A granulometria, ou análise granulométrica dos solos, é o estudo da distribuição das partículas que compõem um solo em relação a diferentes intervalos de tamanho. Esse processo envolve a determinação dos diâmetros das partículas e das respectivas proporções em que ocorrem.
O principal objetivo é determinar a distribuição granulométrica e representá-la graficamente por meio da curva de distribuição acumulada, possibilitando assim a determinação geral de suas características físicas. Através da análise granulométrica, diversos tipos de solos podem ser agrupados e designados em função das frações preponderantes dos diversos diâmetros de partículas que os compõem.
A análise granulométrica pode ser realizada:


Não há uma única definição para os intervalos de variação dos diâmetros das partículas. Existem várias escalas em uso pelo mundo como, por exemplo, a Classificação Internacional utilizada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e o Sistema de Classificação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
No Brasil, segundo a ABNT NBR 6502/95, temos a seguinte classificação dos solos de acordo com sua granulometria:
| Classificação | Diâmetro dos grãos (mm) |
|---|---|
| Bloco de rocha | d > 1000 |
| Matacão | 200 < d ≤ 1000 |
| Seixo | 60 < d ≤ 200 |
| Pedregulho | 2 < d ≤ 60 |
| Areia grossa | 0,6 < d ≤ 2 |
| Areia média | 0,2 < d ≤ 0,6 |
| Areia fina | 0,0063 < d ≤ 0,2 |
| Silte | 0,002 < d ≤ 0,0063 |
| Argila | d ≤ 0,002 |
Esse tipo de classificação deve ser avaliado com cautela, pois o comportamento do solo nem sempre é condicionado pela fração predominante. Apesar dessa restrição, a análise granulométrica é universalmente utilizada.