Fortim dos Emboabas

Fortim dos Emboabas
Construção (Início do séc. XVIII)
Parte deSão João del Rei, MG: conjunto arquitetônico e urbanístico
Processo0068-T-38
Livro do tomboBelas Artes
Número do registro001
Data de registro4 de março de 1938

O Fortim dos Emboabas é uma edificação localizada no município brasileiro de São João del-Rei.

Segundo a tradição oral, serviu de forte a portugueses e brasileiros do norte, que nela se entrincheiraram contra o ataque dos paulistas durante a Guerra dos Emboabas, ocorrida entre 1707 e 1709.

De propriedade do Almirante Max Justo Guedes, desde 2009 está em processo de doação à Universidade Federal de São João del-Rei.

A UFSJ pretende instalar no espaço o Centro de Referência da Cultura Popular "Max Justo Guedes".

História

O Fortim dos Emboabas localiza-se no bairro Alto das Mercês, em São João del-Rei, e é considerado um dos casarões mais antigos da cidade.

Segundo a tradição oral local, o imóvel teria servido de fortificação para portugueses e brasileiros oriundos do norte durante a Guerra dos Emboabas (1707–1709), quando seus ocupantes teriam se entrincheirado contra ataques de grupos paulistas. Em razão dessa tradição, o edifício passou a ser conhecido como Fortim dos Emboabas.

O imóvel pertenceu ao almirante e historiador naval Max Justo Guedes, especialista em História Naval Brasileira e História da Cartografia. Em 2009, Guedes doou à Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) o casarão e seu acervo de arte popular brasileira, incluindo uma coleção de cerâmicas de diversas regiões do país, com o objetivo de transformar o espaço em um centro cultural voltado para a comunidade do bairro Alto das Mercês e para a cidade de São João del-Rei.

Após a incorporação do imóvel à UFSJ, o local passou a sediar o Centro de Referência de Cultura Popular Max Justo Guedes (CMAX), projeto de extensão universitária dedicado à preservação e valorização da cultura popular. O espaço abriga ainda o Museu do Barro e o Museu de Vivências, voltados à preservação do patrimônio material e imaterial da região.

Em 2024, o edifício passou por obras de restauração que incluíram intervenções nas esquadrias de madeira, pintura, telhado e revestimentos, em projeto desenvolvido pela UFSJ com participação de docentes, estudantes e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Tombamento

O Fortim dos Emboabas é protegido nas esferas federal e municipal em razão de seu valor histórico e cultural.

Na esfera federal, o imóvel encontra-se inserido no conjunto arquitetônico e urbanístico de São João del-Rei, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 4 de março de 1938, por meio do processo n.º 68-T-38, com inscrição n.º 1 no Livro do Tombo de Belas Artes.

Segundo informações divulgadas pela Universidade Federal de São João del-Rei, o casarão é tombado nas instâncias federal e municipal, condição que contribui para sua preservação e para a realização de projetos de conservação e restauração do imóvel.

Ver também

Referências

  1. ↑ «Cidades antigas, problemas atuais». Revista do Brasil. Consultado em 19 de janeiro de 2013
  2. 1 2 3 4 5 «Centro de Referência de Cultura Popular Max Justo Guedes (Fortim dos Emboabas)». Universidade Federal de São João del-Rei
  3. 1 2 «Centro de Referência de Cultura Popular Max Justo Guedes – Fortim dos Emboabas». Visite Museus
  4. ↑ «Max Justus Guedes». Universidade Federal de São João del-Rei
  5. ↑ «Fortim dos Emboabas é restaurado». Universidade Federal de São João del-Rei
  6. ↑ «São João del Rei – Conjunto Arquitetônico e Urbanístico». iPatrimônio

Ligações externas

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