
Meteoritos eucritos são meteoritos rochosos acondritos do grupo HED, que possuem como corpo parental principal o asteroide 4 Vesta e seus correlatos vestoides. São meteoritos escuros sem côndrulos, na maior parte das vezes brechados com clastos arredondados, comumente apresentam vidro de impacto.
Sua mineralogia é similar a um basalto e é constituído primariamente por piroxênio e plagioclásio que constituem na maior parte das vezes mais de 90% do volume ta rocha. Sua mineralogia acessória é dada por minerais em menor proporção como sílica, apatita, olivina, zircão, baddeleyíta, troilita, e ferro metálico (sem níquel).
Texturalmente podem ser divididos entre cumuláticos/gabroides e basálticos/microcristalino:
Os cumuláticos/gabroides possui granulometria média à grossa, com textura subófitica à intersticial. Possuem intensa exsolução do piroxênio, principalmente do diopsídio exsolvendo lamelas de augita (mais ricas em cálcio). Os basálticos/microcristalinos também chamados de não-cumuláticos possuem, textura ofíttica, subofítica ou criptocristalina, com minerais de granulometria muito-fina (microcristalina) à fina e possuem menos exsolução do piroxênio.
O termo eucrito foi cunhado do grego “eukritos” que significa “facilmente discernível” por Gustav Rose em 1865 para descrever o meteorito Juvinas que caiu em Ardeche na França em 1821. O nome foi dado pela característica bastante visível de ausência de côndrulos, o que o discerne bastante dos condritos.