Doutor Lapena | |
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Foto de urna, TSE, 2024 | |
| 51.º Prefeito de Araraquara | |
| Período | 1º de janeiro de 2025 até a atualidade |
| Vice-prefeita | Meire Laurindo |
| Antecessor(a) | Edinho Silva |
| Vereador de Araraquara | |
| Período | 1º de janeiro de 2009 até 1º de janeiro de 2017 (2 mandatos consecutivos) |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Luís Cláudio Lapena Barreto |
| Nascimento | 26 de agosto de 1964 (62 anos) Araraquara, SP, Brasil |
| Progenitores | Mãe: Maria Lucia Lapena Barreto Pai: Gilbert Gonçalves Barreto |
| Alma mater | Universidade São Francisco UNESP Botucatu |
| Cônjuge | Daiana Carla Galli Lapena Barreto |
| Partido | PSB (2003–2007) PV (2007–2011) PSDB (2011–2015) PP (2015–2017) PSB (2017–2019) Patriota (2019–2023) PL (2023–presente) |
| Profissão | médico e cirurgião plástico |
| Ocupação | político |
Luís Cláudio Lapena Barreto, mais conhecido como Doutor Lapena (Araraquara, 26 de agosto de 1964), é um médico, cirurgião plástico e político brasileiro, filiado ao Partido Liberal (PL). É o atual prefeito de Araraquara.
Foi anteriormente eleito vereador na eleição municipal de 2008 pelo PV e reeleito em 2012 pelo PSDB. Também teve passagens por PSB e Patriota antes de filiar-se ao PL no final de 2023.
Foi eleito prefeito de Araraquara após eleger-se com 55.158 votos, o equivalente 49,18% dos votos válidos na eleição municipal de 2024, tendo como companheira de chapa e vice-prefeita eleita a enfermeira Meire Laurindo (União Brasil).
| Ano | Eleição | Partido | Cargo | Votos | % | Resultado | Ref |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | Municipal de Araraquara | PSB | Vereador | 500 | 0,48% | Não eleito | |
| 2006 | Estaduais em São Paulo | Deputado estadual | 6.466 | 0,03% | Não eleito | ||
| 2008 | Municipal de Araraquara | PV | Vereador | 1.357 | 1,22% | Eleito | |
| 2012 | Municipal de Araraquara | PSDB | 2.265 | 2,04% | Eleito | ||
| 2018 | Estaduais em São Paulo | PSB | Deputado estadual | 12.129 | 0,06% | Suplente | |
| 2020 | Municipal de Araraquara | Patriota | Prefeito | 37.774 | 35,97% | Não eleito | |
| 2022 | Estaduais em São Paulo | Deputado estadual | 26.808 | 0,12% | Não eleito | ||
| 2024 | Municipal de Araraquara | PL | Prefeito | 55.158 | 49,18% | Eleito |
Seu governo é composto por 16 Secretarias Municipais, além da Chefia de Gabinete, Procuradoria Geral do Município e o cargo de Ombudsman (ouvidor), criado em sua gestão.
Fazem parte da administração indireta: a autarquia Departamento Autonomo de Água e Esgoto (DAAE); as fundações municipais Fungota, Fundart e Fundesport; o Fundo Social de Solidariedade (presidido pela primeira-dama); e a empresa de economia mista Morada do Sol Turismo e Eventos.
Luís Cláudio Lapena Barreto tomou posse como prefeito de Araraquara em 1.º de janeiro de 2025, após vencer as eleições municipais de 2024. O primeiro ano de sua gestão foi marcado por forte ênfase no diagnóstico fiscal do município, medidas administrativas de contenção de gastos, reorganização da estrutura do Executivo e controvérsias envolvendo promessas de campanha e decisões relacionadas ao funcionalismo público.
Nos primeiros dias de governo, a administração municipal realizou coletiva de imprensa para apresentar um levantamento da situação financeira herdada das gestões anteriores. De acordo com dados divulgados pela prefeitura, o município possuía dívidas de curto prazo estimadas em cerca de R$ 246 milhões e dívidas de longo prazo superiores a R$ 470 milhões, incluindo precatórios judiciais. Ainda segundo a administração, aproximadamente R$ 100 milhões precisariam ser quitados ao longo de 2025, além de haver insuficiência orçamentária para cobrir despesas com folha de pagamento e encargos sociais.
Reportagens da imprensa regional indicaram que o passivo total do município poderia ultrapassar R$ 1,1 bilhão, considerando obrigações contratuais, previdenciárias, precatórios e ações judiciais em andamento.
Como resposta ao cenário fiscal, a gestão Lapena priorizou a revisão de contratos e promoveu uma reforma administrativa aprovada pela Câmara Municipal, que reorganizou secretarias e cargos do Executivo. O governo municipal afirmou que a medida tinha como objetivo melhorar a eficiência da gestão e adequar a estrutura administrativa às restrições orçamentárias.
Apesar do discurso de austeridade, a nomeação de cargos de confiança ao longo do ano foi alvo de críticas por parte de setores da oposição e de veículos de comunicação locais.
Outro ponto de destaque no primeiro ano de mandato foi a demissão de servidores públicos aposentados que permaneciam em atividade. A medida, baseada em entendimento jurídico sobre a acumulação de aposentadoria e vínculo ativo, gerou ampla repercussão negativa, especialmente por ter ocorrido no final do ano. Sindicatos e familiares dos servidores criticaram a decisão, classificando-a como socialmente insensível.
Durante a campanha eleitoral, Lapena defendeu a ampliação de políticas de gratuidade no transporte público. No entanto, em 2025, o prefeito vetou integralmente um projeto de lei que previa a criação de transporte escolar gratuito no município, alegando inviabilidade financeira. O veto foi criticado por vereadores e movimentos sociais, que apontaram descumprimento de promessas feitas durante o período eleitoral.
Ao longo de 2025, a administração municipal enfrentou embates públicos com representantes políticos locais e estaduais, incluindo críticas relacionadas à condução fiscal, atrasos em pagamentos e priorização de gastos. Esses conflitos evidenciaram um ambiente de forte polarização política no município, especialmente após o encerramento de um longo período de hegemonia partidária anterior.
Durante o segundo ano de mandato, Araraquara chegou a participar da fase de estudos técnicos para adesão ao programa Universaliza São Paulo, modelo de suporte técnico para estruturação de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) de autarquias de águas no estado de São Paulo, instituído na gestão Tarcísio de Freitas (REP). Diante de críticas e manifestações contrárias à possível privatização do Departamento Autônomo de Água e Esgotos (DAAE), a prefeitura oficializou a retirada do programa.
Em setembro, a paralisação de uma terceirizada da limpeza de prédios públicos causou fechamento de creches e escolas por dois dias, a empresa cobra o cumprimento de repasse atrasado de R$ 5 milhões.
Em outubro, a câmara municipal aprovou a revisão da Planta Genérica de Valores (PGV), cuja última atualização fora em 2017, e das alíquotas do IPTU, medidas que causaram controvérsia na população. Em contrapartida imóveis com valor venal até R$ 150 mil terão isenção.
| Precedido por Edinho Silva |
51.º Prefeito de Araraquara 2025 — presente |
Sucedido por Incumbente |