Foi preso duas vezes pela ditadura militar, mas com a consolidação da redemocratização passou a exercer papel público ainda mais ativo, nacional e internacionalmente, como assessor especial e intermediador, chegando a ser coordenador do programa Fome Zero. Por seus 78 livros e atuação em defesa dos direitos humanos e dos movimentos sociais populares, recebeu vários prêmios, como:
Prêmio Jabuti (1982) – por “Batismo de Sangue” na categoria Biografia e Reportagem.
Prêmio Jabuti (2005) – por “Típicos Tipos: perfis literários” na categoria Reportagem.
Prêmio Jabuti (2014) – por “Um homem chamado Jesus” na categoria Reportagem.
Prêmio Direitos Humanos da ONU (1998) – por suas contribuições na defesa dos direitos humanos.
Prêmio Juca Pato (1985) – concedido pela União Brasileira de Escritores (UBE) como Intelectual do Ano pelo livro “Fidel e a Religião”.
Prêmio Alba de las Letras y las Artes (2009) – reconhecimento internacional por sua trajetória literária e seu compromisso social.
Enquanto defensor da Teologia da Libertação de esquerda e militante de movimentos pastorais e sociais, ocupou a função de assessor especial do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva entre 2003 e 2004. Foi coordenador de Mobilização Social do programa Fome Zero e esteve próximo do MST e outros movimentos sociais.
Esteve preso por duas vezes sob a ditadura militar: em 1964, por 15 dias; e entre 1969-1973. Após cumprir quatro anos de prisão, teve sua sentença reduzida pelo STF para dois anos. Sua experiência na prisão está relatada nos livros "Cartas da Prisão" (Agir), "Diário de Fernando - nos cárceres da ditadura militar brasileira" (Rocco) e "Batismo de Sangue" (Rocco). Premiado com o Jabuti de 1982, traduzido na França e na Itália, Batismo de Sangue descreve os bastidores do regime militar, a participação dos frades dominicanos na resistência à ditadura, a morte de Carlos Marighella e as torturas sofridas por Frei Tito. Baseado no livro, o diretor mineiro Helvécio Ratton produziu o filme Batismo de Sangue, lançado em 2007.
Frei Betto recebeu vários prêmios por sua atuação em prol dos direitos humanos e a favor dos movimentos populares.
Assessorou vários governos socialistas, em especial Cuba, nas relações Igreja Católica-Estado.
Obras
Publicou obras que abrangem diferentes gêneros:
Ficção: Hotel Brasil e Entre todos os homens
Literatura infanto-juvenil: Uala, o amor
Ficção juvenil: Alucinado som de tuba e O vencedor
Ensaio: A obra do artista - Uma visão holística do universo e Sinfonia universal- a cosmovisão de Teilhard de Chardin, Treze contos diabólicos e um Angélico
Memórias: A mosca azul, Batismo de sangue e Alfabetto: autobiografia escolar.
Troféu Sucesso Mineiro, em 1996, da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.
Prêmio Paolo E. Borsellino, na Itália, por seu trabalho em prol dos direitos humanos. Foi o primeiro brasileiro a receber o prêmio, concedido em maio de 1998.
Prêmio CREA/RJ de Meio Ambiente, em 1998, do CREA/RJ.
Medalha Chico Mendes de Resistência, concedida pelo Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro em 1998.
Troféu Paulo Freire de Compromisso Social em 2000.
Medalha da Solidariedade do governo cubano, em 2000.
Medalha do Mérito Dom Helder Câmara do Instituto Cidadão, pelos serviços prestados na preservação e fiscalização da gestão pública moral e legal, em 2006.
Título de Cidadão Honorário de Brasília, em 2007, concedido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.
↑NASCIMENTO, Luiz. O grito da Ipiranga: meio século de amizades, resistência e luta numa vila carioca. Editora Máquina de Livros, 2025.
12OLIVEIRA, Pedro. A FACE CRUEL DA DITADURA: Histórias e fatos ocorridos no período da Ditadura Militar (1964/1985) e a consolidação da Democracia no Brasil. Simplíssimo, 2025.
12PITANO, Sandro de Castro; STRECK, Danilo Romeu; MORETTI, Cheron Zanini. Paulo Freire: Uma Arqueologia Bibliográfica. Editora Appris, 2020.
↑"Ação popular e Assembléia popular: continuidades e descontinuidades", Flávio Lyra, Revista de Teologia e Ciências da Religião da UNICAP/PE n. 1, v.1 - 2012