| "Don't Rush" | ||||
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| Single de Kelly Clarkson com a participação de Vince Gill do álbum Greatest Hits – Chapter One | ||||
| Lançamento | 30 de outubro de 2012 | |||
| Gravação | 2012 | |||
| Estúdios | Sound Stage Studios (Nashville, Tennessee) | |||
| Géneros | ||||
| Duração | 4:02 | |||
| Editoras | ||||
| Composição |
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| Produção | Dann Huff | |||
| Cronologia de singles de Kelly Clarkson | ||||
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| Cronologia de singles de Vince Gill | ||||
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| Vídeo musical | ||||
| "Don't Rush (CMA Awards Performance 2012)" no YouTube | ||||
"Don't Rush" é uma canção da cantora norte-americana Kelly Clarkson, gravada para o seu primeiro álbum de grandes êxitos, Greatest Hits – Chapter One (2012). Conta com a participação do cantor e guitarrista compatriota Vince Gill, tendo sido composta por Blu Sanders, Natalie Hemby e Lindsay Chapman, com a produção musical a cargo de Dann Huff. A obra estreou na estação de rádio WSIX-FM a 29 de outubro de 2012, sendo lançada comercialmente no dia seguinte nas lojas digitais da Amazon e da iTunes Store e posteriormente enviada para as emissoras de rádio de country a 12 de novembro através da RCA Records e da Columbia Nashville, servindo como o segundo single oficial da coletânea no mercado norte-americano.
Gravada nos estúdios Sound Stage em Nashville, a composição enquadra-se nas linguagens do country, do country soul e do soft rock, assentando numa arquitetura orgânica conduzida por dedilhados de violão com pedal de aço, acordes de piano acústico, órgão Hammond B-3, linhas melódicas de guitarra elétrica, baixo e bateria. No plano lírico, a narrativa reflete a celebração da harmonia conjugal e o desejo mútuo de desacelerar o ritmo acelerado da vida quotidiana para saborear a intimidade romântica com o companheiro. A receção crítica atribuída à colaboração foi amplamente favorável: diversos analistas consagraram a contenção interpretativa de Clarkson e a sua simbiose com as harmonias vocais suaves de Gill, elogiando a sonoplastia nostálgica que evoca os clássicos das décadas de 1970 e 1980 — com paralelismos traçados aos trabalhos de Ronnie Milsap — e valorizando a maturidade da cantora ao distanciar-se temporariamente dos habituais hinos agressivos de rutura sentimental.
O tema foi indicado na categoria de Evento Vocal do Ano na 48.ª cerimónia anual dos Academy of Country Music Awards de 2013 e recebeu uma nomeação para os Grammy Awards de 2014 na categoria de Melhor Desempenho Country por Dupla ou Grupo. Em termos comerciais, a obra atingiu a 23.ª posição na tabela norte-americana Country Songs, a 27.ª na Country Airplaye reentrou na Billboard Hot 100 alcançando o 87.º lugar, além de atingir a 53.ª colocação na Canadian Hot 100 do Canadá. A sua promoção ao vivo integrou uma atuação na 46.ª edição anual dos Country Music Association Awards a 1 de novembro de 2012 — cujas imagens cénicas, realizadas por Glenn Weiss, deram origem ao teledisco oficial da canção —, bem como apresentações no seminário da Country Radio e nos Academy of Country Music Awards em 2013, com o músico Jason Sellers a interpretar a parte vocal de Gill.

A ideia original de conceção de "Don't Rush" partiu da compositora Natalie Hemby durante uma sessão informal com Blu Sanders: "Eu e o meu amigo Blu estávamos juntos quando ele me perguntou: 'Já conheceste a Lindsay Chapman?'. Eu disse que não e ele respondeu: 'Porque não escrevemos algo com ela? Ela tem uma voz de R&B absolutamente deslumbrante'. Decidimos juntar-nos para averiguar o que conseguiríamos desenvolver". Hemby relatou que a criação fora inicialmente estruturada com o intuito de integrar o repertório a solo de Chapman: "Ostenta aquela vibração retro a apontar para a música da década de 1970, e era nessa orientação sonora que estávamos a trabalhar". No entanto, após a sua finalização, a maquete permaneceu arquivada e não chegou a ser gravada pela autora. Por manter laços de amizade com Kelly, Sanders tomou a iniciativa de submeter a composição à consideração da vocalista texana.
Clarkson escutou a peça pela primeira vez em março de 2012 e decidiu de imediato reservá-la para as suas sessões de estúdio: "O meu objetivo como cantora é captar o sentimento genuíno de uma canção e retratá-lo como se fosse uma fotografia. Encontro-me num relacionamento estável e profundamente feliz; creio que não teria sido capaz de defender esta faixa há oito meses. O amor merece ser comemorado e esta letra descreve com fidelidade o estado atual da minha vida". O registo converteu-se num dos três inéditos — a par de "Catch My Breath" e "People Like Us" — produzidos para o seu primeiro álbum de grandes êxitos, Greatest Hits – Chapter One. Em declarações à revista Billboard, a artista detalhou o entusiasmo em redor do projeto:
| “ | O público aguardava há muitos anos que eu lançasse algo especificamente direcionado para as rádios de música country, mas não me interessava lançar um tema qualquer apenas por ter um violão acústico [...] Queria apresentar algo de que me orgulhasse com convicção e, finalmente, encontrei esta obra. É exatamente o meu estilo de som country favorito, reminiscente dos anos 80 e 90. E fiquei absolutamente deslumbrada por ter o Vince Gill a cantá-la comigo; foi um privilégio, pois é uma das minhas figuras de referência preferidas. | ” |
A faixa assinalou a continuidade das incursões de Kelly no universo country, sucedendo à colaboração com Reba McEntire em "Because of You" (2007), ao dueto "Don't You Wanna Stay" com Jason Aldean (2010) e a "There’s a New Kid in Town" com Blake Shelton (2012). O tema estreou na emissora WSIX-FM a 29 de outubro de 2012 e foi comercializado digitalmente no dia seguinte nas lojas virtuais da Amazon e da Apple. Na sequência do impacto gerado pela apresentação na cerimónia dos CMA Awards a 1 de novembro, a RCA Records e a Columbia Nashville enviaram formalmente o tema para as emissoras de rádio country a 12 de novembro de 2012.
"Don't Rush" é uma balada de andamento moderado fundamentada na convergência entre o country, o country soul e o soft rock, apresentando uma extensão temporal de 4 minutos e 02 segundos. A sua produção musical esteve a cargo do produtor norte-americano Dann Huff, com a engenharia de captação a ser orientada por Steve Marcantonio nos estúdios Sound Stage, em Nashville. A fase de mistura foi finalizada por Justin Niebank nos Blackbird Studios, assistido por Drew Bollman, com Mike Griffith na coordenação de produção. A base harmónica apoia-se nos dedilhados de violão com pedal de aço tocados por Paul Franklin, nas melodias de piano acústico e órgão Hammond B-3 por Steve Nathan, nas linhas de baixo de Tony Lucido, na percussão cadenciada de bateria de Chris McHugh e nas sequências de guitarra elétrica partilhadas por Vince Gill, J. T. Corenflos, Jerry McPherson e Cherie Oakley, que também forneceu vocais de apoio.
Jonathan Keefe, na publicação Slant Magazine, elogiou a mestria técnica com que Huff conduziu a produção, assinalando que a delicadeza dos arranjos resgata a sensibilidade refinada que marcou o início dos anos 1980 em produções de figuras como Barbara Mandrell e Ronnie Milsap. Mark Blankenship, no portal Logo, notou que a faixa "soa como uma criação descontraída e de escuta fácil que bebe diretamente nas fontes das décadas de 1970 e 1980", ao passo que Sam Lansky, no sítio Idolator, sublinhou que a subtileza do sotaque sulista de Clarkson se encaixa com naturalidade na melodia e que a presença comedida de Gill valoriza a emotividade vocal da intérprete.
A letra foi escrita por Blu Sanders, Natalie Hemby e Lindsay Chapman. No plano temático, a lírica articula o valor de suspender a correria do dia a dia para consagrar tempo à ternura e à convivência a dois: "Paro a cada minuto apenas porque estás nele / Desejava que todos os dias fossem domingo, bem colada a ti / [...] Não tenhas pressa, saboreia cada pedaço". Sam Wilbur, em resenha para a plataforma AOL Radio, considerou a narrativa uma mudança salutar no repertório, notando que a cantora "aposta na plenitude e na tranquilidade do amor, afastando-se do habitual registo de desilusões e separações tempestuosas".
| Críticas profissionais | |
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| Avaliações da crítica | |
| Fonte | Avaliação |
| New York Post | |
| Taste of Country | |
Após o lançamento da gravação, as avaliações dos analistas especializados foram predominantemente positivas. Michaelangelo Matos, no periódico diário New York Post, atribuiu três de cinco estrelas possíveis ao número, elogiando a cantora por "entrar completamente dentro da personagem" e transmitir com convicção a delicadeza afetiva da composição. Billy Dukes, no especializado Taste of Country, conferiu à faixa quatro estrelas e meia de cinco, afirmando sem rodeios: "É difícil para uma vocalista feminina soar sensual sem atrair críticas depreciativas. A voz de Clarkson evoca um romance de vinho e rosas, em vez de ansiar pela devassa vulgar de uma beldade numa saia curta; a vencedora original do American Idol pode ter encontrado aqui a sua verdadeira imagem de marca". Sam Wilbur, da AOL Radio, corroborou o veredito, adjetivando a obra como "uma faixa com uma excelente sensação nostálgica e um sentimento clássico do country". Rachel Brodsky, em texto para a MTV News, manifestou apreço pela versatilidade da artista: "Não estamos totalmente acostumados a ouvir Kelly a explorar o seu lado country [...], mas a julgar pelos vocais em "Don't Rush", acho que nos poderíamos habituar muito rapidamente".
Mark Blankenship, no sítio Logo, enalteceu a viragem temática do tema: "É uma excelente música; ainda melhor, trata-se de um amor sedutor e sereno, e não de um hino furioso sobre o final de uma relação, o que representa uma ótima mudança após uma década de raiva e coração partido". Numa linha analítica semelhante, Jessica Sager, do portal PopCrush, sustentou que, embora o dueto não ostente a veemência de "Don't You Wanna Stay", "funciona como um grande lembrete de que Clarkson é capaz de muito mais do que hinos sobre desamores". Chuck Dauphin, na revista norte-americana Billboard, incluiu a faixa na 8.ª posição da sua listagem das dez melhores canções de 2012 do género, asseverando com entusiasmo: «É uma das canções sobre o amor que soa de forma mais deliciosa. É a autêntica definição de doce auditivo; quem não estiver apaixonado, vai desejar estar após escutar esta canção". No plano dos galardões institucionais, a gravação recebeu uma nomeação na categoria de Evento Vocal do Ano na 48.ª gala anual dos Academy of Country Music Awards de 2013 e uma indicação na 56.ª edição dos Grammy Awards como Melhor Desempenho Country por Dupla ou Grupo.
A estreia ao vivo da criação realizou-se a 1 de novembro de 2012 durante a emissão televisiva da 46.ª gala dos Country Music Association Awards, no Bridgestone Arena em Nashville. A prestação da dupla de intérpretes recebeu aclamação da crítica: Grady Smith, na revista Entertainment Weekly, adjetivou a atuação como "esfumaçada, suave, com alma e de contenção exemplar", enquanto Natalie Finn, no canal E! Online, reparou que a cumplicidade de palco evocava "Islands in the Stream", saudando com agrado a presença de Clarkson no género. Story Gilmore, no portal Neon Limelight, destacou a naturalidade da apresentação: "As duas estrelas deslumbraram pela pureza do canto e pela excelência do desempenho: Kelly cantou impecavelmente ao lado de Vince, enquanto o ícone do country dedilhava a sua guitarra e acrescentava as suas harmonias suaves". O teledisco promocional da canção foi concebido através da montagem das filmagens dessa atuação ao vivo nos CMA Awards, sob a realização de Glenn Weiss, estreando a 20 de novembro de 2012 nas plataformas Vevo e CMT.
A 28 de fevereiro de 2013, Clarkson interpretou a peça no concerto inserido no seminário anual da Country Radio em Nashville; trajando uma camisola com o logótipo do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, a artista fez-se acompanhar pelo cantor e compositor Jason Sellers, que assumiu a parte vocal de Gill. A 7 de abril de 2013, a intérprete voltou a apresentar a faixa a solo e em dueto vocal com Sellers na 48.ª edição anual dos Academy of Country Music Awards, transmitida a partir do MGM Grand Las Vegas.
A versão comercial disponibilizada digitalmente de "Don't Rush" compreende apenas a gravação original da faixa em dueto com Vince Gill, apresentando a extensão temporal de 4 minutos e 02 segundos.
| Descarga digital | |||
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| N.º | Título | Duração | |
| 1. | "Don't Rush" (com a participação de Vince Gill) | 4:02 | |
Após a apresentação de Clarkson e Gill na cerimónia dos CMA Awards, "Don't Rush" registou mais de 41 mil descarregamentos pagos nos primeiros dias, estreando-se na 35.ª colocação da contagem norte-americana Digital Songs e no 97.º posto da tabela principal Billboard Hot 100 na semana correspondente a 17 de novembro de 2012. Na semana subsequente, a gravação ascendeu ao 89.º lugar; contudo, a 18 de abril de 2013, após a transmissão televisiva dos ACM Awards, a peça reentrou na contagem e estabeleceu o seu melhor resultado ao culminar na 87.ª colocação.
Na tabela especializada Country Songs, a obra estreou-se no 25.º lugar a 17 de novembro de 2012, tornando-se a quinta entrada de Clarkson na classificação após "A Moment Like This", "Because of You", "Don't You Wanna Stay" e "Mr. Know It All", e representando a melhor estreia de sempre de Vince Gill na tabela. Na semana de 24 de novembro, o dueto subiu até à 23.ª posição, alcançando simultaneamente o 27.º posto na tabela de emissão radiofónica Country Airplay. Até maio de 2013, o tema havia acumulado mais de 346 mil cópias digitais vendidas no território norte-americano segundo a Nielsen SoundScan. No Canadá, ingressou na 53.ª colocação da Canadian Hot 100 na publicação datada de 24 de novembro de 2012.
Posições nas tabelas musicais semanais
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Tabelas de fim-de-ano
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Todo o processo de elaboração da canção atribui os seguintes créditos pessoais:
| Região | Data | Formato | Editora discográfica | Ref. |
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| Canadá | 30 de outubro de 2012 | Descarga digital | Sony Music | |
| Estados Unidos | RCA, Columbia Nashville | |||
| 12 de novembro de 2012 | Rádios country |