| Evdokia Nikulina | |
|---|---|
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 8 de novembro de 1917 Oblast de Kaluga, União Soviética |
| Morte | 23 de março de 1993 (75 anos) Rostóvia do Dom, Rússia |
| Carreira militar | |
| Força | |
| Anos de serviço | 1941–1945 |
| Unidade | 588º Esquadrão de Bombas, "Bruxas da Noite" |
| Batalhas | Segunda Guerra Mundial |
| Honrarias | |
Evdokia Andreyevna Nikulina (em russo: Евдокия Андреевна Никулина, aldeia de Parfyonovo, 8 de novembro de 1917 – Rostóvia do Dom, 23 de março de 1993) foi um aviadora e comandante do esquadrão das Bruxas da Noite durante a Segunda Guerra Mundial.
Pelo seu serviço militar ela foi agraciada com o título de Heroína da União Soviética em 26 de outubro de 1944.
Nikulina nasceu em 8 de novembro de 1917, na aldeia de Parfyonovo, em uma numerosa família camponesa russa; ela tinha sete irmãos. Após concluir o sétimo ano em uma escola rural, mudou-se para a cidade de Podolsk com o irmão Fiódor, onde passou a trabalhar em uma fábrica de cimento depois de se formar em uma escola profissionalizante, em 1933.
Em 1934 tentou ingressar no aeroclube de Podolsk, mas não foi aceita. Então se candidatou à Escola de Pilotos e Técnicos de Aeronaves da Frota Aérea Civil, em Balashov, onde treinou como mecânica por dois anos. No início de 1936 transferiu-se para a Escola da Frota Aérea Civil de Bataysk. Após se formar como piloto, em 1938, trabalhou no 205º Esquadrão de Operações Especiais da filial de Moscou da Frota Aérea Civil. Ali realizou pulverização agrícola, transporte de correspondência e voos de ambulância aérea, acumulando mais de 500 horas de voo antes do início da guerra.
Após ingressar no Exército Vermelho em 1941 e concluir o treinamento, foi enviada para a Frente Oriental como comandante de esquadrilha. Em combate, atuou nas frentes oriental, Transcaucasiana, do Norte do Cáucaso e 2ª Bielorrussa.
Com a invasão alemã da União Soviética, Nikulina foi enviada ao front como piloto do Grupo Especial Bielorrusso de Aviação da Frota Aérea Civil, onde permaneceu até dezembro de 1941, quando passou a integrar o grupo feminino de aviação fundado por Marina Raskova. Nos primeiros meses da guerra, voou em diversas missões nos aviões Polikarpov R-5 e Polikarpov Po-2, transportando soldados feridos, realizando reconhecimento e levando informações.
Ao deixar a Frota Aérea Civil, iniciou treinamento na Escola Militar de Aviação de Engels. Em fevereiro de 1942 foi inicialmente designada para o 587º Regimento de Aviação de Bombardeiros de Mergulho, que utilizava o Po-2. Em maio, devido à sua experiência prévia em combate com o Po-2, aeronave empregada no regimento de bombardeiros noturnos, foi transferida para o 588º Regimento de Bombardeiros Noturnos como subcomandante de esquadrilha.
O regimento participou de campanhas de bombardeio nas frentes Sul, Transcaucasiana, do Norte do Cáucaso, 4ª Ucraniana e 2ª Bielorrussa. Em 191943,ecebeu o título honorífico de Guarda e passou a se chamar 46º Regimento de Bombardeiros Noturnos da Guarda. Pouco depois de ser enviada para a Frente Oriental, Nikulina foi promovida a comandante de esquadrilha, substituindo Liubov Okhlovskaia, morta em combate em 18 de junho de 1942, na primeira noite de operações do regimento.
A própria Nikulina foi ferida durante uma missão sobre o Cáucaso, quando sua aeronave foi atingida por estilhaços de um projétil antiaéreo. Apesar de os estilhaços terem perfurado o tanque de combustível e de sua navegadora ter perdido a consciência, ela conseguiu realizar um pouso de emergência seguro em território controlado pelos soviéticos. Após tratamento, retornou ao combate.
Em setembro de 1943, ao completar 345 missões de combate, foi indicada ao título de Heroína da União Soviética, mas recebeu a Ordem de Alexandre Nevsky, tornando-se uma das apenas nove mulheres condecoradas com essa ordem. Em setembro de 1944, foi novamente indicada ao título de Heroína, então já com 600 missões realizadas, e recebeu a honraria em 26 de outubro daquele ano.
Ao final da guerra, havia completado 740 missões de combate, lançado 105 toneladas de bombas, destruído dois pontos de artilharia antiaérea, dois holofotes, três travessias, um trecho ferroviário e provocado 177 grandes explosões.
Após a guerra, deixou o serviço ativo, passando para a reserva e posteriormente aposentando-se. Em 1948 formou-se na Escola do Partido Comunista em Rostov-on-Don e, em 1954, graduou-se no Instituto Pedagógico de Rostov-on-Don. Trabalhou no comitê local do partido até se aposentar e viveu o restante da vida em Rostov-on-Don.
Em 2 de julho de 1992, Nikulina e sua neta de quatro anos foram atacadas por assaltantes em sua casa. Ela se recuperou do ataque, mas faleceu pouco depois, em 23 de março de 1993, Rostóvia do Dom, aos 75 anos. Circularam relatos falsos de que teria sido assassinada em sua residência.
Em 2015 foi homenageada com uma estrela na “Alameda dos Heróis”, em Rostov-on-Don.