Felipe Fraga | |
|---|---|
| Fraga em 2023 | |
| Informações pessoais | |
| Nome completo | Felipe Castro Fraga |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Nascimento | 3 de julho de 1995 (31 anos) Jacundá, Pará |
| Filhos | 1 |
| Registros no Mundial de Endurance | |
| Temporadas | 2 (2019–20, 2021) |
| Equipes | 2 (Team Project 1 e TF Sport) |
| Corridas | 11 |
| Títulos | 0 (2º em 2021) |
| Vitórias | 1 |
| Pódios | 4 |
| Pontos | 123 |
| Pole positions | 2 |
| Primeira corrida | 4 Horas de Silverstone de 2019 |
| Última corrida | 8 Horas do Barém de 2021 |
| Registros nas 24 Horas de Le Mans | |
| Edições | 4 (2019-2022) |
| Equipes | 4 (Keating Motorsport, Team Project 1, TF Sport e Riley) |
| Melhor resultado | 26º em 2021 |
| Vitórias em classe(s) | 0 (2º em 2021 - GTE Am) |
| Títulos | |
Felipe Castro Fraga (Jacundá, 3 de julho de 1995) é um automobilista brasileiro que atualmente compete na Stock Car Pro Series pela equipe Eurofarma RC e recentemente competiu na IMSA SportsCar Championship pela Riley.
Estreou na Stock Car em 2014 pela Vogel Motorsport, correndo em tempo integral até 2019. Após disputar três etapas em 2022, retornou de forma integral em 2023 pela Blau Motorsport. Foi campeão da Stock Car Brasil em 2016, tornando-se assim o mais jovem piloto a ser campeão da categoria, e conquistou o bicampeonato em 2025. Venceu a Corrida do Milhão de 2016, além de ser o campeão do Campeonato Brasileiro de Turismo da temporada 2013. Em 2020, assinou com o time oficial da Mercedes para correr o Intercontinental GT Challenge. Disputou o Campeonato Mundial de Endurance da FIA por duas temporadas, sendo vice-campeão em 2021.
Nascido na cidade paraense de Jacundá e radicado no Tocantins, Felipe Fraga é filho do empresário Irineu Fraga e de Silvani de Castro Fraga. Seu irmão mais velho Thiago também é piloto, competindo em ralis. Felipe se mudou para Palmas aos três anos, onde se criou. É casado com Vanessa Castro, com quem tem um filho, Daniel.
Fraga iniciou sua carreira em 2001, aos seis anos, ao disputar três provas do campeonato brasiliense de kart na categoria Mirim. No ano seguinte, se sagrou campeão nessa categoria. Foi pentacampeão brasileiro de kart, conquistando seus títulos de forma consecutiva entre 2005 e 2009.
Fraga avançou para os monopostos em 2012, quando se juntou à Tech 1 Racing para disputar campeonatos europeus de Fórmula Renault. Pela Eurocopa de Fórmula Renault, Fraga teve como melhor resultado um terceiro lugar na corrida final em Barcelona, terminando em décimo oitavo com 21 pontos. Já na F-Renault Alpes, Fraga teve dois pódios em Pau e em Barcelona, sendo nono colocado com 52 pontos.
Fraga chegou a ser anunciado pela Manor MP Motorsport, equipe satélite da Marussia, para a temporada 2013 da Eurocopa de Fórmula Renault, mas por falta de orçamento, não pôde seguir no automobilismo europeu.
Fraga retornou ao Brasil em 2013, disputando a temporada inaugural do Campeonato Brasileiro de Turismo, na época, a principal categoria de acesso à Stock Car Brasil. Correndo pela W2 Racing, Fraga começou de forma dominante, vencendo em Brasília, Cascavel e Ribeirão Preto. A sequência de vitórias foi interrompida com o nono lugar em Cascavel, e no Velopark, Fraga enfrentou ainda mais problemas ao abandonar, vendo a liderança ir para Pedro Boesel por dois pontos. Mas Fraga voltou a vencer em Curitiba, na mesma semana em que ele teve que lidar com dengue e catapora. Em Brasília, Fraga fez a pole, mas foi obrigado a largar em último por ter trocado o motor. Mesmo assim, o tocantinense se destacou com um show de ultrapassagens que o alavancaram à segunda colocação. Na última etapa, em Interlagos, que contava com pontuação dobrada, Fraga ficou em sétimo, o que daria o título a Marco Cozzi. Mas punições ao quarto colocado Gabriel Casagrande e ao quinto colocado JV Horto promoveram Felipe à quinta posição, e com isso, ele se sagrou campeão brasileiro de turismo com quatro vitórias, sete poles e 160 pontos, apenas um a mais do que o vice Cozzi.
Em 2014, Fraga subiu para a Stock Car Brasil, competindo pela Vogel Motorsports. Fez história ao vencer a Corrida de Duplas, em sua primeira corrida na categoria, onde dividiu o carro com Rodrigo Sperafico. Nessa etapa, Fraga também se tornou o mais jovem vencedor de uma etapa da Stock Car, batendo um recorde que pertencia a Thiago Camilo, que tinha 20 anos quando venceu pela primeira vez. Em Brasília, Fraga fez sua primeira pole position na Stock, batendo mais um recorde: o de mais jovem a largar na posição de honra. Fraga ainda venceria novamente em Goiânia, acumulando outro pódio com o segundo lugar em Salvador.
Em 2015, Fraga se transferiu para a Voxx Racing (mais tarde Cimed Racing), sendo companheiro de Marcos Gomes, que viria a ser campeão da temporada. Venceu em Campo Grande, foi segundo em Tarumã e terceiro em Interlagos, ajudando a Voxx a ser campeã de equipes. Em 2016, Fraga venceu a Corrida do Milhão. Além dessa, ele teve outras vitórias em Londrina, Curitiba, Curvelo e Santa Cruz do Sul. Chegou à última etapa precisando de um 12º lugar para ser campeão. Seu principal adversário era seu ídolo de infância Rubens Barrichello, que terminou a prova em segundo. Mas como Fraga chegou em décimo, ele totalizou 311 pontos e garantiu o título. Aos 21 anos, Fraga se tornou o mais jovem piloto a ser campeão da categoria, batendo o recorde que pertencia a Giuliano Losacco, campeão da Stock Car em 2004 aos 27.
Fraga venceu quatro vezes em 2017, nas etapas do Velopark, Curvelo, Velo Città e na Argentina, mas sofreu com um ano irregular e terminou na sexta colocação. Ele voltou a brigar pelo título em 2018, tendo vitórias em Curitiba, Campo Grande e Velo Città, mas chegou à última etapa precisando que seu principal adversário, Daniel Serra, não passasse do 12º lugar. Contudo, Serra foi quarto colocado, sendo campeão, enquanto Fraga amargou o vice, acumulando 310 pontos. Em 2019, Fraga somou três vitórias nos circuitos de Curvelo, Velo Città e Orlando Moura, sendo quarto colocado com 313 pontos. Antes do final da temporada, anunciou que se afastaria da Stock Car para se dedicar à sua carreira internacional.

Após dois anos de ausência, Fraga retornou em 2022 para a Corrida de Duplas em Interlagos, dividindo carro com Cacá Bueno. Fraga ainda competiu novamente em Interlagos nessa temporada, substituindo Daniel Serra na Eurofarma RC. Teve ótimo desempenho, sendo sétimo na corrida 1 e vencendo a corrida 2. Acabou retornando definitivamente em 2023, agora pela Blau Motorsport. Fraga não venceu, mas conquistou sete pódios, terminando a temporada em quinto com 265 pontos. O jejum de vitórias de Fraga na Stock Car teve fim em 2024, durante a etapa do Uruguai. Mas ele só teve mais dois pódios em Velo Città e Goiânia, terminando em 13º com 685 pontos.
2025 marcou grandes mudanças na Stock Car, com os Sedans cedendo seu lugar aos SUVs. E Fraga voltou a fazer história ao ser o primeiro piloto a conquistar a pole e a vitória com os novos carros. Começou liderando a temporada, perdendo momentaneamente o posto para o companheiro de equipe Gaetano Di Mauro, mas Fraga voltou a liderar após ser segundo em Cascavel. Manteve a liderança nas etapas seguintes, garantindo mais pódios no Velo Città e em Campo Grande. Em Brasília, Felipe conquistou uma vitória improvável, numa corrida em que os nove pilotos à sua frente foram desclassificados por não terem cumprido a parada obrigatória a tempo. Mais um pódio veio com o segundo lugar na corrida principal. Fraga brigou pelo título com seu companheiro de equipe Gaetano Di Mauro, chegando à Super Final em Interlagos, na liderança e dependendo apenas de si. Na corrida sprint, Fraga largou na pole, mas Di Mauro ocupou a liderança no momento da entrada do safety car, tendo feito nove voltas e perto de concluir a décima, enquanto Fraga e os outros pilotos ainda estavam na oitava volta, até que a prova foi suspensa. Mas após a relargada, os comissários decidiram que a prova seria retomada a partir da volta 8, fazendo com que Di Mauro despencasse para o vigésimo quinto lugar. Enquanto isso, Fraga retomou a liderança, venceu e se sagrou bicampeão da Stock Car.

Após participar da Petit Le Mans de 2018, Fraga iniciou sua parceria com a Riley Motorsports em 2019, competindo em quatro etapas do IMSA SportsCar Championship. Em 2020, disputou apenas as 24 Horas de Daytona pela equipe, mas em 2021, Fraga disputou cinco etapas, indo ao pódio em todas e vencendo quatro. Em 2022, Fraga somou três vitórias, incluindo as 24 Horas de Daytona pela classe LMP3. Subiu para a classe LMP2 em 2024, dividindo o carro com o ex-F1 Felipe Massa em Daytona, terminando em terceiro. Foram quatro pódios no total, o que rendeu a Fraga o vice-campeonato em sua classe. Em 2025, Fraga foi segundo em Daytona, mas em outubro, ele anunciou sua saída da Riley e da IMSA para 2026.

Fraga estreou no Campeonato Mundial de Endurance da FIA na temporada 2019–20, disputando cinco etapas pela Team Project 1. Mas sua primeira temporada em tempo integral foi em 2021, quando ele competiu pela TF Sport, guiando um Aston Martin Vantage AMR com Dylan Pereira e Ben Keating. Na classe GTE-Am, Fraga conquistou pódios em Spa e Le Mans, além de vencer as 6 Horas do Barém, mas perdeu o título na corrida final, após seu carro se envolver em acidentes e abandonar. Assim, Fraga acabou como vice-campeão.

Fraga fez sua estreia nas 24 Horas de Le Mans em 2019 pela Keating Motorsport, dividindo um Ford GT com Ben Keating e Jeroen Bleekemolen. O trio tinha sido vencedor da prova, mas acabou desclassificado por conta de irregularidades no abastecimento. Com o mesmo trio, retornou em 2020 pela Team Project 1, sendo décimo quarto. Fraga conquistou o pódio na edição de 2021, sendo segundo colocado, mas teve seu troféu e seu macacão furtados no trem. Em 2022, Fraga competiu na classe GTE Pro com a Riley, juntamente com Sam Bird e Shane van Gisbergen, com o trio ficando em quinto lugar.
Em setembro de 2025, foi anunciado que Fraga estrearia na European Le Mans Series, substituindo Thomas Laurent na DKR Engineering. Fraga conduziu o Oreca 07 número 3 ao lado de Georgios Kolovos e Laurents Hörr, terminando na sétima colocação.
Fraga disputou a temporada de 2022 da Deutsche Tourenwagen Masters pela Red Bull AF Corse, guiando um Ferrari 488 GT3 Evo. Teve seu primeiro pódio ao ser segundo em Portimão, mas seu ápice foi a vitória em Norisring, a primeira de um piloto brasileiro desde 2013, quando Augusto Farfus venceu em Zandvoort. Mas Fraga só pontuou em cinco etapas, abandonando sete e se classificando em décimo sexto. Essa acabou sendo a única temporada dele na DTM, já que a Red Bull deixou a categoria.