Drosera

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Drosera capensis
Drosera capensis
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Caryophyllales
Família: Droseraceae
Género: Drosera
Distribuição geográfica

Espécies
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Drosera anglica
Drosera rotundifolia
Drosera spatulata
Drosera filiformis
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Drosera L. (drósera) é um género botânico pertencente à família Droseraceae. Esta família compreende uma extensa lista de plantas, em sua maioria carnívoras. Caracterizam-se por apresentar folhas dispostas em forma de roseta. As Droseras possuem folhas cobertas por pêlos que produzem uma substância pegajosa, a mucilagem. Ao pousar na folha da planta, o animal fica colado a essas gotas. Quanto mais ele se debate para escapar, mais grudado ele fica. Depois da captura, a planta começa a produzir enzimas digestivas que tratarão de digerir o inseto ou pequeno animal.

Diante desse fator a planta carnívora Drosera capensis, endêmica da África do Sul. Ou seja diante desse fator é possível observar que as plantas carnívoras vivem em solos pobres de alguns nutrientes importantes, como nitrogênio e Fósforo . Diante disso no ecossistema, as plantas carnívoras podem fazer a junção da ecologia com a química, onde a planta possui tentátulos glandulares que secretam mucilagem, aparti disso, pode-se observar, que a planta apresenta processos bioquímico e seu organismos. Sendo assim, é possível observar que seu funcionamento no metabolismo secundário, responsável pela interação ambiental e defesa, que atua nas vias de oxidação que ajudam no processo de digestão . A captura e a digestão exigem um gasto energético na planta, onde ocorre um alerta para sinalizar a planta, fazendo com que ela se movimente para prender a presa, e isso ocorre devido aos fihormônios; a secreção de enzimas proteolíticas e o transporte ativo de nutrientes para a parte interna dos tecidos na região das folhas necessitam de bastante trifosfato de adenosina (ATP) Diante desse fator, para gerar essa energia, é necessário potencializar as vias de respiração celular ao processar os macronutrientes presentes no alimento da planta por meio de quatro vias metabólicas centrais. O estímulo mecânico e químico que ocorre ao inseto ficar se debatendo na armadilha influencia na produção de jasmonatos, hormônios vegetais que estão interligados ao estresse Diante disso, esses jasmonatos fazem com que as folhas se curvem rapidamente e capturem a presa . Ao capturar seu alimento, em suas primeiras 6 horas, ocorre o estoque dos carboidratos. A resposta inicial à captura da presa frequentemente observada nas primeiras 6 horas precisa da mobilização rápida de estoques dos carboidratos através da glicólise Ocorrendo no citoplasma celular, por meio dessa via a planta degrada a glicose em piruvato, fazendo assim as moléculas de ATP por meio da fosforilação em substrato e gerando elétrons que são transportados no formato de NADH. Diante disso, o piruvato em si pode ser descarboxilado a acetil-coenzima A (Acetil-CoA), sendo assim um meio que serve de caminho para as mitocôndrias. Com o tempo que passa no processo de digestão, como por aproximadamente entre 24 e 72 horas, a planta carnívora começa a absorver os lipídeos e triacilgliceróis que estão nos insetos Ocorre a degradação dos ácidos graxos por meio da beta-oxidação, que acontece no interior dos peroxissomos e glioxissomos. Diante disso, nessas vias, os ácidos graxos de cadeia longa dos insetos são oxidados; ao isso ocorrer, removem-se duas unidades de carbono por ciclo, gerando mais unidades de Acetil-CoA, NADH e FADH₂. O Acetil-CoA gerado tanto na glicólise quanto na beta-oxidação pode ser convertido em açúcares através do ciclo do glioxilato e armazenado como amido ou sacarose, ou ser diretamente levado para a matriz mitocondrial para alimentar o Ciclo de Krebs O Ciclo de Krebs age como interconexão metabólica da planta. Ele recebe os açúcares, gorduras e aminoácidos das proteínas do inseto, agindo como um coletor de elétrons de alta energia. Diante disso, a oxidação do Acetil-CoA nesse ciclo pode gerar alta quantidade de NADH e FADH₂, além de fornecer esqueletos de carbono necessários, como o alfa-cetoglutarato e o oxaloacetato, urgentes para a realização de síntese de novos aminoácidos e compostos de defesa, já os equivalentes redutores (NADH e FADH₂) gerados nas etapas anteriores convertem-se nas cristas mitocondriais, onde ocorre a Cadeia Transportadora de Elétrons e a Fosforilação Oxidativa. Os elétrons que foram doados passam por complexos proteicos na membrana interna da mitocôndria, onde ocorre o bombeamento de prótons que faz girar a enzima ATP Sintase. Ao se movimentar de forma mecânica, ela produz o ATP que mantém a planta. O oxigênio age como o receptor final de elétrons nessa cadeia, combinando-se com esses prótons para formar água (H2O). Durante o período de digestão, a taxa respiratória da folha aumenta significativamente, assemelhando-se ao tecido muscular dos animais em esforço físico A Drosera capensis, por volta de 6 a 72 horas, entra na Fase de Digestão e Assimilação; esse é o período em que rotas metabólicas secundárias são fortemente ativadas, como a biossíntese de flavona, flavonol e o metabolismo da fenilalanina. Isso aumenta em até 30 vezes a concentração de compostos secundários como flavonoides, quinonas e, principalmente, a plumbagina. Estas substâncias possuem propriedades antimicrobianas, inseticidas e antibióticas naturais que decompõem os tecidos da presa e impedem que ela apodreça por ação de bactérias ambientais antes da absorção completa Os metabólitos secundários são responsáveis pela captura e a digestão química do inseto, liberando os macronutrientes que abastecem a glicólise, a beta-oxidação e o Ciclo de Krebs Em seguida, a cadeia transportadora de elétrons converte essa matéria orgânica em grandes volumes de ATP. Essa energia não é destinada apenas para a sobrevivência basal, mas também para o feedback de produção de novos metabólitos secundários para os próximos ciclos de captura.

Sinonímia

Espécies

Subgênero Drosera

Secção Drosera

Drosera longifolia
Drosera intermedia
Drosera rotundifolia
Drosera anglica
Drosera bequaertii
Drosera filiformis
Drosera linearis
Drosera affinis
Drosera alba
Drosera arcturi
Drosera arenicola
Drosera capensis
Drosera aliciae
Drosera spatulata
Drosera adelae
Drsera prolifera
Drosera schizandra
Drosera biflora
Drosera brevifolia
Drosera burkeana
Drosera neocaledonia
Drosera magnifica

Secção Bryastrum

Drosera nitidula
Drosera dichrosepala
Drosera barbigera
Drosera ericksoniae
Drosera pulchella
Drosera pygmaea
Drosera scorpioides
Drosera androsacea

Secção Coelophylla

Drosera glanduligera

Secção Lasiocephala

Drosera petiolaris
Drosera falconeri
Drosera paradoxa
Drosera banksii
Drosera brevicornis
Drosera broomensis
Drosera caduca

Secção Meristocaules

Drosera meristocaulis

Secção Phycopsis

Drosera binata

Secção Ptycnostigma

Drosera acaulis

Secção Thelocalyx

Drosera burmannii
Drosera sessilifolia

Subgênero Ergaleium

Secção Ergaleium

Drosera bulbigena
Drosera peltata
Drosera andersoniana

Secção Erythrorhizae

Drosera erythrorhiza
Drosera macrophylla
Drosera browniana
Drosera bulbosa

Secção Stoloniferae

Drosera stolonifera

Subgênero Regiae

Drosera regia

Classificação do gênero

SistemaClassificaçãoReferência
LinnéClasse Pentandria, ordem PentagyniaSpecies plantarum (1753)

Referências

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