| "Dark Side" | ||||
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| Single de Kelly Clarkson do álbum Stronger | ||||
| Lançamento | 5 de junho de 2012 | |||
| Gravação | 2011 | |||
| Estúdios | Echo (Los Angeles, Califórnia) | |||
| Géneros | ||||
| Duração | 3:44 | |||
| Editora | RCA | |||
| Composição |
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| Produção | Greg Kurstin | |||
| Cronologia de singles de Kelly Clarkson | ||||
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| Vídeo musical | ||||
| "Dark Side" no YouTube | ||||
"Dark Side" é uma canção da cantora norte-americana Kelly Clarkson, gravada para o seu quinto álbum de estúdio, Stronger (2011). Composta por Michael Busbee e Alexander Geringas, a sua produção musical esteve a cargo do produtor norte-americano Greg Kurstin. A obra foi enviada para as estações de rádio de música contemporânea dos Estados Unidos a 5 de junho de 2012 através da RCA Records, servindo como o terceiro e último single oficial de promoção do disco, sendo posteriormente disponibilizada em formato digital. Musicalmente estruturada a partir dos géneros pop rock e synth-pop, a composição edifica-se sobre um andamento moderado de 116 batidas por minuto na tonalidade de ré maior, abrindo com uma melodia melancólica executada por uma caixa de música infantil que evolui para uma cadência rítmica vigorosa, amparada por sintetizadores, bateria e linhas de baixo. No plano lírico, a narrativa aborda os temas da vulnerabilidade, da autoaceitação e da beleza interior, confrontando o receio de que o parceiro amoroso se afaste ao deparar-se com as fraquezas e as cicatrizes emocionais da protagonista.
A receção crítica concedida à faixa foi predominantemente favorável: diversos analistas elogiaram a densidade do conteúdo poético, a produção atmosférica concebida por Kurstin e a expressividade vocal de Clarkson, sublinhando o contraste atraente entre a delicadeza infantil da introdução e a pujança sonora do refrão, traçando aproximações estilísticas à fase alternativa do álbum My December (2007) e a gravações de Katy Perry e Owl City. Em termos comerciais, o tema alcançou a 42.ª posição da norte-americana Billboard Hot 100, atingiu o topo da contagem temática Dance Club Songs e posicionou-se no 7.º lugar da Adult Pop Songs. Tal acontecimento permitiu a Clarkson estabelecer um recorde à data como a intérprete feminina com maior número de entradas no top 10 da tabela, além de ultrapassar as 504 mil cópias digitais vendidas nos Estados Unidos. Internacionalmente, alcançou o 26.º lugar no Canadá e na Escócia, o 5.º posto na tabela de emissão da Dinamarca e na contagem digital da Coreia do Sul, e a 40.ª colocação na britânica Official Singles Chart.
O teledisco correspondente, filmado sob a direção de Shane Drake na baixa de Los Angeles, ilustra diversas problemáticas sociais severas, tais como o bullying, a dependência química de álcool e drogas, os transtornos de imagem corporal e a perturbação de stress pós-traumático de veteranos de guerra, terminando com uma mensagem de esperança e aceitação mútua; a produção recebeu uma nomeação na categoria de Melhor Vídeo com Mensagem na edição de 2012 dos MTV Video Music Awards. A sua divulgação contemplou apresentações ao vivo nos Billboard Music Awards de 2012, no programa televisivo Dancing with the Stars e na digressão mundial Stronger Tour.
Durante uma entrevista concedida ao portal musical britânico Popjustice, Kelly revelou que alimentava o desejo de colaborar em estúdio com o produtor Greg Kurstin desde a fase de conclusão das sessões de gravação do seu segundo álbum, Breakaway (2004). Em 2010, Jeff Aldrich, diretor executivo de A&R da editora RCA Records, contactou formalmente Kurstin para que este assumisse a produção e os arranjos de um conjunto alargado de temas destinados ao quinto projeto da vocalista. Antes de ingressar no estúdio, o produtor fez questão de escutar integralmente todo o catálogo discográfico da cantora, iniciativa que Clarkson enalteceu por ter tornado o diálogo artístico fluido e espontâneo. Em julho de 2011, várias maquetes preliminares do disco foram divulgadas ilicitamente na Internet sem a autorização da intérprete, incluindo a versão de trabalho de "Dark Side". Clarkson manifestou a sua profunda frustração perante a usurpação do material:
| “ | Oh meu Deus, já foste assaltado? Eu já. Já fui fisicamente roubada um par de vezes, mas isto é muito pior. Não há razão para ficar zangada porque não há nada que possa fazer, por isso espero que todos gostem da música. | ” |
Na semana que antecedeu o lançamento comercial de Stronger, a masterização definitiva da faixa surgiu novamente na rede de forma clandestina, forçando a equipa jurídica da RCA e da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) a intervir para suspender as transferências e levando a cantora a partilhar a faixa em fluxo contínuo oficial para estancar as fugas ilícitas.
Em fevereiro de 2012, numa entrevista concedida à emissora de rádio nova-iorquina Z100, a vocalista adiantou a intenção de transformar a obra num foco de promoção do álbum: "Gosto porque ainda tem uma batida; é enérgica, mas com uma letra sombria, e aprecio esse contraste". Em março do mesmo ano, durante a passagem da digressão Stronger Tour pelo Canadá, a intérprete confirmou à MTV News que a criação havia sido formalmente escolhida para suceder a "Stronger (What Doesn't Kill You)". A faixa foi enviada para as rádios de música contemporânea dos Estados Unidos a 5 de junho de 2012 através da RCA, sendo disponibilizada comercialmente em formato digital a 11 de junho na iTunes Store de França e a 6 de julho na Alemanha.
"Dark Side" é uma canção de tempo moderado que cruza sonoridades de pop rock e synth-pop, apresentando uma extensão temporal de 3 minutos e 44 segundos. A sua produção musical esteve a cargo de Greg Kurstin, tendo a gravação decorrido em 2011 nos estúdios Echo, situados em Los Angeles, no estado da Califórnia. Kurstin encarregou-se da execução de teclados, sintetizadores e linhas de baixo, acumulando a programação rítmica, enquanto Jesse Shatkin supervisionou a engenharia acústica de som. A arquitetura harmónica edifica-se sobre um arranjo sombrio e atmosférico que se inicia com o tilintar enigmático de uma caixa de música infantil, sobreposta a acordes melancólicos de piano acústico, evoluindo de forma abrupta para uma pulsação rítmica eletrónica amparada por sintetizadores e batidas cadenciadas de bateria.
A letra da canção resultou de uma parceria entre Michael Busbee e Alexander Geringas. De acordo com a partitura musical publicada pela BMG Rights Management, a composição foi concebida no compasso de tempo comum (4/4), estabelecendo um andamento moderado de 116 batidas por minuto na tonalidade de ré maior. A extensão vocal percorrida pela artista abrange o intervalo compreendido entre a nota grave de ré na quarta oitava (D4) e a nota aguda de fá sustenido na quinta oitava (F♯5). No plano temático, a lírica articula o dilema da vulnerabilidade nos relacionamentos amorosos, indagando se o afeto do companheiro subsistirá perante o desvelar das imperfeições e dos fantasmas interiores da narradora: "Todos temos um lado negro / Amas-me? / Consegues amar o meu? / Ninguém é perfeito / Mas nós valemos a pena". Bill Lamb, do About.com, observou que, embora o refrão ostente uma cadência cativante, a leitura minuciosa do texto poético revela uma densa sensação de apreensão, desamparo e autenticidade emocional. Posteriormente, a organização profissional Broadcast Music, Inc. homenageou formalmente a composição com um galardão em reconhecimento da sua popularidade e consistência autoral.
Após o lançamento do disco, a gravação recebeu pareceres amplamente positivos dos críticos especializados. Jason Lipshutz, na revista norte-americana Billboard, caraterizou a composição como "pensativa", elogiando a forma como "Clarkson envolve o seu poder vocal nos versos e implora a um homem para abraçar os seus defeitos". Em análise para a revista Entertainment Weekly, a redação salientou que "Clarkson cresce vocalmente numa balada synth-pop que define sobre tudo o que é o amor: saber que a tua namorada é um pouco imprevisível, mas mesmo assim não fugir". Chris Willman, no portal The Wrap através da agência Reuters, assinalou que o registo "reforça inteligentemente a ideia de que a Miss American Idol tem um lado sombrio, com uma melodia assustadora de uma caixa de música que corta a batida algumas vezes". Scott Shelter, no sítio PopCrush, atribuiu 3,5 de 5 estrelas à obra, frisando que a composição "mistura com equilíbrio secções sombrias com passagens cativantes", acrescentando que "liricamente, 'Dark Side' faz um bom trabalho ao transmitir verdades difíceis enquanto tenta manter-se otimista e positiva".
Jason Scott, no jornal diário Seattle Post-Intelligencer, destacou a audácia do arranjo: "o tilintar de uma caixa de música como uma introdução de canção de embalar transporta-nos para uma aventura criativa em território extraterrestre, que se revela um ajuste estranhamente calmante e intrigante para a sua voz... ninguém pediu por uma viagem a The Twilight Zone, mas com um arranjo eletrizante, a cantora transporta-nos para lá", considerando ainda a melodia "um gancho astuto de pop com influências de Owl City". Joey Guerra, no periódico Houston Chronicle, notou que a atmosfera "lembra o subestimado disco My December, sendo um remoinho de melodias de embalar e ritmos goth-pop", rematando: "Lembra-me Katy Perry, mas com uma voz muito, muito melhor". Brian Mansfield, no USA Today, descreveu o arranjo inicial como uma caixa de música de um "pesadelo", comentando ironicamente que a faixa "poderia tornar-se na favorita de companheiras temperamentais em todo o lado, por funcionar como um incentivo de compreensão mútua". Sam Lansky, da página Popcrush, revelou que o single "aborda a questão da autenticidade no romance" e fez igualmente referência ao tilintar do instrumento musical inicial e da "atmosférica bateria". Por seu turno, Kat George, em comentário para o canal televisivo VH1, refletiu: "Na verdade, isto é o que mais apreciamos em Kelly: ela é uma pessoa genuína e despretensiosa. Reconhece as imperfeições da sua personalidade e convida-nos a aceitar as nossas próprias falhas sem que isso nos torne menos adoráveis aos olhos dos outros".

O teledisco oficial da canção foi dirigido pelo realizador norte-americano Shane Drake, que já havia colaborado com a vocalista na conceção audiovisual de "Stronger (What Doesn't Kill You)". A gravação realizou-se a 28 de abril de 2012 em cenários industriais e urbanos na baixa de Los Angeles, tendo como pano de fundo a ponte 1st Street Bridge e as margens de betão do rio Los Angeles. A sua estreia ocorreu a 24 de maio de 2012 na plataforma Vevo, ficando disponível para aquisição digital na iTunes Store no dia seguinte.
A narrativa visual centra-se no conceito de redenção e aceitação das fragilidades humanas, ilustrando diversas vinhetas de indivíduos confrontados com adversidades severas da existência contemporânea: um homem confrontado com o desemprego súbito, uma adolescente que enfrenta a humilhação do excesso de peso e o bullying, um jovem agredido por colegas, uma rapariga em fuga de um lar disfuncional, uma rainha de concursos de beleza asfixiada pela pressão estética e pelo abuso de substâncias, um executivo dominado pelo alcoolismo, um veterano de guerra amputado que experiencia a solidão do abandono e uma mulher em processo litigioso de divórcio. Estas sequências intercalam-se com planos de Clarkson, envergando um vestido esvoaçante de tons pretos e verdes, a interpretar a faixa sob pilares de cimento sombrios. À medida que a harmonia ascende para o clímax final, surgem símbolos visuais de renascimento — o desabrochar de rosas, o voo de borboletas e o nascer do sol —, culminando com as personagens a sorrirem e a serem calorosamente abraçadas e reconfortadas pela cantora.
A produção recebeu acolhimento favorável da crítica, com alguns analistas a apontar semelhanças na mensagem com "Beautiful" de Christina Aguilera. Byron Flitsch, no espaço MTV Buzzworthy, assinalou que o vídeo suscita uma melancolia profunda, mas indispensável para alertar o público sobre a necessidade de empatia e solidariedade no quotidiano. Robbie Daw, na plataforma Idolator, apontou que a narrativa mantém a coerência temática com os lançamentos anteriores "Mr. Know It All" e "Stronger (What Doesn't Kill You)", explorando a força interior a partir de uma postura desarmada e vulnerável. Elena Gorgan, da Softpedia. afirmou que o trabalho é simples e um tanto discreto, o que lhe permite incluir tantas histórias que tocam cada um de nós no seu próprio direito, cada caso "é perfeito para exemplificar o belo texto da faixa". Amy Sciarretto, do PopCrush, enalteceu a sobriedade da realização: "A artista combina a interpretação musical com um comentário social consciente e urgente, optando pela subtileza e pela comoção em vez de recorrer a discursos moralistas". Sciarretto acrescentou ainda que o projeto visual "mostra eloquentemente que todos temos o nosso lado obscuro, mas isso é apenas uma faceta e não a história toda". "Não faz a identidade de uma pessoa. Lados negros são apenas um dos muitos factores que fazem parte do que nós somos!", referiu a analista, concluindo que "ninguém é perfeito e as nossas falhas podem tornar-se interessantes". Sarah Maloy, na revista Billboard, sublinhou que a cantora "enfrenta demónios dolorosos do mundo real, transmitindo no final a garantia confortante de que tempos mais luminosos estão ao alcance de todos". O teledisco foi nomeado na categoria de Melhor Vídeo com Mensagem nos MTV Video Music Awards de 2012, perdendo a distinção para "Skyscraper", interpretada por Demi Lovato.
A campanha de divulgação cénica teve início a 19 de outubro de 2011 em Los Angeles, durante um concerto especial no The Troubadour promovido pela Sony Music para apresentar o repertório de Stronger. O tema beneficiou de diversas apresentações televisivas: foi interpretado no especial acústico VH1 Unplugged: Kelly Clarkson, transmitido em novembro de 2011; a 20 de maio de 2012, Clarkson apresentou a gravação ao vivo na cerimónia anual dos Billboard Music Awards, no Las Vegas; e a 22 de maio atuou na final da décima quarta temporada do concurso Dancing with the Stars, num alinhamento conjugado com "Stronger (What Doesn't Kill You)". A 5 de junho de 2012, a cantora executou uma versão acústica intimista no espaço Live Lounge da emissora britânica BBC Radio 1; quatro dias depois subiu ao palco do Estádio de Wembley, em Londres, para a interpretar perante cerca de 80 mil espetadores no festival Summertime Ball da Capital FM; e a 17 do mesmo mês cantou-a nos MuchMusic Video Awards, em Toronto. A obra integrou igualmente o alinhamento principal da digressão mundial Stronger Tour (2012). No plano da cultura popular, a composição foi regravada pelo ator e cantor Darren Criss no papel da personagem Blaine Anderson durante o sétimo episódio da quarta temporada da série televisiva Glee, transmitido a 22 de novembro de 2012 pela FOX.
A versão comercial digital padrão de "Dark Side" disponibilizada internacionalmente compreende apenas a gravação original da faixa com a duração de três minutos e quarenta e quatro segundos. Na Alemanha e na Europa Central, foi editado um lançamento digital alargado contendo remisturas oficiais assinadas pelos produtores Maison & Dragen e Moguai.
| Descarga digital | |||
|---|---|---|---|
| N.º | Título | Duração | |
| 1. | "Dark Side" | 3:44 | |
| Descarga digital na Alemanha | |||
|---|---|---|---|
| N.º | Título | Duração | |
| 1. | "Dark Side" | 3:52 | |
| 2. | "Dark Side" (Maison & Dragen Radio Mix) | 4:03 | |
| 3. | "Dark Side" (Moguai Radio Mix) | 2:59 | |
| Duração total: | 10:54 | ||
Na semana correspondente a 7 de julho de 2012, "Dark Side" estreou na 93.ª posição da tabela norte-americana Billboard Hot 100, ascendendo progressivamente até alcançar o 42.º lugar como melhor classificação na publicação datada de 25 de agosto de 2012. Nessa mesma semana, a composição alcançou o topo da contagem temática Dance Club Songs. Nas emissoras de rádio especializadas, a gravação galgou posições até fixar-se na 7.ª colocação da Adult Pop Songs, tornando-se o décimo primeiro lançamento de Clarkson a ingressar nas dez primeiras posições e permitindo-lhe estabelecer um recorde na contagem ao superar as marcas detidas por Sheryl Crow e Katy Perry. Atingiu ainda o 19.º posto na Adult Contemporary e o 22.º na Pop Songs. Até outubro de 2012, a obra acumulava mais de 504 mil cópias digitais comercializadas nos Estados Unidos segundo a Nielsen SoundScan. No Canadá, o tema estreou-se na 85.ª colocação e atingiu o 26.º lugar da Canadian Hot 100.
No panorama internacional, "Dark Side" registou um desempenho moderado. No Reino Unido, debutou na 56.ª posição e ascendeu ao 40.º lugar da tabela oficial compilada pela Official Charts Company a 23 de junho de 2012. Na Dinamarca, alcançou a 5.ª colocação na tabela de emissão radiofónica da Tracklisten. Atingiu igualmente a 26.ª posição na Escócia, o 17.º lugar na classificação Ultratip da Flandres na Bélgica, o 19.º posto na holandesa Tipparade, a 42.ª posição na Irlanda e a 82.ª colocação na Alemanha. Na Coreia do Sul, a gravação alcançou o 48.º lugar na contagem internacional de descarregamentos na sequência da edição do álbum.
Posições nas tabelas musicais semanais
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Tabelas de fim-de-ano
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Todo o processo de elaboração da canção atribui os seguintes créditos pessoais:
| Região | Data | Formato | Editora discográfica | Ref. |
|---|---|---|---|---|
| Estados Unidos | 5 de junho de 2012 | Rádios mainstream | RCA | |
| França | 11 de junho de 2012 | Descarga digital | ||
| Alemanha | 6 de julho de 2012 |