| Frank Geyer | |
|---|---|
| Nome completo | Frank P. Geyer |
| Nascimento | 28 de julho de 1853 Filadélfia, Pensilvânia |
| Morte | Filadélfia, Pensilvânia |
| Nacionalidade | Estadunidense |
| Ocupação | Detetive |
Frank Geyer (28 de julho de 1853 – 4 de outubro de 1918) foi um detetive estadunidense da Filadélfia, Pensilvânia mais conhecido por capturar H. H. Holmes, um dos primeiros assassinos em série identificados e executados nos Estados Unidos. Geyer era membro da famosa agência de detetives Pinkerton e investigou os crimes de Holmes. Ele publicou a história em seu livro O Caso Holmes-Pitezel: a história do maior crime do século e da busca pelas crianças Pitezel.
No livro best-seller de 2003 O Diabo na Cidade Branca Frank Geyer é descrito como um "homem grande com um rosto agradável e sincero". Sua esposa e filha foram mortas em um incêndio pouco tempo antes que ele começasse a investigar o caso de Holmes.
Filho de Reuben K. Geyer e Camilla Buck, Frank Geyer morreu aos 65 anos de idade devido a complicações decorrentes de doença do coração e centenas de policiais e detetives compareceram ao seu funeral .
Os crimes de H. H. Holmes começaram em Chicago em 1893, quando ele abriu um hotel chamado The World’s Fair Hotel para a Feira Mundial de Chicago. O prédio, construído por Holmes, mais tarde viria a ser conhecido como o “Castelo do Assassinato” por causa da estrutura desenhada por ele para os dois andares superiores, usada para torturar e matar muitas de suas vítimas. Em um artigo de 1937 o jornal Chicago Tribune descreveu o local: "Havia salas que não tinham portas. Havia portas que não davam em lugar algum. A misteriosa mansão era um reflexo da própria mente distorcida de seu idealizador. Naquele lugar ocorreram atos obscuros e misteriosos"

Agentes da agência Pinkerton prenderam Holmes pela primeira vez em 1894, em Boston, por fraudes cometidas por ele na Filadélfia. Frank Geyer foi encarregado de investigar o caso e as pistas o levaram ao Meio-Oeste americano e a Toronto, no Canadá, onde ele encontrou os restos mortais de duas das crianças Pitezel. Eram as duas filhas de Benjamin Pitezel, sócio de Holmes em suas atividades criminosas, que ele havia assassinado a fim de fraudar seu seguro de vida. Pitezel, no entanto, estava envolvido apenas em fraude e não tinha conhecimento dos assassinatos.
A investigação inicial estava centrada nas acusações de fraude, mas logo ficou evidente que Holmes havia assassinado Pitezel. Em junho de 1895 Frank Geyer deixou a Filadélfia para refazer os passos de Holmes. Suas descobertas em Toronto levaram a novas investigações no imóvel de Holmes em Chicago, o que selou seu destino. Geyer utilizou informações das cartas dos filhos de Pitezel que nunca foram enviadas e, por uma razão desconhecida, foram guardadas por Holmes. Frank Geyer continuou a sua investigação e encontrou os restos queimados de Howard Pitezel, o terceiro filho, em uma casa que Holmes havia alugado em Irvington, Indianápolis.
Holmes foi considerado culpado de quatro acusações de assassinato em primeiro grau e seis acusações de tentativa de assassinato e executado em maio de 1896 aos 34 anos. O número total de vítimas é estimado em cerca de 200.
Naquele mesmo ano, Frank Geyer publicou o livro que detalha o caso. Ele descreveu a história como "uma dos mais maravilhosas [sic] dos tempos modernos".