Francesinha tradicional acompanhada com batatas fritas e molho | |
| Categoria | Sanduíche |
|---|---|
| País | Porto, |
| Criador(es) | Daniel David Silva |
| Criação | Década de 1950 |
| Ingrediente(s) principal(is) | Fiambre, queijo, linguiça, salsicha, bife, pão e molho |
| Variações | Vegetariana; com ovo; com camarão; de frango; de kebab etc. |
Francesinha é uma sanduíche típica e originária da cidade do Porto, em Portugal.
Na sua receita tradicional, é constituída por linguiça, salsicha fresca, fiambre, carnes frias e bife de carne de vaca (ou lombo de porco), inseridos entre duas fatias de pão de forma e cobertos com queijo posteriormente derretido. É guarnecida com um molho quente e denso à base de tomate, cerveja e piri-piri, sendo habitualmente servida com batata frita como acompanhamento. A adição de um ovo estrelado no topo da sanduíche, bem como o acompanhamento com batatas fritas, tornou-se uma prática generalizada e consensual na restauração, distinguindo-se frequentemente a versão com ovo como "francesinha especial".
A versão historicamente consensual e documentada atribui a criação da francesinha a Daniel David da Silva, um cozinheiro natural de Terras de Bouro que, após ter emigrado para França e para a Bélgica, regressou a Portugal na década de 1950.
A convite de António Passos, fundador do restaurante e cervejaria "A Regaleira" (situado na Rua do Bonjardim), Daniel David da Silva integrou a equipa do estabelecimento, tornando-se mais tarde sócio. Foi neste restaurante, entre 1952 e 1953, que o petisco foi servido pela primeira vez.
O prato foi concebido como uma reinterpretação e adaptação local da tosta francesa croque-monsieur. Silva substituiu os ingredientes tradicionais franceses por uma combinação robusta de carnes e enchidos tipicamente consumidos em Portugal (como a linguiça, a salsicha fresca, o fiambre e o lombo de porco), cobrindo a sanduíche com queijo derretido. A grande inovação residiu na criação de um molho quente, denso e picante, feito à base de cerveja e tomate, cujo intuito era ligar os ingredientes e humedecer o pão.
De acordo com a tradição popular e os registos culturais da cidade, o nome "francesinha" terá sido escolhido pelo próprio criador numa alusão humorística às mulheres francesas que conhecera durante a sua emigração, classificando-as como as mais "picantes".
Nas décadas seguintes, a receita do molho (inicialmente mantida em segredo n'A Regaleira) começou a espalhar-se pela cidade através de antigos funcionários do restaurante que transitaram para outros estabelecimentos portuenses, dando origem à popularização massiva do prato em cafés, snack-bares e cervejarias por toda a Área Metropolitana do Porto.
Para além da receita tradicional, existem dezenas de variantes da francesinha na restauração contemporânea, destacando-se as versões com carne de galinha, lombo de porco, cogumelos, bacalhau, atum ou alternativas inteiramente vegetarianas e veganas.
A variação que inclui um ovo estrelado "a cavalo" sobre a camada superior de queijo derretido estabelece um paralelismo direto com o croque-madame, a variante francesa do croque-monsieur original.

Na Póvoa de Varzim surgiu uma variedade local na década de 1960 num snack-bar do Passeio Alegre, denominada francesinha poveira, que se caracteriza por ser confecionada num pão longo de formato cacete (semelhante a uma baguete).
A francesinha é frequentemente apontada como um dos pratos mais emblemáticos da gastronomia portuguesa moderna. Foi considerada pelo Aol Travel, um portal norte-americano sobre destinos turísticos e lazer, uma das 10 melhores sanduíches do mundo, estatuto partilhado em listas semelhantes publicadas pelo sítio britânico "The Culture Trip" e pela prestigiada revista espanhola de viagens “Condé Nast Traveller”.
Traditionnellement, le « croque » est un sandwich fait avec du jambon et du fromage (comté ou emmental), le tout entre deux tranches de pain de mie saisi à la poêle ou au four.