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Fetoscopia é um exame endoscópico realizado para observar o feto durante a gravidez.
Em 1945, Björn Westin publicou um estudo que documentava o uso de um panendoscópio para a observação direta de embriões. Em 1966, Agüero et al. publicaram um estudo que utilizava a histeroscopia par aobservar várias características do feto, do colo do útero e do útero. Em 1972, Carlo Valenti, do SUNY Downstate Medical Center, registrou uma técnica a qual denominou de "endoaminioscopia", que permitia a visualização direta do feto em desenvolvimento. Posteriormente, Gallinat fez a primeira tentativa de padronizar essas técnicas em 1978.
Devido à forma invasiva e ao alto risco que representavam para o feto, esses procedimentos foram rapidamente descontinuados e substituídos pela ultrassonografia transvaginal na década de 1990. Nessa época, instrumentos menores foram desenvolvidos, reduzindo o risco para o feto e proporcionando uma melhor visualização para o médico. Por sua vez, isso permitiu o desenvolvimento de técnicas para intervenções cirúrgicas, como a biópsia. Em 1993, pesquisadores como Cullen, Ghirardini e Reece já se referiam a essa técnica como "fetoscopia".
O campo da fetoscopia cirúrgica minimamente invasiva continuou a se desenvolver desde os anos 2000. Médicos como Michael Belfort e Ruben Quintero têm usado a técnica para remover tumores e corrigir espinha bífida em fetos ainda dentro do útero.
A fetoscopia é um procedimento cirúrgico que pode envolver o uso de um dispositivo de fibra ótica chamado fetoscópio. Pode haver alguma confusão com o uso de tipos especializados de estetoscópios, incluindo cornetas Pinard e sondas Doppler, para monitorar audivelmente a frequência cardíaca fetal (FCF). Essas ferramentas de diagnóstico auditivo também são chamadas de "fetoscópios", mas não estão relacionadas à fetoscopia visual.