| Forum des Halles | |
|---|---|
Entrada do Forum des Halles, em Paris | |
| Informações gerais | |
| Nomes alternativos | Westfield Forum des Halles |
| Tipo | Centro comercial e equipamentos culturais |
| Arquiteto | Claude Vasconi e Georges Pencréac'h (1973–1979); David Mangin (plano urbano, 2004); Patrick Berger e Jacques Anziutti (Canopée, 2007–2016) |
| Início da construção | 1973 |
| Fim da construção | 1979 |
| Inauguração | 4 de setembro de 1979 |
| Restauro | 5 de abril de 2016 (Canopée) |
| Proprietário(a) | Unibail-Rodamco-Westfield |
| Área | 75 000 m² |
| Geografia | |
| País | França |
| Cidade | Paris (1.º arrondissement) |
Forum des Halles — desde 13 de setembro de 2019, oficialmente Westfield Forum des Halles — é um centro comercial subterrâneo e um complexo de equipamentos públicos situado no local do antigo mercado de Les Halles, no 1.º arrondissement de Paris, em França. Construído entre 1973 e 1979 sobre uma das maiores estações de correspondência ferroviária e de metropolitano da Europa, o Forum des Halles combina lojas, cinemas, uma biblioteca, um conservatório de música, um jardim público e uma estrutura de vidro conhecida como La Canopée, concluída em 2016 após uma renovação profunda do conjunto.
O local foi ocupado, entre 1852 e 1870, pelos pavilhões de ferro e vidro do mercado central de abastecimento de Paris, desenhados pelo arquiteto Victor Baltard. Em 1969, o mercado grossista foi transferido para o novo Mercado de Interesse Nacional de Rungis, a sul de Paris, e em 28 de junho de 1971 o Conselho de Paris votou a demolição dos pavilhões ainda existentes, iniciada em agosto desse ano. Apenas o pavilhão n.º 8, dedicado ao mercado de ovos e aves, foi preservado e transferido para Nogent-sur-Marne. O terreno deixado vago, conhecido informalmente como «Trou des Halles» (buraco das Halles), serviu de cenário a vários filmes franceses da década de 1970, antes de dar lugar à construção do novo complexo e da estação de transportes subjacente.
O novo Forum des Halles foi projetado pelos arquitetos Claude Vasconi e Georges Pencréac'h e construído entre 1973 e 1979, sobre uma vasta interseção subterrânea de linhas de metropolitano e do RER. O centro comercial foi inaugurado em 4 de setembro de 1979 pelo então presidente da Câmara Municipal de Paris, Jacques Chirac.
Ao longo das décadas de 1990 e 2000, o Forum des Halles acumulou uma reputação negativa associada a insegurança e a defeitos de conceção arquitetónica, o que levou a Câmara de Paris a lançar, a partir de 2002, um processo de renovação do conjunto. Em 2004, quatro equipas de arquitetos — Rem Koolhaas, David Mangin, Winy Maas e Jean Nouvel — apresentaram propostas concorrentes para o novo plano urbano; a proposta de David Mangin, posteriormente alterada, acabou por ser escolhida como base do projeto. Em 2007, um concurso internacional distinto selecionou os arquitetos Patrick Berger e Jacques Anziutti para desenhar uma cobertura de vidro e aço destinada a substituir a antiga entrada do centro comercial, que ficou conhecida como La Canopée.
A nova estrutura, com cerca de 14,5 metros de altura acima do solo e composta por cerca de 18 000 painéis de vidro, foi inaugurada em 5 de abril de 2016, com um custo estimado em 240 milhões de euros. A presidente da Câmara de Paris, Anne Hidalgo, descreveu na ocasião a antiga configuração do Forum des Halles como um «desastre arquitetónico» que dava agora lugar a um novo «coração pulsante» da cidade. Após as obras, a área comercial do conjunto passou a totalizar cerca de 75 000 m² distribuídos por cerca de 150 lojas, face às 115 existentes antes da renovação.
Em 13 de setembro de 2019, o grupo Unibail-Rodamco-Westfield, proprietário maioritário do centro comercial desde 2010, apresentou publicamente a nova designação do estabelecimento como «Westfield Forum des Halles», no âmbito de uma estratégia de uniformização da marca Westfield em vários dos seus centros comerciais em França. A mudança de nome foi contestada por alguns comentadores, entre os quais a professora de arquitetura Françoise Fromonot, autora de uma publicação crítica sobre a gestão do conjunto.
O complexo estende-se por vários níveis subterrâneos e articula-se em torno de três funções principais: comércio, equipamentos culturais e transportes.
O centro comercial conta atualmente com cerca de 145 lojas e restaurantes, distribuídos por diferentes níveis em torno de um átrio central coberto pela Canopée.
Sob a Canopée funcionam vários equipamentos públicos geridos pela Câmara de Paris, entre os quais o Conservatório Municipal W. A. Mozart, um centro dedicado à cultura hip-hop conhecido como La Place, uma mediateca e um auditório. O conjunto integra ainda o Forum des Images e a piscina municipal Suzanne-Berlioux.
À superfície, o Jardim Nelson Mandela ocupa uma parte importante do espaço libertado pela demolição do antigo mercado, incluindo zonas de estar e parques infantis integrados na cobertura da Canopée.
Sob o Forum des Halles situa-se a estação de Châtelet–Les Halles, que serve as linhas 1, 4, 7, 11 e 14 do metropolitano de Paris e as linhas A, B e D do RER, sendo frequentemente descrita como a maior estação subterrânea do mundo, com 315 metros de comprimento e 60 metros de largura distribuídos por dois níveis.
Segundo o seu diretor, o Westfield Forum des Halles recebeu cerca de 62,5 milhões de visitantes no ano anterior a maio de 2025, o que o tornaria o centro comercial mais frequentado da Europa; cerca de 80% dos visitantes provêm da região da Ilha de França e cerca de 20% são turistas ou visitantes internacionais. O estabelecimento emprega diretamente cerca de 5000 pessoas.
A gestão privada do Forum des Halles e a mudança de nome para «Westfield», em 2019, foram alvo de críticas por parte de associações de moradores e de comentadores da área da arquitetura, nomeadamente quanto às condições da concessão de gestão do espaço público e à conceção arquitetónica de alguns elementos da renovação.