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| Lema | Estimular o desenvolvimento socioeconômico do Brasil. |
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| Fundação | 20 de dezembro de 1944 (81 anos) |
| Tipo | Entidade de interesse público de direito privado criada por meio do Decreto-lei n.º 6.693 de 14 de julho de 1944 - ato do Governo Federal |
| Instituição mãe | Fundação Getulio Vargas |
| Presidente | Carlos Ivan Simonsen Leal |
| Estudantes | 110.686 |
| Graduação | 8.222 |
| Pós-graduação | 102.464 |
| Localização | Rio de Janeiro (sede) São Paulo Brasília |
| Campi | Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília |
| Página oficial | portal |
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A Fundação Getulio Vargas (FGV) é uma instituição de ensino superior brasileira de direito privado, sem fins lucrativos, dedicada ao ensino e a pesquisa nas áreas de administração, economia, ciências sociais, direito e campos correlatos. Fundada em 1944, teve origem em iniciativas voltadas à reestruturação da administração pública brasileira desenvolvidas a partir da década de 1930.
A Fundação Getulio Vargas (FGV) foi criada em 20 de dezembro de 1944, no Rio de Janeiro, em um contexto de reformas administrativas e de reestruturação do Estado brasileiro iniciado durante o Estado Novo. A partir da década de 1930, o governo federal promoveu mudanças voltadas à reorganização dos serviços estatais e à adoção de critérios de mérito no funcionalismo público. Nesse processo, foram criados o Conselho Federal do Serviço Público Civil (CFSPC) e a Comissão Permanente de Padronização, por meio da Lei nº 284, de 1936, e, em 1938, o Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), responsável por estruturar a reforma administrativa do período.
Nesse ambiente institucional, foi editado o Decreto-Lei nº 6.693, de 1944, que dispôs sobre a criação de uma entidade voltada ao estudo da organização do trabalho e à formação de pessoal para as administrações pública e privada. Embora instituída por decreto-lei, a Fundação Getulio Vargas foi registrada como instituição de direito privado em 20 de dezembro de 1944, por iniciativa de Luís Simões Lopes, então presidente do DASP, que se tornou seu primeiro diretor. A fundação recebeu dotação inicial do governo federal, além de doações de governos estaduais, prefeituras, entidades públicas e privadas e pessoas físicas.
Nos primeiros anos de funcionamento, concentrou suas atividades na formação de quadros técnicos e na produção de estudos voltados à administração pública e à economia. Em 1946, passou a atuar de forma mais sistemática na área econômica, com a participação de um grupo de economistas liderado por Eugênio Gudin, responsável pela elaboração do primeiro balanço de pagamentos do Brasil e por estudos pioneiros sobre a renda nacional. Em 1951, essas atividades deram origem ao Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), dedicado ao desenvolvimento de indicadores econômicos e análises conjunturais.
A expansão das atividades educacionais ocorreu ao longo da década de 1950, com a criação, em 1952, da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (EBAPE) e, em 1954, da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP), esta última resultante de um convênio com a Michigan State University. Na década seguinte, o IBRE criou, em 1961, o Centro de Aperfeiçoamento de Economistas, transformado em 1966 na Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE).
Durante os anos 1960, a instituição participou de iniciativas de assessoramento técnico ao poder público. Em 1962, durante o governo João Goulart, a instituição colaborou em estudos e propostas de reforma no Ministério da Fazenda e na área tributária. Ao longo desse período, contribuiu tecnicamente para a modernização da administração fiscal brasileira, incluindo estudos relacionados à criação do Cadastro Geral de Contribuintes (CGC), à reformulação do imposto de renda e à substituição do Imposto sobre Consumo pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), além da introdução do processamento eletrônico de dados fiscais.
Em 1973, foi criado o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (FGV CPDOC), voltado à preservação e ao estudo da história política e social brasileira, e, no ano seguinte, foi instituída a FGV Editora. Em 2002, foram criadas as Escolas de Direito do Rio de Janeiro e de São Paulo e, em 2011, a Escola de Matemática Aplicada (EMAp).
A Fundação Getulio Vargas possui diversas Escolas e institutos acadêmicos em diferentes cidades do Brasil, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, e Campinas. As Escolas oferecem programas de graduação, pós-graduação e educação executiva. A instituição também estabelece parceira com universidades estrangeiras para o desenvolvimento de programas acadêmicos.
A Fundação Getulio Vargas (FGV) oferece programas de educação executiva, incluindo cursos de MBA, pós-graduação e cursos de curta e média duração. Os programas abrangem áreas como administração, finanças, gestão pública, direito, tecnologia da informação e gestão de pessoas. A instituição também oferece cursos gratuitos em diferentes áreas de formação, além de programas destinados a empresas e organizações.
A Escola de Administração de São Paulo (FGV EAESP) ocupou a 12ª posição no Executive Education Open do Financial Times na edição de 2026, entre 90 escolas de negócios listadas globalmente..


Ensino e pesquisa
Serviços, índices e publicações
A instituição mantém a FGV Editora, responsável pela publicação de obras acadêmicas, e a FGV Projetos, unidade voltada à prestação de consultoria técnica para entidades públicas e privadas. O Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) produz indicadores econômicos de referência nacional, como índices de preços e de confiança empresarial.
Centros de Estudo e Pesquisas
A Fundação Getulio Vargas mantém centros e núcleos de pesquisa em áreas como economia, agricultura, sustentabilidade e segurança pública. Entre essas unidades estão o Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), o FGVAgro, o FGVearth e o FGV Analytics.
O FGV IBRE produz indicadores e análises sobre preços, atividade econômica, confiança empresarial e do consumidor e custos da construção civil. Reportagens com base em estudos associados ao FGVAgro mencionam análises sobre a agroindústria brasileira e sobre os efeitos da valorização do dólar nos custos de produção do setor agropecuário.
Na área ambiental, a FGV inaugurou em 2025 o FGVEarth, centro de pesquisa voltado à governança ambiental e à sustentabilidade. Pesquisadores vinculados à instituição também participaram da elaboração do Guia de Infraestrutura Verde e Azul, desenvolvido em parceria com o ICLEI , sobre políticas urbanas relacionadas a água, energia, alimentação e planejamento territorial.
Na reportagem do AgFeed publicada no contexto dos debates sobre a COP30 informou que um estudo associado ao FGV Agro estimou que a ampliação de práticas de produção agropecuária sustentável poderia acrescentar R$ 948 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro até o fim da década. A matéria relacionou essa estimativa ao debate sobre os efeitos econômicos da transição para modelos de produção com menor impacto ambiental no setor agropecuário.
Na área de segurança pública, a Fundação inaugurou em 2023 o FGV Analytics, centro voltado ao uso de dados e inteligência artificial em pesquisas sobre violência e políticas públicas. A instituição também realizou atividades acadêmicas sobre os impactos jurídicos da inteligência artificial, incluindo debates sobre discriminação algorítmica, proteção de dados pessoais e regulação dessas tecnologias.
A FGV também participa de projetos sobre cidades sustentáveis e gestão de riscos climáticos. Um exemplo é o projeto Dados à Prova D'Água, desenvolvido em parceria com a University of Glasgow para o monitoramento de enchentes em áreas vulneráveis com base em registros e relatos de moradores. O projeto foi desenvolvido em colaboração entre instituições do Brasil, da Alemanha e do Reino Unido. No Brasil, participaram o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na Alemanha, participou a Universidade de Heidelberg; no Reino Unido, as universidades de Glasgow e Warwick.
Segundo a descrição do projeto, a fase piloto foi realizada em quatro escolas brasileiras, localizadas na região do M'Boi Mirim, em São Paulo, e em Rio Branco, no Acre. A iniciativa previa expansão posterior para 81 escolas no país. Estudantes do ensino fundamental e médio foram treinados para medir o volume de chuva com pluviômetros artesanais feitos com garrafas PET e registrar os dados em um aplicativo desenvolvido para reunir essas informações.
Biblioteca Mario Henrique Simonsen (BMHS) – Rio de Janeiro

A Biblioteca Mario Henrique Simonsen foi criada em 1945 como Biblioteca Central da FGV, e passou a adotar seu nome atual em 1997, em homenagem a Mario Henrique Simonsen, ex-Ministro da Fazenda e Vice-Presidente da Fundação Getulio Vargas, falecido no mesmo ano. O acervo da biblioteca é especializado nas áreas de administração, economia, ciência política, direito, história do Brasil e sociologia. A biblioteca possui mais de 80 mil títulos em livros, publicações eletrônicas, DVDs, fotografias, 64 mil cópias de periódicos e 8 mil monografias.

Biblioteca Karl A. Boedecker – São Paulo
Criada em 1954, a Biblioteca Karl A. Boedecker tem como objetivo fornecer suporte bibliográfico às atividades de ensino e pesquisa desenvolvidas pelas Escolas da FGV em São Paulo. Seu acervo é especializado em administração, economia, negócios, direito e ciências sociais. A biblioteca conta com mais de 60 mil títulos em livros, DVDs, fotografias, publicações eletrônicas e quase 40 mil cópias de periódicos.
Biblioteca Brasília
A Biblioteca Brasília é especializada em ciências sociais, com ênfase em administração e economia. Localizada em Brasília, a biblioteca mantém cerca de 6.050 livros e 32 títulos de periódicos nacionais, além de fornecer acesso a bases de dados nacionais e internacionais de periódicos. Seu acervo está voltado principalmente para os cursos oferecidos pela FGV na capital federal.
A FGV mantém três bibliotecas, localizadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília, com acervos especializados em administração, economia, direito, ciências sociais e áreas correlatas. A Biblioteca Mario Henrique Simonsen (BMHS), no Rio de Janeiro, foi criada em 1945 como Biblioteca Central da FGV e passou a adotar seu nome atual em 1997, em homenagem a Mario Henrique Simonsen, ex-Ministro da Fazenda e Vice-Presidente da fundação. Em São Paulo, a Biblioteca Karl A. Boedecker, criada em 1954, dá suporte às atividades de ensino e pesquisa das Escolas da FGV na cidade. A Biblioteca Brasília atende principalmente aos cursos oferecidos pela instituição na capital federal.
A Fundação Getulio Vargas atua na organização de concursos públicos, processos seletivos temporários e exames profissionais no Brasil.
Na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos informou que a fundação foi responsável pela execução do certame, que ofereceu 3.652 vagas em 32 órgãos federais. Segundo o mesmo ministério, as provas foram previstas para 228 cidades, em 1.294 locais de aplicação. O órgão também informou que a logística do exame mobilizou cerca de 85 mil pessoas nas áreas de segurança, transporte e aplicação.
Em 2024, a fundação também organizou o concurso público da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cujo edital previu 60 vagas.
Em processos seletivos temporários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a instituição também participou de etapas ligadas à seleção de recenseadores e agentes censitários para o Censo Demográfico de 2022.