O drimano é um hidrocarboneto bicíclico saturado que pertence à classe dos sesquiterpenos, possuindo a fórmula química básica C₁₅H₂₈. A sua estrutura molecular consiste num sistema condensado de dois anéis de seis carbonos (núcleo da decalina) com substituições específicas de grupos de metilo, servindo de esqueleto fundamental para uma vasta família de metabolitos secundários naturais conhecidos como sesquiterpenoides drimânicos. Estes compostos encontram-se amplamente distribuídos no reino vegetal — tendo sido originalmente isolados de plantas do género Drimys —, bem como em fungos, bactérias e diversos organismos marinhos. Embora o hidrocarboneto drimano em si seja uma molécula quimicamente inerte, os seus derivados funcionalizados e oxidados, tais como o poligodial e o varburganal, exibem uma notável diversidade de atividades biológicas, que incluem propriedades antimicrobianas, citotóxicas e dissuasoras de alimentação contra insetos. Adicionalmente, devido à elevada estabilidade térmica do seu esqueleto carbónico ao longo do tempo geológico, o drimano e os seus homólogos estruturais (como o homodrimano) assumem uma importância crucial na geoquímica orgânica, onde são frequentemente utilizados como biomarcadores moleculares fósseis para a caracterização, correlação e avaliação da maturação de depósitos de petróleo bruto e sedimentos antigos.