| Francisco Falcon | |
|---|---|
| Nome completo | Francisco José Calazans Falcon |
| Nascimento | |
| Nacionalidade | Brasil |
| Cônjuge | Maria Célia Azeredo de Souza Falcon |
| Alma mater | Universidade do Brasil |
| Ocupação | Professor e historiador |
| Magnum opus | Política Econômica e Monarquia Ilustrada: A Época Pombalina |
| Carreira científica | |
| Instituições | Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e Universidade Salgado de Oliveira (Universo) |
| Assinatura | |
Francisco José Calazans Falcon (Rio de Janeiro, 30 de março de 1933) é um escritor, historiador, museólogo e professor brasileiro.
Respeitado intelectual, destaca-se pelos estudos de História Moderna e Contemporânea, especialmente a História dos Países Ibéricos no século XVIII luso-brasileiro e século XIX, dedicando-se mais recentemente aos estudos de Teoria da História e Historiografia.
Como historiador, assumiu a influência da École des Annales, dedicou-se, inicialmente, à história econômica e social e, posteriormente, também à história intelectual, sem que, no entanto, tivesse manifestado uma forma “modista” de fazer História, a qual foi uma das marcas que caracterizou em certa altura a historiografia brasileira (e também portuguesa). Não se integrou igualmente numa metodologia teoricista — “engenharia teórica”, como então se dizia — que igualmente a modelou. Pode dizer-se que foi sempre um historiador para quem as fontes tiveram uma importância fundamental, sem descurar nunca as teorias que a poderiam enriquecer.
A trajetória acadêmica de Francisco José Calazans Falcon iniciou-se em 1955, ano em que foi diplomado Bacharel e Licenciado em Geografia e História pela Faculdade Nacional de Filosofia da então Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ainda nesse mesmo ano, foi convidado a lecionar na Faculdade Fluminense de Filosofia (anterior à federalização) pela titular de História Moderna e Contemporânea, Professora Eugênia Damasceno Vieira Prado. Em 1956, concluiu o Curso Superior de Museus, do Museu Histórico Nacional, graduando-se em Museologia.

Em 1956 começou a lecionar na Cátedra de História Moderna e Contemporânea da Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) - pertencente à Universidade do Brasil, a atual UFRJ, como auxiliar de ensino da Cadeira de História Moderna e Contemporânea ocupada pela professora Maria Yedda Linhares. Em 1958, a convite do Prof. Padre Fernando Bastos de Ávila, ingressou no quadro docente da recém-criada Escola de Sociologia e Política da PUC-Rio.
Durante o primeiro período de suas atividades como professor universitário, até 1968/9, Falcon trabalhou nos cursos de Graduação em História da F.N.Fi (UFRJ) e da Faculdade de Filosofia da UFF, na área de História Moderna e Contemporânea, bem como na Escola de Sociologia e Política da PUC-Rio, lecionando História Política, Social e Econômica Geral. Sua bibliografia era ampla e diversa, incluindo, além dos franceses, autores ingleses, ibéricos e italianos, além daqueles considerados clássicos como Adam Smith, Max Weber, Marx e Engels, Dilthey. Nesse mesmo período lecionou História Moderna e Contemporânea no Curso de História do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da UFF. A partir de 1967, após a extinção e desmembramento da FNFi, participou, com todos os seus colegas, do processo de estruturação do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, da UFRJ. Em 1961, em Marília, SP, participou do simpósio de História que fundou a Associação dos Professores Universitários de História (APUH), origem dos Simpósios de História organizados de dois em dois anos, pela agora denominada ANPUH. Tendo participado de quase todos os Simpósios realizados, até os começos dos anos 2000, Falcon apresentou trabalhos, participou de mesas-redondas e fez diversas conferências.
Nas duas instituições tornou-se referência para os estudos de História Moderna e Contemporânea e de Teoria da História e nelas organizou os cursos de pós-graduação - que, vale lembrar, começaram a ser construídos no país na década de 1970.
O ano de 1969 foi marcado pelas pesquisas realizadas em arquivos e bibliotecas de Lisboa graças a uma bolsa de estudos concedida pelo Instituto para a Alta Cultura (do governo português), a partir de projeto de pesquisa sobre a Época Pombalina. A partir de 1970, Falcon desdobrou-se entre as aulas, a elaboração e publicação de apostilas e livros, vários deles em colaboração com o Prof. Gerson Moura, seu colega na PUC-Rio, e a elaboração de sua tese de livre-docência. Em 1976, na UFF, foi aprovado em concurso público como Livre-Docente, Doutor, com a tese A Época Pombalina. Política Econômica e Monarquia Ilustrada, publicada em 1982 pela Editora Ática (São Paulo), logo reconhecida como um clássico da historiografia pombalina. Ao longo das décadas de 1970 e 1980 Falcon participou ativamente, como relator inclusive, dos processos de estruturação e implantação do Curso de Pós-Graduação em História da UFF (Mestrado, em 1971, e Doutorado, em 1983/4) e da reformulação, ou recriação, do Curso de Pós-Graduação em História, Mestrado, no IFCS (UFRJ), a partir de 1978. Na UFF, foi Coordenador da Pós-Graduação em História, no início dos anos 80, e, a seguir, de 1986 a 1990, Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da mesma Universidade.
Os anos de 1970 e 1980 foram também marcados por diversas atividades acadêmico-científicas, tais como a participação em bancas de concurso público para acesso à carreira docente, no ICHF e no IFCS, mostrando-se, quase sempre, bastante severo e duro, chegando mesmo, em alguns casos, a arrancar alguns protestos da Professora Maria Yedda Linhares. Em todas essas ocasiões, porém, foi sempre muito justo, sem concessões ou parcialidade. Durante o ano de 1984, Falcon viveu em Lisboa, realizando, com bolsa da CAPES, seu Pós-Doutorado em História Moderna, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), sob a orientação da Professora Doutora Miriam Halpern Pereira. Participou em diversos comitês de avaliação dos cursos de pós-graduação em História, assim como das reuniões de coordenadores promovidos pela CAPES, onde foi designado, em 1990, Presidente da Área de História — função que passou a ser designada como “Coordenador” a partir da conversão da CAPES em fundação. De 1985 a 1988 foi membro do Comitê de Assessores da Área de Ciências Humanas - História, do CNPq. Entre 1985 e 1987 participou da Comissão, instituída pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, para reestruturar a FAPERJ, sendo nomeado, em 1987, membro do Conselho Diretor da mesma Fundação (posteriormente rebatizada como Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), com mandato de sete anos.
Também nos anos 70/80, Falcon empreendeu diversas atividades no Departamento de História da PUC-Rio, principalmente a organização e participação em cursos de pós-graduação lato sensu nas áreas de História do Brasil e História Moderna e Contemporânea, e, sobretudo, a participação na organização e implementação de um projeto coletivo de pesquisa, chamado Projeto FINEP/FNDCT, tendo como tema geral o “Estudo das características histórico-sociais das instituições policiais brasileiras, militares e paramilitares, das suas origens até 1930”, do qual resultaram várias publicações, inclusive um volume sobre A Guarda Nacional, tendo como autores Falcon, Margarida Neves e Antônio Edmilson Rodrigues.
Cabe ainda lembrar a participação de Falcon no Congresso Internacional sobre a Inquisição (USP – 1987), assim como na Comissão de Eventos Históricos do CNPq, organizada pelo Prof. Dr. Jobson Arruda, então Diretor Científico do CNPq, a qual promoveu várias atividades, inclusive um Congresso, em 1988, no Centenário da Lei Áurea, assim como em 1989, no Centenário da Proclamação da República. Lembre-se ainda da presença e atuação de Falcon no Congresso Internacional do Bicentenário da Revolução Francesa (IFCS/UFRJ, 1989) e no Congresso intitulado “América 92”, realizado em São Paulo (USP) e Rio de Janeiro (UFRJ), no ano de 1992.
Aposentando-se na UFF em novembro de 1990, Falcon reassumiu suas funções docentes no IFCS/UFRJ, com aulas na graduação e na pós-graduação, tendo participado ativamente dos trabalhos da Comissão que propôs a reestruturação do Curso de Mestrado e a criação do Curso de Doutorado em História, tendo sido o relator do projeto. Em 1995, aposentou-se como Professor Adjunto. Desde 1992, a convite da Professora Doutora Marilda Ceribelli, Falcon colaborou, como assessor, na organização do Curso de Mestrado em História da Faculdade de Filosofia da Universidade Severino Sombra, em Vassouras. Em 1996, atendendo a convite de antigos colegas da PUC-Rio, retornou a essa Universidade a fim de coordenar os trabalhos de reformulação do Programa de Mestrado e estruturação do Doutorado em História, do qual veio a ser o primeiro Coordenador, em 1997. A principal realização durante esse período, no campo da pesquisa histórica, foi o chamado “Projeto PRONEX”, um projeto de pesquisa com a participação dos docentes do Departamento de História, intitulado “A Questão do Moderno na História da Cultura Brasileira”, do qual Falcon foi o Coordenador Geral. Em começos do ano de 2004, Falcon foi compulsoriamente aposentado pela Universidade sob a alegação de limite de idade prevista no Estatuto da PUC. Ainda em 2004, foi convidado a retornar ao corpo docente do Curso de Mestrado em História da Universidade Severino Sombra (Vassouras), no qual lecionou até o final desse mesmo ano, sendo “defenestrado” em janeiro de 2005. Convidado, Falcon concordou em participar da Comissão incumbida de estruturar um Programa de Pós-Graduação em História do Brasil, nível de Mestrado, da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), sendo contratado em novembro de 2005. Nos anos subsequentes, até julho/agosto de 2019, Falcon ofereceu o curso da disciplina obrigatória “Teoria da História e Historiografia”, participando também do planejamento e implantação do Curso de Doutorado em História do Brasil.
Em 2017, por indicação do Departamento de História, Falcon recebeu o título de Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense, em cerimônia realizada em 13 de setembro daquele ano.
Como professor e historiador, especializou-se em História Moderna, História Contemporânea, História dos Países Ibéricos e História Social da Cultura. Autor de vários livros e artigos, com destaque para os Estudos de Teoria da História e Historiografia, volumes I, II e III (São Paulo/Hucitec, 2011, 2015 e 2017).
Sua obra magna foi, porém, A Época Pombalina (Editora Ática, 1982), um clássico sobre a Monarquia Ilustrada em Portugal em conexão com a Ilustração europeia, as monarquias absolutistas e os despotismos ilustrados no século XVIII - referência central sobre o governo do Marquês de Pombal (1750-1777). Luís Reis Torgal, influente historiador português, um dos autores da portentosa História da História em Portugal (1996), realiza um registro bibliográfico com os dizeres: “pode dizer-se, escreveu Torgal, que (Falcon) constitui, hoje, um elo de ligação entre a historiografia portuguesa e a historiografia brasileira”.

As suas relações com Portugal foram constantes, não só por ter tirado o Pós-Doutoramento em História Moderna no Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), em 1984, como bolseiro da Coordenação de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Brasil, mas também com a Universidade de Coimbra, tendo organizado, pela parte brasileira, o projeto luso-brasileiro “História da História em Portugal e no Brasil”, financiado pelo ICALP (Instituto de Cultura e Língua Portuguesa), depois Instituto Camões, e pela Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (JNICT), à qual sucedeu a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), bem como financiada pela CAPES. Este projecto, embora fosse apenas integralmente cumprido pela parte portuguesa (foi publicada a História da História em Portugal. Sécs. XIX-XX. 1996, de autoria de Luís Reis Torgal, J. M. Amado Mendes e Fernando Catroga, 2ª ed., 1998), gerou um fluxo regular de professores portugueses que, no fim do século XX, se deslocaram ao Brasil e de historiadores brasileiros que se deslocaram a Portugal, o qual consolidou as relações entre investigadores de ambos os países.
As suas relações com os historiadores da Universidade de Coimbra dedicados a todas as épocas, foram uma constante, tendo estado presente em vários congressos: em março de 1990, no Congresso de História da Universidade de Coimbra, comemorativo dos 700 anos da Universidade, apresentou comunicação intitulada “Luzes e Revolução na Colônia. A importância da Universidade Pós-Reformas Pombalinas”; em novembro de 1999, no Congresso Internacional “Pombal e sua Época”, patrocinado pela Câmara Municipal de Pombal e dirigido pela Profa. Doutora Ana Cristina Araújo, apresentou comunicação intitulada “As Reformas Ilustradas Pombalinas no âmbito da História Político-Administrativa do Brasil-Colônia”. As suas relações com esta Universidade fizeram com que colaborasse activamente com a Revista de História das Ideias e, depois da criação do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20), em 1998, com esta unidade de investigação e com a sua revista Estudos do Século XX.
Os seus trabalhos sobre o Pombalismo são, como se disse, os mais importantes, não só em livros, mas em muitas revistas e atas de congressos. Falcon analisou o pombalismo na sua expressão política e ideológica, mas também na sua perspectiva económica mercantilista de tipo “modernizador”, talvez historicamente desfasada, no seu vector pedagógico e filosófico e no campo da administração, nomeadamente quanto aos territórios ditos do “Ultramar”. Nesta medida, procurou entender — olhando sobretudo o caso brasileiro — qual o sentido da Ilustração ou do Iluminismo e do Absolutismo Esclarecido português. Mas dedicou-se ainda, no que respeita a Portugal, pelo seu trabalho desde os anos 80 do século passado e igualmente pelo projecto de investigação referido, à história da historiografia. Assim, abordou a historiografia da sua contemporaneidade, genericamente e na sua concretização brasileira e mesmo portuguesa, olhando com particular atenção para a historiografia sobre o pombalismo.
Em 2012, os professores doutores Maria Emília Prado e Oswaldo Munteal publicaram pela editora Revan um livro em sua homenagem, intitulado: "Francisco Falcon. O ofício de historiador". Teve a participação de 15 professores/autores, que contribuíram com artigos que abordam temáticas variadas no campo da memoria e da história.
Na Universidade Salgado de Oliveira (Universo) foi criada em 2016 a Biblioteca Francisco Falcon.
| Livro | Data | Editora | Notas | |
|---|---|---|---|---|
| A Extinção da Escravatura em Portugal no quadro da política econômica pombalina | 1973 | co-autoria: Fernando Antônio Novais, Anais do VI Simpósio da ANPUH. S. Paulo | ||
| História Contemporânea | 1974 | co-autoria: Gerson Moura | ||
| Formação do Mundo Contemporâneo | 1975 | Campus | ||
| Mercantilismo e Transição | 1976 | Brasiliense | ||
| O processo de independência no Rio de Janeiro | 1978 | Perspectiva | Co-autoria: Ilmar R. de Matos. 1822-Dimensões (Org.de Carlos Guilherme Mota). pp.156–203., | |
| A Guarda Nacional do Rio de Janeiro 1831-1918 | 1981 | obra conjunta com Neves, M.S. e com Rodrigues, A.E.M. | ||
| Historiografia portuguesa contemporânea | 1985 | in Estudos Históricos, vol. 1, pp. 45-68 | ||
| Despotismo Esclarecido | 1987 | |||
| O Iluminismo | 1988 | obra conjunta com Moura, G. | ||
| Luzes e evolução na colônia. A importância da Universidade na Pós-Reforma Pombalina | 1991 | in Universidade(s). História, memória, perspectivas. Actas, vol. 5, p. 105 ss., | ||
| A Época Pombalina (Política Económica e Monarquia Ilustrada). | 1993 | Ática | ||
| Mercantilismo e Transição | 1976 | Brasiliense | ||
| As práticas do reformismo ilustrado pombalino no campo jurídico | 1996 | in Revista de História das Ideias, vol. 18, p. 511 ss., | ||
| História Cultural - Uma nova visão sobre a sociedade e a cultura | 2002 | |||
| A Formação do Mundo Moderno | 2006 | obra conjunta com Rodrigues, A.E.M. | ||
| Governação pombalina e luzes nos trópicos. Entre polêmicas e interpretações: alguns aspectos do período pombalino | 2008 | in Revista de História das Ideias, vol. 29, pp. 219-226., | ||
| Estudos de Teoria da História e Historiografia Volume I - Teoria da História | 2011 | São Paulo/Hucitec | 206 p., | |
| Estudos de Teoria da História e Historiografia Volume II - Teoria da História | 2015 | São Paulo/Hucitec | 288 p., | |
| Estudos de Teoria da História e Historiografia Volume III - Teoria da História | 2017 | São Paulo/Hucitec | 540 p., | |
| A Época Pombalina no mundo luso-brasileiro - obra conjunta com Rodrigues, Claudia (organizadores). | 2015 | FGV/FAPERJ | incluindo "Antigos e novos estudos sobre a "Época Pombalina ", pp. 7 -24, e "Apresentação", pp. 25 - 30., | |
| Relações de poder no mundo ibero-americano. Séculos XVIII - XIX. - obra conjunta com Carvalho, Marieta Pinheiro de, Sarmiento, Érica (organizadores). | 2015 | Autografia | incluindo "Relações de Poder em Portugal nos primeiros anos da Governação Pombalina", pp. 31 - 52., | |
| Revisitando um velho mito: o conceito de Belle Époque | 2019 | in: Azevedo, André Nunes de (Org.) A Cidadela das Letras. História e literatura no Rio de Janeiro da virada do século XIX ao XX pp. 16 - 27., | ||
| Estudos de História e Historiografia | 2019 | Hucitec | organizador | |
| Maria Emília Prado e Oswaldo Munteal. Francisco Falcon. O ofício de historiador | 2012 | Revan | com a colaboração de: Ana Luiza Marques Bastos, Ciro Flamarion Cardoso, Antônio Edmilson Martins Rodrigues, Elisa Goldman, Estevão Rezende Martins, Francisco Carlos Teixeira da Silva, Ilmar Rohloff de Matos, José Jobson Arruda, Lincoln de Abreu Penna, Marcelo Gantus Jasmim, Marieta Pinheiro de Carvalho, Marly Vianna, Ricardo Benzanquen de Araújo, Luís Reis Torgal e Orlando de Barros. |
Entrevistas com Francisco Falcon: