Fortaleza de Itaipu

Forte de Itaipu
Fortaleza de Itaipu
Construção Rodrigues Alves (1903)
Conservação Bom
Aberto ao público Sim

Forte Duque de Caxias de Itaipu, conhecido por Fortaleza de Itaipu, localiza-se na Ponta de Itaipu, em Praia Grande, dominando a barra de São Vicente, no litoral do estado de São Paulo.

História

Tendo o Presidente do Estado de São Paulo, Dr. Bernardino José de Campos Júnior, durante a Revolta da Armada de 1893, constatado pessoalmente a precariedade do sistema defensivo da barra de Santos, constituído pela Fortaleza de Santo Amaro e pelo Forte Augusto, decidiu-se modernizar aquela defesa.

O Forte de Itaipu, projetado em 1896, destinava-se a controlar o movimento de embarcações na barra de São Vicente, acesso ao Porto de Santos. A sua artilharia, seis canhões Krupp 150 mm L/50 foi encomendada da Alemanha em 1901. Os dois anos seguintes foram consumidos na execução das obras de infra-estrutura: estradas, contenção de encostas e pontes de acesso, e um viaduto com vão livre de 20 metros e flecha de seis metros. A partir de 1903, iniciou-se a construção da primeira bateria, e em seguida, entre 1904 e 1906, foram levantados o Quartel, o Paiol, a Casa do Comandante e outras edificações. A partir de 1909, foi iniciada a segunda bateria, de obus (Bateria General Gomes Carneiro) e, no ano seguinte (1910), as obras complementares. As suas obras foram executadas pelo Coronel Ximeno Villeroy (GARRIDO, 1940:135). Em 1918 foram entregues as instalações do "Forte Duque de Caxias" e, no ano seguinte (1919), as do "Forte de Jurubatuba", ambos dotados de canhões franceses Schneider-Canet de 150 mm, com alcance de 9 quilómetros).

Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, a guarnição do forte alinhou-se ao lado dos revolucionários que lutavam contra o governo do então presidente Getúlio Vargas (1930-1945) (GARRIDO, 1940:136). Bombardeado por uma esquadrilha de hidroaviões Savoia-Marchetti S.55 governistas, a guarnição substituiu estrategicamente os canhões Schneider-Canet por réplicas de madeira pintada, embarcando a verdadeira artilharia e munição no "Fantasma da Morte", um trem adaptado pelos revolucionários, utilizado na linha de combate.

Durante a Segunda Guerra Mundial o forte manteve-se em estado de alerta, assegurando a navegação naquele trecho das águas territoriais brasileiras, acesso ao estratégico Porto de Santos. Nesse contexto, foi iniciada a construção da terceira bateria, denominada "Forte General Rego Barros".

Na década de 1950 encontrava-se guarnecido pelo 5º Grupo de Artilharia de Costa, ainda artilhado com os canhões Schneider-Canet de 150 mm (BARRETTO, 1958:267).

A partir de 1 de Abril de 1960, as dependências do forte passaram a ser guarnecidas pelo 6º Grupamento de Artilharia de Costa Motorizado (6º GACosM) tendo a sua artilharia sido substituída por canhões móveis Vickers-Armstrong de 152,4 mm.

A partir de 1994 as instalações do forte encontram-se abertas à visitação pública.

Ver também

Bibliografia

Ligações externas

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