| Emina Ilhamy | |||||
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| Quediva-Mãe | |||||
| Consorte do Quediva do Egito | |||||
| Reinado | 25 de junho de 1879 a 7 de janeiro de 1892 | ||||
| Predecessora | Título novo | ||||
| Sucessora | Ikbal Hanim | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 24 de maio de 1858 Constantinopla, Império Otomano | ||||
| Morte | 19 de junho de 1931 (73 anos) Istambul, Turquia | ||||
| Marido | Teufique Paxá | ||||
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| Casa | Maomé Ali (por casamento) | ||||
| Pai | Ibrahim Ilhami Paxá | ||||
| Mãe | Nasrin Qadin | ||||
| Religião | Islamismo | ||||
Emina Ilhamy (em árabe: امینه الهامی; Constantinopla, 24 de maio de 1858 – Istambul, 19 de junho de 1931) também conhecida como Amina Ilhami, foi uma princesa egípcia e membro da Dinastia de Maomé Ali. Ela foi a primeira Consorte do Quediva do Egito de 1879 até 1892 em virtude do seu casamento com o quediva Teufique Paxá. Após a morte do marido, passou a ser conhecida como quediva-durante o reinado de seu filho, Abaz II do Egito, que governou de 1892 a 1914.
A princesa Emina Ilhamy nasceu em 24 de maio de 1858, em Constantinopla (atual Istambul). Era a filha mais velha do príncipe Ibrahim Ilhami Paxá e de sua consorte Nasrin Qadin, falecida em 1871. Tinha duas irmãs, a princesa Zeynab Ilhamy e a princesa Tevhide Ilhamy. A princesa Zeynab casou-se com Mahmud Hamdi Paxá, quinto filho de Ismail Paxá e de Jihan Shah Qadin. Emina era neta de Abaz I do Egito e de Mahivech Hanim.


A princesa Emina casou-se com seu primo paterno, Tewfik Paxá, filho do quediva do Egito, Ismail, o Magnífico, na quinta-feira, 16 de janeiro de 1873. Para celebrar a ocasião, o quediva Ismail promoveu uma recepção no Palácio de al-Hilmiyya, da qual participaram Tewfik, vários ministros de Estado e importantes autoridades religiosas. O poeta al-Sayyid Ali Abu al-Nasr e Muhammad Qadri Bey compuseram e recitaram poemas em homenagem ao acontecimento.
Emina e Tewfik tiveram cinco filhos: o príncipe Abaz Hilmi Paxá, nascido em 1874; o príncipe Mohammed Ali Tewfik Paxá, nascido em 1875; a princesa Nazli Hanim, nascida em 1877; a princesa Khadija Hanim, nascida em 1880; e a princesa Nimetullah Hanim, nascida em 1882.
Após a ascensão de Tewfik ao trono egípcio, em 1879, Emina passou a desempenhar um papel público mais destacado do que o exercido anteriormente pelas mulheres da família quedival. Tewfik abandonou a tradição dinástica de manter concubinas escravizadas e de praticar a poligamia, tendo Emina como sua única consorte. Tornou-se, assim, o primeiro governante egípcio da dinastia a adotar a monogamia. Na imprensa árabe, Emina era chamada de "esposa do quediva", enquanto em francês e inglês recebia denominações como "vice-rainha" ou "consorte do quediva". Com a morte da mãe e da avó paterna de Tewfik, em 1884 e 1886, respectivamente, Emina tornou-se a mulher de maior precedência na casa quedival.
Na condição de quediva, recebia regularmente as esposas e filhas de diplomatas europeus, assim como outras visitantes. Sua presença em cerimônias oficiais era frequentemente mencionada. Durante os eventos de Estado, Emina e as mulheres de sua comitiva permaneciam sentadas atrás de um biombo. Nas festividades, recebia pessoalmente os cumprimentos das convidadas, enquanto as saudações dos homens lhe eram transmitidas por seu principal eunuco. Em geral, a imprensa evitava mencionar seu nome de maneira explícita.


Após a morte de seu marido, o quediva Tewfik, seu filho Abaz Hilmi Paxá assumiu o trono em 7 de janeiro de 1892. Com isso, Emina manteve uma posição de destaque como quediva-mãe. Ela conservou a precedência que havia conquistado quando era quediva e continuou a exercer funções de caráter diplomático.
Detentora de uma considerável fortuna pessoal, Emina destinou grande parte de seus recursos a instituições de caridade, o que lhe rendeu o apelido de "Mãe da Caridade". Uma escola para meninas que ela fundou, cujo principal elemento ornamental é um sabil monumental e ricamente decorado, em estilo barroco turco, fica nas proximidades da mesquita de Ibn Tulun. Atualmente, a instituição é conhecida como Umm Abbas ("Mãe de Abaz").
Emina e seu filho mantiveram pessoas escravizadas em suas residências até a Primeira Guerra Mundial. Embora seu marido se declarasse contrário à escravidão, Emina continuou a chefiar um harém composto por mulheres escravizadas, três das quais foram entregues a Abaz. Apesar de romper com alguns aspectos da cultura tradicional dos haréns da dinastia de Maomé Ali, como ao permitir que um retrato seu sem véu fosse publicado em 1923 e nos anos seguintes, ela continuou a seguir práticas associadas à escravidão doméstica nos haréns até o fim da vida.
Emina criou uma ampla dotação patrimonial, cujos recursos foram parcialmente utilizados para pagar pensões a sessenta pessoas anteriormente escravizadas, entre elas dez eunucos. A maioria dos beneficiários era composta por mulheres, pouco mais da metade das quais eram casadas ou viúvas, o que indica que haviam deixado o serviço de Emina em algum momento anterior. Outras, como sua principal criada, lady Qamar, aparentemente permaneceram a seu serviço até a morte de Emina, em 1931.
Emina faleceu no exílio, em sua casa de campo em Bebek, às margens do Bósforo, em Istambul, em 19 de junho de 1931. Foi sepultada no mausoléu do quediva Tewfik, em Kait Bey, no Cairo.