| Um Jornal a Serviço de Deus | |
Fachada do Templo de Salomão, sede da Igreja Universal | |
Capa da edição n° 1.725, da semana do dia 04 a 10 de maio de 2025 | |
| Periodicidade | Semanal (Aos domingos) |
|---|---|
| Formato | Tabloide |
| Sede | São Paulo |
| País | Brasil |
| Preço | Distribuição gratuita |
| Fundação | 15 de março de 1992 (34 anos) |
| Fundador(es) | Edir Macedo |
| Presidente | Marelis Brum |
| Proprietário | Igreja Universal |
| Editor | Janaína Medeiros |
| Idioma | Português |
| Circulação | Nacional |
| Website | www.universal.org/folha-universal |

A Folha Universal é um jornal semanal brasileiro publicado semanalmente pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), circulando por todo o Brasil. Fundado em 1992, o jornal é conhecido por sua utilização como material evangelístico em bairros residenciais, presídios, hospitais, entre outros locais onde se realizam as ações dos diversos projetos sociais da IURD. Além de conteúdo cristão, a cada edição o jornal aborda as principais notícias nacionais e internacionais da semana.
A Redação do jornal é localizada no Brás, na "Rua João Boemer", a mesma onde se encontra a réplica do Templo de Salomão, cuja construção foi promovida pela IURD.
Manifestando a visão do cristianismo defendida pela Igreja Universal, de vertente neopentecostal, aliada à orientação marcadamente conservadora adotada pela igreja, a Folha Universal foi utilizada em diversas ocasiões para disseminar discurso de ódio contra diversos grupos, como ocorreu em casos de intolerância religiosa contra a Igreja Católica e religiões de matriz africana, embora esse tipo de discurso em particular tenha diminuído nos últimos anos.
Em 1999, a Folha Universal publicou uma fake news sobre Mãe Gilda de Ogum, na qual, além de reproduzir uma foto da líder religiosa, esta foi acusada e insultada com palavras pejorativas. A notícia continha os dizeres "macumbeira charlatã" para se referir a Mãe Gilda.
A notícia, aliada à postura da Igreja com relação às religiões afro-brasileiras, provocou uma série de perseguições contra Mãe Gilda. Em uma ocasião, ela e seu marido foram hostilizados e agredidos por membros da Assembleia de Deus. Os fiéis chegaram a invadir o terreiro administrado por Mãe Gilda.
Com a saúde afetada pelas agressões, Mãe Gilda veio a sofrer um infarto, falecendo em 21 de janeiro de 2000. Seu legado foi mantido por sua filha Jaciara, que processou a Igreja Universal por danos morais.
Em 2005, a Justiça condenou a IURD a pagar uma indenização à família de Mãe Gilda.
Em memória da líder religiosa, a data de seu falecimento foi escolhida para o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, que veio a ser instituído por lei em 2007.
A Folha Universal está proibida de mostrar a imagem da apresentadora Xuxa, após uma decisão jurídica sobre o caso de uma matéria publicada pelo jornal em agosto de 2008 afirmando que Xuxa "teria vendido sua alma ao diabo", além de reclamação da apresentadora do jornal ter utilizado a sua imagem de forma não autorizada. O despacho da ação judicial afirma que "a imagem da autora foi usada e associada à figura do demônio. Tal vinculação é ofensiva, apelativa e desonrosa a qualquer pessoa".
A Justiça também condenou a Folha Universal a pagar uma indenização de R$ 150 mil. Na decisão, a juíza Flávia de Almeida Viveiros de Castro alegou que a reportagem não tinha um traço sequer de informação, mas só especulação.
Em 2022, a Igreja Universal do Reino de Deus usou o jornal para atacar Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores (PT), e para apoiar a candidatura de Jair Bolsonaro, que estava em segundo lugar nas pesquisas da corrida presidencial.
A assessoria da igreja afirmou que as opiniões nos textos refletiam os autores, não necessariamente a posição da igreja.