Este artigo não cita fontes confiáveis. (setembro de 2026) |
| Franz Burda | |
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Anna Lemminger e Franz Burda | |
| Nascimento | 24 de fevereiro de 1903 Philippsburg |
| Morte | 30 de setembro de 1986 (83 anos) Offenburg |
| Cidadania | Alemanha |
| Cônjuge | Aenne Burda |
| Filho(a)(s) | Hubert Burda, Frieder Burda, Franz Burda jr. |
| Alma mater | |
| Ocupação | editor, empreendedor, mecenas, economista |
| Distinções |
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Franz Burda (Philippsburg, 24 de fevereiro de 1903 — Offenburg, 30 de setembro de 1986), foi um empresário, editor e industrial gráfico alemão, fundador do que viria a constituir o grupo editorial Burda. A partir da pequena tipografia herdada do pai, desenvolveu uma das maiores empresas alemãs de impressão e edição de revistas do pós-guerra. Foi também membro do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP) e beneficiou, durante o regime nazi, da chamada arianização de uma empresa pertencente a empresários judeus.
Franz Burda nasceu em 1903 em Philippsburg, no estado de Baden. Era filho do tipógrafo Franz Burda, que em 1908 transferiu a sua atividade para Offenburg, onde estabeleceu uma pequena tipografia. Depois de concluir os estudos secundários, Franz Burda frequentou uma formação comercial e estudou economia nas universidades de Friburgo em Brisgóvia, Viena, Munique e Erlangen. Em 1927 obteve o diploma de economista e, em 1928, doutorou-se na Universidade de Erlangen com uma dissertação sobre a evolução das bolsas de produtos de Baden. Em 1929 obteve também a qualificação profissional de tipógrafo.
Após a morte do pai, em 1929, Burda assumiu a direção da empresa familiar, então ainda de reduzidas dimensões. Nesse mesmo período desenvolveu a publicação Sürag, uma revista dedicada à programação radiofónica, que alcançou uma circulação significativa durante a década de 1930. Em 1937 fundou também uma editora de livros. A modernização da empresa, nomeadamente através da introdução da rotogravura na década de 1930, esteve na origem da expansão posterior das atividades de impressão e edição.
A atividade de Franz Burda durante o regime nacional-socialista constitui um capítulo significativo da história da empresa. Em 1933, a Sürag afirmava publicamente a orientação nacional-socialista da empresa. Entre 1934 e 1937, Burda pertenceu ao Nationalsozialistisches Kraftfahrkorps (NSKK), tendo posteriormente aderido ao NSDAP. Fontes documentais indicam que a sua entrada no partido ocorreu em 1 de maio de 1937, com o número de membro 4.026.233; durante o processo de desnazificação, Burda terá indicado posteriormente uma data diferente.
Em 1938, Burda, em associação com o industrial Karl Fritz, adquiriu em Mannheim a empresa gráfica Gebrüder Bauer, pertencente aos irmãos judeus Berthold, Karl e Ludwig Reiss. A empresa era uma das maiores e mais modernas tipografias da Alemanha. A venda ocorreu no contexto da política de arianização promovida pelo regime nazi, que obrigava proprietários judeus a alienar as suas empresas. Burda e Fritz adquiriram a empresa por condições consideradas muito favoráveis no contexto dessa política.
A atividade da empresa durante a Segunda Guerra Mundial incluiu a produção cartográfica. Burda criou a Kartographische Anstalt Dr. Franz Burda, que produziu mapas e plantas para as autoridades militares alemãs. Essa atividade, considerada de importância para o esforço de guerra, contribuiu para que Burda fosse dispensado do serviço militar. A empresa de Mannheim foi posteriormente afetada pelos bombardeamentos aliados e as suas instalações foram transferidas para Lahr-Dinglingen.
No final da guerra, Offenburg encontrava-se na zona francesa de ocupação. Em 1945, as autoridades militares francesas confiscaram temporariamente a tipografia de Burda e este foi detido. Apesar do seu passado político, as autoridades de ocupação permitiram posteriormente que a empresa retomasse a atividade. A tipografia passou a executar encomendas para a administração francesa, incluindo livros escolares, selos postais, mapas e outros materiais impressos. Em 1946, a empresa já empregava 182 trabalhadores.
A partir de 1948, Burda voltou a desenvolver a atividade editorial com a publicação de Das Ufer, posteriormente transformada na revista Bunte. Seguiram-se outras publicações, entre elas Bild + Funk, Film-Revue, Sport-Illustrierte, Freundin, Das Haus e Freizeit und Rätsel-Revue. A empresa expandiu progressivamente as suas atividades de impressão e edição, tornando-se uma das principais empresas do setor na Alemanha Ocidental.
Em 1949, a sua mulher, Aenne Burda, assumiu a direção de uma pequena editora de moda de Lahr que se encontrava próxima da falência. O empreendimento tinha uma dívida significativa para com a tipografia de Franz Burda. Sob a direção de Aenne Burda, a empresa desenvolveu-se autonomamente e, a partir de 1950, publicou a revista Burda Moden, que se tornaria uma das mais conhecidas revistas de moda alemãs.
Nas décadas seguintes, Franz Burda continuou a expandir o grupo de impressão e edição. Em 1973, os seus três filhos, Franz, Frieder e Hubert Burda, passaram a integrar a direção da empresa. A partir da década de 1970, o grupo realizou investimentos internacionais e tornou-se um dos maiores operadores mundiais de impressão em rotogravura.
Franz Burda morreu em Offenburg em 30 de setembro de 1986. Após a sua morte, os seus três filhos procederam à divisão do património empresarial, cabendo a Hubert Burda a principal atividade de impressão e edição.