
Na história dos Estados Unidos, a locução free negro ou free black ('negro livre') refere-se ao estatuto legal dos afro-americanos não escravizados. Aplicava-se tanto aos escravos libertos quanto aos negros nascido livres, nos Estados Unidos.
O termo foi usado desde o período colonial até a abolição da escravidão nos Estados Unidos, em dezembro de 1865.
A escravidão era legal e praticada em todas as colônias europeias na América do Norte, em vários pontos da história. Nem todos os africanos que vinham para a América eram escravos; alguns chegaram mesmo no século XVII como homens livres, como marinheiros trabalhando em navios. Nos primeiros anos coloniais dos Estados Unidos, alguns africanos vinham como servos contratados que foram libertados após um determinado período de anos, assim como muitos dos imigrantes da Europa. Esses servos tornavam-se livres quando completavam seu mandato de escritura; eles também eram elegíveis para os direitos de propriedade de terras na nova colônia na região da Baía de Chesapeake, onde servos contratados eram mais comuns. Já em 1678, uma classe de negros livres existia na América do Norte.
Vários grupos contribuíram para o crescimento da população negra livre:
Na maioria dos lugares, os trabalhadores negros eram empregados domésticos ou trabalhadores agrícolas. A mão-de-obra negra era de importância econômica nas plantações de tabaco voltadas para a exportação da Virgínia e Maryland, e nas plantações de arroz e índigo da Carolina do Sul. Entre 1620 e 1780, cerca de 287 000 escravos foram importados para as Treze Colônias, ou 2% dos mais de seis milhões de escravos trazidos da África. A grande maioria dos escravos africanos transportados foi para colônias produtoras de açúcar no Caribe e no Brasil, onde a expectativa de vida era curta e o número de escravos precisava ser continuamente reabastecido.

