Filippo Archinto | |
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| Arcebispo da Igreja Católica | |
| Arcebispo de Milão | |
| Ticiano, Retrato do Arcebispo Filippo Archinto (década de 1550), Museu Metropolitano de Arte, Nova Iorque. | |
| Atividade eclesiástica | |
| Diocese | Arquidiocese de Milão |
| Nomeação | 16 de dezembro de 1556 |
| Predecessor | Giovan Angelo Arcimboldi |
| Sucessor | Carlos Borromeu |
| Mandato | 1556–1558 |
| Ordenação e nomeação | |
| Nomeação episcopal | 19 de março de 1539 |
| Nomeado arcebispo | 16 de dezembro de 1556 |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Milão 5 de julho de 1495 |
| Morte | Bérgamo 21 de junho de 1558 (62 anos) |
| Nacionalidade | italiano |
| Progenitores | Mãe: Maddalena Torriani Pai: Cristoforo Archinto |
| Habilitação académica | Direito — Universidade de Pavia e Universidade de Bolonha |
| Funções exercidas | -Bispo de Borgo San Sepolcro (1539-1546) -Bispo de Saluzzo (1546-1556) |
| Arcebispos Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Filippo Archinto (5 de julho de 1495 – 21 de junho de 1558) foi um jurista, diplomata e arcebispo italiano, que serviu como Governador de Roma, Vigário papal de Roma, e, posteriormente, arcebispo de Milão. Foi reconhecido por sua atuação diplomática junto ao Sacro Império Romano-Germânico e à Santa Sé, sendo estimado tanto pelo imperador Carlos V quanto pelo Papa Paulo III.
Filippo Archinto nasceu em Milão, filho de Cristoforo Archinto e Maddalena Torriani. Estudou Direito nas universidades de Pavia e Bolonha, obtendo o título de doutor. Retornou a Milão, onde ingressou no Colégio dos Juristas.
Em 1529, participou de uma embaixada de Milão ao imperador Carlos V em Barcelona, representando a fidelidade da cidade ao império. Em 1535, após a morte de Francisco II Sforza, foi novamente enviado como embaixador a Nápoles, sendo nomeado conselheiro imperial por Carlos V.
Mais tarde, o imperador o designou para uma missão diplomática junto ao Papa Paulo III, negociando questões territoriais relativas ao Marquesado de Monferrato.
Reconhecido por seu talento diplomático, Paulo III o nomeou Protonotário apostólico e, em 6 de maio de 1538, Vice-Camareiro da Igreja Romana e Governador de Roma. Acompanhou o Papa a Nice nas negociações de paz entre Francisco I de França e Carlos V, sendo, depois, enviado como Governador a Camerino para resolver disputas de sucessão.
Pregou, em 1539, o sermão fúnebre da imperatriz Isabel de Portugal, esposa de Carlos V. Foi também membro da Congregação encarregada da administração da Basílica de São Pedro.
Em 19 de março de 1539, Paulo III o nomeou Bispo de Borgo San Sepolcro; e em 19 de outubro de 1546, foi transferido para a Diocese de Saluzzo. Entre 1546 e 1556, serviu simultaneamente como Vigário de Roma e participante do Concílio de Trento, em Bolonha.
Em 1554, foi designado Núncio Apostólico em Veneza, com autoridade de legatus a latere. Dois anos depois, em 16 de dezembro de 1556, o Papa Paulo IV o nomeou arcebispo de Milão — porém, devido a conflitos entre a Santa Sé e a coroa espanhola, o governador de Milão, Juan de Fonseca, impediu sua entrada na cidade.
Refugiou-se em Bérgamo, onde exerceu administração pastoral até sua morte, em 21 de junho de 1558.
Publicou, entre outros textos: