estados Unidos, Arne Duncan, anunciou o concurso Badges for Lifelong Learning, da HASTAC e da Fundação MacArthur. Arne defendeu credenciais baseadas em competências, e não no tempo de frequência, que permitissem aprender e apresentar habilidades em qualquer idade e em ambientes formais ou informais. O concurso, administrado pela HASTAC e financiado pela MacArthur com apoio da Fundação Gates, concedeu recursos a trinta organizações em março de 2012.

Criação e difusão do Open Badges

Em 2011, a Peer 2 Peer University e a Fundação Mozilla publicaram o documento An Open Badge System Framework, que definiu distintivos como símbolos de realizações, habilidades, qualidades ou interesses. Os exemplos incluíam escoteiros, as bandeirantes dos Estados Unidos, a formação de mergulhadores da PADI e jogos baseados em localização, como o Foursquare.

Ainda em 2011, a Mozilla anunciou o desenvolvimento do padrão técnico aberto Open Badges, destinado à emissão, coleção e exibição de distintivos entre diferentes plataformas de ensino. Para lançar o projeto, a Mozilla e a Fundação MacArthur consultaram mais de trezentas organizações sem fins lucrativos, órgãos públicos e outras entidades sobre aprendizagem informal, diversidade de provedores de educação e motivação individual. Parte do trabalho foi orientada pelo documento preliminar Open Badges for Lifelong Learning.

A infraestrutura teve uma versão beta pública em outubro de 2012. A Mozilla apresentou o Open Badges 1.0 na conferência Digital Media and Learning de 2013, ano da primeira edição do Chicago Summer of Learning.

A Mozilla criou, em parceria com Chicago, o Chicago Summer of Learning para atividades de férias de jovens de quatro a 24 anos. A Universidade Purdue, a MOUSE e a britânica DigitalME adotaram distintivos. Houve programas e manifestações de interesse também na Austrália, Itália, China e Escócia.

Em 2013, mais de 1.450 organizações emitiam Open Badges, e a parceria de Chicago foi ampliada para a iniciativa Cities of Learning, que procurava aplicar a experiência do CSOL a outras cidades estadunidenses. Em 2014, a Mozilla criou a Badge Alliance, rede voltada ao desenvolvimento do ecossistema e da especificação Open Badges. Entre os fundadores estavam Mozilla, Fundação MacArthur, DigitalME, Sprout Fund, National Writing Project e Blackboard. Mais de 650 organizações de seis continentes se inscreveram para contribuir.

Em 2015, a Badge Alliance tornou-se independente da Mozilla e passou a integrar a Collective Shift, organização sem fins lucrativos criada a partir da Fundação MacArthur para reformular sistemas sociais em uma sociedade conectada. Naquele ano, a Collective Shift associou-se à Concentric Sky para desenvolver o Open Badges 2.0. A Concentric Sky também lançou o Badgr, projeto de código aberto concebido como implementação de referência do padrão.

No início de 2016, o IMS Global anunciou apoio ao Open Badges como padrão interoperável de credenciais digitais. No fim daquele ano, a Mozilla comunicou a transferência da responsabilidade pelo padrão ao consórcio. Em 2018, anunciou que encerraria o Mozilla Backpack e transferiria os usuários para o Badgr.

Coleção e exibição de distintivos

A Mozilla oferecia o Mozilla Backpack, serviço no qual os usuários podiam reunir e exibir seus distintivos abertos. No fim de 2018, anunciou seu encerramento e a migração dos usuários para o Badgr. Antes disso, outras iniciativas haviam procurado agregar distintivos provenientes de diferentes páginas.

Críticas

Críticos apontaram que as funções dos distintivos também envolvem riscos. Sua associação histórica a organizações militares ou semelhantes poderia reproduzir relações hierárquicas nos ambientes on-line. Outra crítica é que os distintivos podem recompensar tarefas pouco interessantes para o destinatário, incentivando comportamentos alinhados aos objetivos do emissor, sem necessariamente corresponder aos interesses de quem os recebe.

Também se argumentou que, como motivadores extrínsecos, poderiam competir com a motivação intrínseca para aprender, dominar uma atividade ou alcançar uma realização. Nessa interpretação, recompensar tarefas que os estudantes já deveriam realizar poderia diminuir a motivação quando a recompensa deixasse de ser desejável.

A validade e a possibilidade de considerar os distintivos credenciais confiáveis são outros pontos de debate. Como o desempenho do destinatário nem sempre é observado diretamente, pode ser difícil garantir que a credencial tenha sido entregue à pessoa que efetivamente realizou a tarefa ou cumpriu os critérios. Nas primeiras implementações do Open Badges, a inclusão do endereço de correio eletrônico do destinatário e de uma ligação verificável com o emissor procurava responder a essas questões.

A gamificação da educação também gerou receio de que estudantes se concentrassem em acumular distintivos, em vez de aprender o conteúdo. Outro problema apontado é a proliferação de reconhecimentos sem significado relevante, como conceder um distintivo apenas porque o nome de alguém começa com determinada letra. Isso ampliaria o trabalho dos destinatários e das instituições para distinguir credenciais efetivamente valiosas.

Ver também

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Distintivo digital

Referências

  1. ↑ Carey, Kevin (8 de abril de 2012). «A Future Full of Badges». The Chronicle of Higher Education (em inglês). Consultado em 20 de fevereiro de 2013. Cópia arquivada em 2 de abril de 2013
  2. 1 2 Eliane Batista de Carvalho; Jorgivania Lopes Brito; David Vernon Vieira (2022). «Práticas inovadoras e tendências em bibliotecas universitárias: uma análise das bibliotecas da Universidade Tecnológica de Nanyang - Cingapura». Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação. 18: 1–23. Consultado em 3 de novembro de 2026
  3. 1 2 3 4 5 6 «IDEAdigital #26: Uso dos open badges no contexto académico». Centro IDEA, Universidade do Minho. Consultado em 3 de novembro de 2026
  4. ↑ «badge». Dicionário Infopédia de Inglês - Português. Porto Editora. Consultado em 4 de novembro de 2026
  5. ↑ «An Open Badge System Framework» (PDF). Mozilla.org (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2016. Cópia arquivada (PDF) em 2 de novembro de 2013
  6. ↑ «Badges: nossos reconhecimentos em um único local». Centro Paula Souza. Consultado em 4 de novembro de 2026
  7. ↑ «Inscrições abertas para Academia UTFPR - CiberEducação da Cisco». Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Consultado em 4 de novembro de 2026
  8. ↑ Eduardo Gomes de Oliveira; Fernanda Carlos Sabino; Leonardo Santos Oliveira; Roberto Rufino Jr.; Tadeu Moreira de Classe; Rodrigo Pereira dos Santos (31 de julho de 2023). «Gamificação para o engajamento, motivação e estado de fluxo no aprendizado de libras». RENOTE. 21 (1): 139–148. doi:10.22456/1679-1916.134335. Consultado em 4 de novembro de 2026
  9. ↑ Daniel Brito (4 de junho de 2021). «Como as certificações digitais podem ampliar as oportunidades?». ESPM. Consultado em 3 de novembro de 2026
  10. ↑ «Digital Badge & Certification» (em inglês). STEAMigPOWER, Universidade do Minho. Consultado em 4 de novembro de 2026
  11. ↑ «Programa STEAMigPOWER: badges e certificado de participação». Universidade do Minho. Consultado em 4 de novembro de 2026
  12. ↑ «Living Rivers». Rosto Solidário. Consultado em 4 de novembro de 2026
  13. ↑ Kit de ferramentas: materiais pedagógicos para trabalhar na proteção dos rios (PDF) (Relatório). Projeto Living Rivers. pp. 24–25. Consultado em 4 de novembro de 2026
  14. 1 2 «Open Badges Specification v3.0» (em inglês). 1EdTech Consortium. Consultado em 3 de novembro de 2026
  15. ↑ «Proposal for Open Badges 3.1 Charter» (em inglês). 1EdTech Consortium. 19 de outubro de 2026. Consultado em 3 de novembro de 2026
  16. ↑ «Open Badges» (em inglês). 1EdTech Consortium. Consultado em 3 de novembro de 2026
  17. 1 2 Antin, Judd; Churchill, Elizabeth (2011). «Badges in Social Media: A Social Psychological Perspective». Chi 2011 (em inglês). Consultado em 21 de novembro de 2012. Cópia arquivada em 13 de janeiro de 2012.
  18. ↑ Kapp, Karl (2012). The Gamification of Learning and Instruction: Game-based Methods and Strategies for Training and Education (em inglês). [S.l.]: John Wiley & Sons
  19. 1 2 Gibbons, Wayne (17 de março de 2020). The Role, Implementation and Impact of Digital Open Badges on a Civil Engineering Degree (Edd) (em inglês). The Open University. Consultado em 22 de maio de 2020. Cópia arquivada em 28 de agosto de 2020
  20. ↑ Knight, Erin (22 de outubro de 2012). «Assessing Digital Badges». The EvoLLLution (em inglês). Consultado em 31 de maio de 2013. Arquivado do original em 7 de maio de 2013
  21. ↑ «7 Things you should know about... BADGES» (PDF) (em inglês). Consultado em 31 de maio de 2013. Arquivado do original (PDF) em 15 de junho de 2013
  22. ↑ Schaal, Dennis (14 de junho de 2011). «TripAdvisor begins handing out badges to reviewers». Phocuswire (em inglês). Consultado em 29 de janeiro de 2020. Cópia arquivada em 29 de janeiro de 2020
  23. ↑ Ventrice, Tony (11 de junho de 2012). «Are Extrinsic Rewards Dangerous?» (em inglês). Badgeville. Consultado em 21 de novembro de 2012. Arquivado do original em 16 de junho de 2012
  24. ↑ «IBM employs digital badges to attract, engage and progress talent across the globe» (PDF) (em inglês). Pearson Education. 2015. Consultado em 3 de novembro de 2026
  25. ↑ «FAQ Open Badges» (em inglês). Consultado em 31 de maio de 2013. Cópia arquivada em 24 de maio de 2013
  26. ↑ «Track your skills and make your mark in open education». OER Commons (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2016. Cópia arquivada em 28 de abril de 2016
  27. ↑ Levins, William. «Do you need Trust Icons on your ecommerce site?» (em inglês). jldcreative. Consultado em 23 de março de 2012. Arquivado do original em 22 de março de 2012
  28. ↑ Knight, Erin (17 de abril de 2013). «Open Badges Transform Higher Education and Labor Markets». The EvoLLLution (em inglês). Consultado em 31 de maio de 2013. Arquivado do original em 30 de abril de 2013
  29. ↑ Knight, Erin; Casilli, Carla (2 de maio de 2012). «Case Study 6: Mozilla Open Badges» (em inglês). Consultado em 3 de junho de 2013. Cópia arquivada em 2 de julho de 2012
  30. 1 2 Hickey, Daniel (18 de março de 2012). «Some Things about Assessment that Badge Developers Might Find Helpful». HASTAC (em inglês). Consultado em 31 de maio de 2013. Arquivado do original em 17 de julho de 2025
  31. ↑ Hickey, Daniel (20 de novembro de 2012). «Recognizing, Supporting, and Attracting Adult Learners with Digital Badges». The EvoLLLution (em inglês). Consultado em 31 de maio de 2013. Arquivado do original em 24 de outubro de 2014
  32. ↑ Mora, M. C.; Sancho-Bru, J. L.; Iserte, J. L.; Sánchez, F. T. (2012). «An e-assessment approach for evaluation in engineering overcrowded groups». Computers & Education (em inglês). 59 (2): 734. doi:10.1016/j.compedu.2012.03.011
  33. ↑ Sullivan, Felicia M. (março de 2013). New and Alternative Assessments, Digital Badges, and Civics: An Overview of Emerging Themes and Promising Directions (PDF) (Relatório) (em inglês). CIRCLE, Tufts University. p. 11. Working Paper 77
  34. ↑ OCDE (2025). «Using formative assessment and feedback». Unlocking High-Quality Teaching (PDF) (em inglês). Paris: OECD Publishing. p. 143. ISBN 9789264554856. doi:10.1787/f5b82176-en. Consultado em 4 de novembro de 2026
  35. ↑ Sullivan, Felicia M. «New and Alternative Assessments, Digital Badges, and Civics: An Overview of Emerging Themes and Promising Directions» (PDF) (em inglês). Consultado em 2 de junho de 2013
  36. 1 2 Shields, Rebecca; Chugh, Ritesh (2017). «Digital badges – rewards for learning?». Education and Information Technologies (em inglês). 22 (4): 1817–1824. doi:10.1007/s10639-016-9521-x. Cópia arquivada em 21 de agosto de 2017
  37. ↑ Young, Jeffery R. (8 de janeiro de 2012). «'Badges' Earned Online Pose Challenge to Traditional College Diplomas». Chronicle of Higher Education (em inglês). Consultado em 23 de março de 2012. Cópia arquivada em 11 de março de 2012
  38. ↑ "Digital Education Badges". Arquivado em 16 de janeiro de 2014
  39. ↑ «The Emerging World of Alternative Credentials». Higher Education Today (em inglês). 1 de outubro de 2013. Consultado em 27 de abril de 2016. Cópia arquivada em 12 de maio de 2016
  40. ↑ «Digital Badging for Veterans». INSIDE Higher Ed (em inglês). 7 de dezembro de 2012. Consultado em 27 de abril de 2016. Cópia arquivada em 30 de junho de 2016
  41. ↑ Knight, Erin (17 de abril de 2013). «Open Badges Transform the Higher Education and Labor Markets». The Evolllution (em inglês). Consultado em 3 de junho de 2013. Arquivado do original em 30 de abril de 2013
  42. ↑ «Open Badges for Higher Education» (PDF). Pearson Education (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2016. Arquivado do original (PDF) em 26 de janeiro de 2021
  43. ↑ «Military Awards of Russia. In Commemoration of the 75th Anniversary of Victory in the Second World War» (em inglês). Museus do Kremlin de Moscou. 2020. Consultado em 4 de novembro de 2026
  44. ↑ Henning, Steve. «Merit Badges, Past and Present, And Their Evolution». Henning's Scouters' Pages (em inglês). Consultado em 2 de abril de 2012. Cópia arquivada em 30 de março de 2012
  45. ↑ «Second World War Galleries — Large Print Guide» (PDF) (em inglês). Imperial War Museums. Consultado em 3 de novembro de 2026
  46. ↑ Jones, Julie; Altadonna, Nathan (2012). «We don't need no stinkin' badges». Proceedings of the ACM 2012 conference on Computer Supported Cooperative Work (em inglês). [S.l.: s.n.] pp. 249–252. ISBN 9781450310864. doi:10.1145/2145204.2145244. S2CID 16739008 .
  47. ↑ Baker, Eva L. (2007). «2007 Presidential Address—The End(s) of Testing». Educational Researcher (em inglês). 36 (6): 309–317. doi:10.3102/0013189X07307970. S2CID 144035267
  48. ↑ Myers, Courtney Boyd (7 de novembro de 2011). «Basno Awards Virtual Badges for NYC Marathon Finishers». The Next Web (em inglês). Consultado em 11 de outubro de 2013
  49. ↑ Kilb, Sam (4 de novembro de 2011). «Credentials, the Next Generation». New York Times (em inglês). Consultado em 26 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 1 de fevereiro de 2020
  50. ↑ «DML Competition event transcript» (em inglês). Consultado em 15 de março de 2013. Cópia arquivada em 23 de fevereiro de 2012
  51. ↑ "Badges For Lifelong Learning Competition Winners Announced". Arquivado em 15 de março de 2012
  52. ↑ Watters, Audrey (8 de setembro de 2011). «Master a new skill? Here's your badge» (em inglês). O'Reilly Radar. Consultado em 21 de novembro de 2012. Cópia arquivada em 27 de novembro de 2020
  53. ↑ Surman, Mark (15 de setembro de 2011). «Mozilla Launches Open Badges Project». The Mozilla Blog (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2016. Cópia arquivada em 2 de abril de 2016
  54. ↑ «Open Badges for Lifelong Learning» (PDF). Mozilla.org (em inglês). 27 de agosto de 2012. Consultado em 27 de abril de 2016. Cópia arquivada (PDF) em 2 de novembro de 2013
  55. ↑ «Open Badges History» (em inglês). 1EdTech Consortium. Consultado em 3 de novembro de 2026
  56. 1 2 3 «Mozilla's Continued Commitment to Open Badges». Webmaker.org (em inglês). 29 de janeiro de 2016. Consultado em 27 de abril de 2016. Cópia arquivada em 24 de março de 2016
  57. ↑ «MacArthur Spins Off Digital Media & Learning Work with $25 Million Seed Investment». MacArthur Foundation (em inglês). 6 de outubro de 2015
  58. 1 2 3 Surman, Mark (15 de agosto de 2018). «An Update on Badges and Backpack». Medium (em inglês). Consultado em 16 de agosto de 2018. Cópia arquivada em 16 de agosto de 2018
  59. ↑ «Badgr Server Readme». Github (em inglês). Concentric Sky. 27 de outubro de 2015. Consultado em 5 de janeiro de 2019. Arquivado do original em 8 de março de 2021
  60. ↑ «IEEE Consortium for Learning Engineering is Attracting Leading Charter Members». edcircuit.com (em inglês). edCircuit. 30 de dezembro de 2017. Consultado em 5 de janeiro de 2019. Cópia arquivada em 13 de julho de 2018
  61. ↑ Abel, Rob (16 de fevereiro de 2016). «IMS Global Learning Consortium's Commitment to Open Badges for Education». IMS Global Learning Consortium, Inc. (em inglês). Cópia arquivada em 7 de março de 2016
  62. ↑ «IMS Global, Mozilla Foundation, and LRNG Announce Next Steps to Accelerate the Evolution of the Open Badges Standard» (Nota de imprensa) (em inglês). Lake Mary, Florida: IMS Global Learning Consortium, Inc. 28 de outubro de 2016. Consultado em 28 de outubro de 2016. Cópia arquivada em 29 de outubro de 2016
  63. ↑ «What is a Mozilla Backpack?». Mozilla.org (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2016. Cópia arquivada em 31 de março de 2016
  64. ↑ van Grove, Jennifer (14 de abril de 2011). «Do We Need an Online Trophy Case For Our Digital Achievements?» (em inglês). Mashable.com. Consultado em 23 de março de 2012. Cópia arquivada em 18 de janeiro de 2012
  65. ↑ Halavais, Alexander M.C. (2012). «A genealogy of badges: Inherited meaning and monstrous moral hybrids». Information, Communication & Society (em inglês). 15 (3): 354–373. doi:10.1080/1369118X.2011.641992. S2CID 142802836 (draft version Arquivado em 10 de maio de 2012).
  66. 1 2 Resnick, Mitchel (27 de fevereiro de 2012). «Still a Badge Skeptic». HASTAC (em inglês). Arquivado do original em 6 de novembro de 2022
  67. ↑ Herron, Kelsey (21 de junho de 2012). «Digital Badges For Learning in the Classroom and Beyond». Spotlight on Digital Media and Learning (em inglês). Consultado em 3 de junho de 2013. Arquivado do original em 13 de junho de 2013
  68. ↑ Carla Casilli; Erin Knight (11 de junho de 2012). «7 Things You Should Know About Badges» (PDF) (em inglês). EDUCAUSE Learning Initiative. Consultado em 3 de junho de 2013. Arquivado do original (PDF) em 15 de junho de 2013
  69. ↑ «Digital Badges vs. Open Badges». The Badge Alliance (em inglês). Consultado em 27 de abril de 2016. Arquivado do original em 9 de junho de 2020
  70. ↑ Ash, Katie (13 de junho de 2012). «'Digital Badges' Would Represent Students' Skill Acquisition». Digital Directions (em inglês). Consultado em 3 de junho de 2013. Cópia arquivada em 25 de abril de 2013

Leitura adicional

Ligações externas