| Edmundo Donato | |
|---|---|
| Pseudônimo(s) | Marcos Rey |
| Nascimento | |
| Morte | |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Parentesco | Mário Donato (irmão) |
| Ocupação | Escritor e roteirista |
| Principais trabalhos | Malditos paulistas (1980) |
| Prémios | Troféu Juca Pato (1995) |
Edmundo Donato (São Paulo, 17 de fevereiro de 1925 – São Paulo, 1 de abril de 1999), mais conhecido pelo pseudônimo Marcos Rey, foi um escritor e roteirista brasileiro.
Edmundo Donato nasceu em 1925, em São Paulo. Seu pai, gráfico e encadernador, trabalhava na editora de Monteiro Lobato. Seu irmão era o também escritor Mário Donato. Aos dez anos, contraiu hanseníase (então conhecida como lepra), tendo sido internado à força pelo Departamento de Profilaxia da Lepra de São Paulo em diversos sanatórios e hospitais, e tendo fugido várias vezes. Nos anos 1940, com a descoberta das sulfonas, o escritor foi curado, mas a doença deixou sequelas em suas mãos, que frequentemente escondia. O fato só foi divulgado após a morte de Rey; o estigma da doença o envergonhava.
Aos 16 anos, publicou seu primeiro conto, Ninguém entende Wiu-Li, no jornal Folha da Manhã. Aos 20 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde o risco de ser internado era menor. Lá, trabalhou como tradutor. Voltou para São Paulo para trabalhar na Rádio Excelsior.
Escreveu livros para adultos, como Um gato no triângulo (1953), O enterro da cafetina (1967), Memórias de um gigolô (1968) e Malditos paulistas (1980), mas ficou especialmente conhecido como autor de literatura infanto-juvenil com livros como O Mistério do Cinco Estrelas (1981), O Rapto do Garoto de Ouro (1982) e Um Cadáver Ouve Rádio (1983) que foram publicados pela Série Vaga-Lume, da Editora Ática.
Três de seus livros (Memórias de um Gigolô, O Enterro da Cafetina e Café na Cama) foram adaptados para o cinema.
Também escreveu roteiros para televisão, como as novelas O Grande Segredo (1967), A Moreninha (1975), e a série Sítio do Pica-Pau Amarelo (1977). Durante a década de 1970, foi roteirista de pornochanchadas.
Foi fundador da União Brasileira dos Escritores (UBE) onde criou o prêmio Juca Pato de Intelectual do Ano. Foi eleito para a Academia Paulista de Letras em 1986, tomando posse em 29 de outubro de 1987. Ocupou a cadeira nº 17 em substituição a Ernâni Silva Bruno.
Marcos Rey foi casado com Palma Bevilacqua Donato (1928–2019) por 39 anos. Ele morreu em 1º de abril de 1999, aos 74 anos, às 15h15 no Hospital Paulistano de complicações de uma cirurgia que foi verificado um tumor em estágio avançado. Foi velado na sede da Academia Paulista de Letras e o corpo foi cremado no Crematório da Vila Alpina. Suas cinzas foram espalhadas de helicóptero por São Paulo pela viúva.
| Ano | Obra | Categoria | Premiação | Ref. |
|---|---|---|---|---|
| 1995 | — | Intelectual do Ano | Prêmio Juca Pato | |
| 1994 | O Último Mamífero do Martinelli | Contos / Crônicas / Novelas | 36.º Prêmio Jabuti | |
| 1968 | O Enterro da Cafetina | Contos / Crônicas / Novelas | 10.º Prêmio Jabuti |
Na cidade de São Paulo há uma biblioteca municipal que recebeu o nome do escritor. Trata-se da Biblioteca Marcos Rey que fica localizada no bairro do Campo Limpo, na Zona Sul.