Exposição Universal de 1970

EXPO Osaka 1970

Torre Kiyonari Kikutake
Detalhes
Classe da BIE Exposição universal
Nome Expo 70
Lema Progresso e Harmonia para a Humanidade (Progress and Harmony for Mankind)
Área 330 hectares
Visitantes 64.210.770
Participante(s)
Local
Realizado em  Japão
Cidade Osaka
Coordenadas 34° 48′ 31″ N, 135° 32′ 06,8″ L
Linha do tempo
Inauguração 15 de março de 1970 (1970-03-15)
Encerramento 13 de setembro de 1970 (1970-09-13)
Exposições universais
Anterior Expo 67 em Montreal  Canadá
Próxima Expo 92 em Sevilha Espanha
Exposições especializadas
Anterior Hemisphere 68 em San Antonio  Estados Unidos
Próxima Expo 71 em Budapeste  Hungria
Teto da construção espacial, Expo 70

Expo '70 (日本万国博覧会, Nihon bankoku hakuran-kai) foi uma feira mundial que aconteceu em Osaka, Japão entre 15 de março e 13 de setembro de 1970. O tema da Expo foi "Progresso e Harmonia para a Humanidade". A Expo é chamada pelos japoneses de Ōsaka Banpaku (大阪万博). Foi a primeira feira mundial realizada no Japão.

O arquiteto principal da Expo foi o japonês Kenzo Tange, auxiliado por mais 12 arquitetos.

Início

Pavilhões Kodak e Ricoh na Expo 70

Osaka foi escolhida em 1965 para sediar a Expo. 330 hectares nas Colinas de Senri, nos arredores de Osaka foram escolhidos e uma comissão temática sob a liderança de Seiji Kaya foi formada. Kenzo Tange e Uzo Nishiyama foram eleitos os produtores da Expo. Dentre os 12 arquitetos escolhidos para auxiliarem Kenzo estavam: Arata Isozaki para a instalação mecânica, elétrica e eletrônica da Praça dos Festivais e Kiyonori Kikutake para a Torre.

Plano principal

Dois princípios principais formaram a ideia principal da exposição. O primeiro foi a ideia de que a sabedoria de todos os povos do mundo viria para o mesmo lugar, estimular novas ideias; a segunda é que seria menos uma "exposição" e mais um "festival". Os projetistas pensaram que, como em outras exposições, deveriam produzir um festival central, unificador que auxiliaria as pessoas a se socializarem. Chamaram esta área de Zona Símbolo e a cobriram, bem como aos pavilhões, com um teto espacial gigante.

Os projetistas gostaram da ideia da Grande Exposição, e criaram um teto da Zona Símbolo que poderia unificar a entidade da Expo. Eles não queriam fazer o mesmo espaço contendo toda a exposição, daí tiveram a ideia da construção dos pavilhões e aí sim, cobrir todos os pavilhões sob o mesmo teto. Os pavilhões nacionais seriam como flores e precisariam estar conectadas a uma via principal e a Zona Símbolo seria o caule, por onde os pedestres andariam. Estes elementos foram reforçados por muitas cores, com o caule em branco e os pavilhões em suas próprias cores, determinados pelo arquiteto nacional.

Pavilhões maiores

Pavilhão Canadense

Setenta e sete países participaram da Expo, que obteve recorde de visitantes 64.218.770) que só foi superado pela Expo 2010 em Xangai.

Pavilhões coreano (esquerda), da Alemanha Oriental (meio) e Alemanha Ocidental (direita)

Outras atrações

Uma atração popular da feira foi uma grande pedra lunar em exposição no Pavilhão dos Estados Unidos. Foi trazida da Lua pela Apollo 12 em 1969.

Foi na Expo 70 a primeira apresentação do sistema IMAX de cinema, com a produção canadense Tiger Child para o Pavilhão do Grupo Fuji.

Na feira também houve demonstrações de telefone celular, local area network e tecnologia Maglev para trens.

Hoje

O local da Expo 70 hoje é o Parque de Comemoração da Expo. Quase todos os pavilhões foram demolidos, mas alguns poucos permanecem intactos, incluindo parte do teto da Praça de Festivais e a Torre do Sol.

Ainda existe uma cápsula do tempo, que deverá ser aberta em 5.000 anos, no ano 6.970. A cápsula foi doada pela Matsushita Electric Industrial Co..

Referências

  1. ↑ Kultermann (1970), p 282
  2. ↑ Kultermann (1970), p 284
  3. ↑ Kultermann (1970), p 286
  4. ↑ «Canada the Land». Documentary film. National Film Board of Canada. Consultado em 24 de julho de 2010
  5. ↑ Pindal, Kaj. «The City». Animated short. National Film Board of Canada. Consultado em 3 de agosto de 2010
  6. ↑ Weldon, Carolyne. «The NFB and World Fairs, pt. 2: Osaka and Expo 70». NFB.ca Blog. National Film Board of Canada. Consultado em 3 de agosto de 2010
  7. ↑ Curran, Peggy (19 de setembro de 2012). «Melvin Charney: A towering figure in Montreal architecture». Montreal Gazette. Consultado em 22 de setembro de 2012
  8. ↑ Föllmer [n.d.]; Föllmer (1996); Kurtz (1992), p 166.
  9. ↑ Föllmer [n.d.].
  10. ↑ Kurtz (1992), p 179.
  11. ↑ «Expo 70 Soviet Pavilion». Architectuul. Consultado em 18 de agosto de 2014
  12. ↑ http://schatkamer.nai.nl/en/projects/nederlands-paviljoen-wereldtentoonstelling-osaka

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