| Falsa Loura | |
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Cartaz do filme, destacando a atriz Rosanne Mulholland. | |
| Brasil 2007 • cor • 103 min | |
| Género | drama |
| Direção | Carlos Reichenbach |
| Roteiro | Carlos Reichenbach |
| Elenco | Rosanne Mulholland João Bourbonnais Djin Sganzerla Suzana Alves Maeve Jinkings Jiddu Pinheiro Cauã Reymond |
| Lançamento | 18 de abril de 2008 |
| Idioma | português |
Falsa Loura é um longa metragem brasileiro de drama dirigido por Carlos Reichenbach. Falsa Loura foi apresentado pela primeira vez no Festival de Brasília, no dia 24 de novembro de 2007.
Em 2026, foi eleito o 24° melhor filme brasileiro do século XXI pelo jornal Folha de São Paulo.
Silmara (Rosanne Mulholland) é uma operária que sustenta o pai, Antero, um ex-presidiário por quem zela muito, temendo que um dia ele possa voltar ao mundo do crime. Ela trabalha em uma fábrica de couro com um grupo de amigas – a fofoqueira Milena (Suzana Alves), a tímida Briducha (Djin Sganzerla), a recatada Luíza (Vanessa Prieto) e a esperançosa Valquiria (Priscila Dias) – vivendo os conflitos e dilemas da falta de perspectiva da vida que levam. Apesar da fama de libertina e sempre arrumar confusão no trabalho, Silmara tem bom coração e ajuda Briducha a descobrir sua beleza, além de dar uma força para que o irmão, Tetê (Léo Áquilla), que se transforma em drag queen, fique com seu próprio ex-namorado, o malandro Tito (Jiddu Pinheiro).
Durante uma noite em que vai ao Clube Alvorada com Milena, Briducha e a vizinha Lígia (Maeve Jinkings), a jovem acaba se envolvendo com Bruno (Cauã Reymond), vocalista da banda Bruno e os Andrés, que está em ascensão pelo Brasil. Embora humilhada por ser pobre e tratada com inferioridade pelo músico, a moça é tida pelas companheiras de fábrica como uma celebridade e, mesmo tentando explicar a realidade dos fatos, tem que aprender a lidar com a ascensão social no mundo em que vive.
No Festival de Brasília do Cinema Brasileiro no ano de 2007, o filme foi premiado com o Troféu Candango de melhor atriz coadjuvante para Djin Sganzerla. No Prêmio Contigo de Cinema Nacional, a atriz Rosanne Mulholland venceu o troféu de melhor atriz.
O filme também venceu o Troféu APCA de 2009 na categoria de melhor roteiro.
Marcelo Hessel, do portal Omelete, fez crítica positiva ao filme e anotou que: "quem se acostumou a ver em filmes nacionais edificantes o brasileiro traduzido como o sertanejo humilde e passivo pode se surpreender com o retrato que Reichenbach faz da classe média baixa e do proletariado de modo geral e do brega em particular."
Sérgio Rizzo, do jornal Folha de S.Paulo, escreveu de maneira elogiosa sobre o longa e a direção de Reichenbach, dizendo que "Falsa Loura demonstra mais uma vez, na carreira de Carlos Reichenbach, que cinema de alcance popular não precisa se render ao popularesco nem subestimar o espectador."
Luiz Zanin, do jornal paulista O Estado de S. Paulo, também criticou de maneira positiva, a direção de Reichenbach e atuação de Rosanne, anotando que: "Carlão é um diretor experiente que filma com a garra de um iniciante. É a força (e às vezes a fraqueza) do seu cinema. Busca a emoção e, libertário, teima em acreditar que a cultura proletária ainda possa conviver com a indústria cultural pós-moderna."
Em 2008, o filme foi lançado em DVD. Foi lançado pela produtora paulista Imovision.