Fukushima
福島県 Fukushima-ken | |
|---|---|
| transliterações em Japonês | |
| • Japonês | 福島県 |
| • Rōmaji | Fukushima-ken |
| Coordenadas: 37°45'1"N, 140°28'3.9"E | |
| País | Japão |
| Região | Tōhoku |
| Ilha | Honshu |
| Capital | Fukushima (cidade) |
| Governo | |
| • Governador | Masao Uchibori |
| Área | |
| • Total | 13,782,76 km² |
| • Molhada | 0.9% |
| População | |
| • Total (1 de outubro de 2017) | 1 882 481 hab. |
| Densidade | auto hab./km² |
| Distritos | 13 |
| Municipalidades | 59 |
| Flor | Nemotoshakunage (Rhododendron brachycarpum) |
| Árvore | Olmo cinzento (Zelkova serrata) |
| Ave | Papa-moscas (Ficedula narcissina) |
| Sítio | www |

Fukushima (福島県, Fukushima-ken) é uma prefeitura do Japão localizada na região de Tohoku, na ilha de Honshu. A capital é Fukushima.

A prefeitura de Fukushima pertencia à província histórica de Mutsu. Esta região do Japão é também conhecida como Michinoku ou Ōshū.
Acredita-se que os primeiros habitantes de Fukushima tenham se estabelecido há mais de 100 mil anos, embora as evidencias mais concretas surjam apenas a partir de 10 mil anos atrás.
A Barreira Shirakawa a Bareira Nakoso foram construídas por volta do século V para proteger o Japão civilizado dos bárbaros do norte. A província de Mutsu surgiu com as Reformas Taika em 646.
A região começou a ganhar importância nos séculos IX a XII como um dos centros da cultura budista. Vários templos de Fukushima foram erguidos nesta época.
No século XII, com o inicio do governo controlado pela casta dos guerreiros, estabeleceram-se às primeiras famílias (Ashina, Date e Soma) de guerreiros a controlar a região.
Mas tal domínio durou pouco. A guerra civil que varreu o Japão nos séculos 15 e 16 mudou o panorama do poder e Fukushima ficou sob controle de vários lordes, até que, com a ascensão dos Tokugawa ao poder, a família do Xogum colocou dois de seus membros na região, especificamente em Aizu e Shirakawa, para controlar todo o nordeste do pais.
Em particular, a família Matsudaira do feudo de Aizu foi sempre um aliado do Xogum até a sua queda em 1868 por causa da Restauração Meiji, marcada por incontáveis tragédias, como a do Byakkotai, a Tropa do Tigre Branco.
Depois desse período turbulento, o governo Meiji dividiu a região em três prefeituras (Fukushima, Wakamatsu e Iwasaki), que depois foram aglutinadas e deram origem à atual de Fukushima.
Atualmente, a prefeitura possui uma economia em expansão, aliando a modernidade das duas industrias de ponta com a tradição da sua cultura.
Devido ao terremoto de 8,9 pontos na escala Richter, de 11 de março de 2011, que abalou a região de Tohoku e o tsunami que se seguiu logo depois, a prefeitura sofreu danos substanciais e uma atenção especial. O terremoto abalou a estrutura da Central Nuclear de Fukushima I, causando um grave acidente nuclear.
A prefeitura de Fukushima é a que se situa mais a sul da região de Tohoku, e a que mais perto está de Tóquio. Está dividida por cordilheiras de montanhas em três regiões (de Oeste para Este): Aizu, Nakadori, e Hamadori. A zona costeira de Hamadori, junto ao Oceano Pacífico, é a região mais plana e temperada, enquanto que Nakadori é o seu centro agrícola e onde se situa a capital, Fukushima; Aizu é montanhosa, com vários lagos e invernos rigorosos.
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A 1 de Março de 2005 as cidades de Funehiki, Ogoe, Takine, e Tokiwa, bem como a aldeia de Miyakoji, todas do distrito de Tamura, foram unidas, de forma a criar a cidade de Tamura.
A 1 de Novembro de 2004 a antiga aldeia de Kitaaizu do antigo distrito de Kitaaizu (dissolvido por esta fusão) fundiu-se na cidade expandida de Aizuwakamatsu.

A região costeira é, tradicionalmente, especializada na pesca e tem uma importância relevante na produção de energia eléctrica, particularmente através das suas centrais nucleares. As regiões mais altas baseiam sua economia na agricultura. A capital da região é particularmente vocacionada para a produção de software e dispositivos electrónicos. Em março de 2011, a prefeitura produzia 20,6% dos pêssegos do Japão e 8,7% dos pepinos.
Na guerra civil japonesa ocorrida no final do séc XIX, foram criadas em Fukushima varias divisões de guerreiros, quatro delas adotando o nome dos deuses Seiryu, Suzaku, Byakko e Genbu.
Justamente o Byakko-tai, ou “grupo Byakko” tinha como integrantes jovens com idade entre 16 e 17 anos.
Em determinado momento da guerra o Byakko-tai partiu para a batalha em defesa do castelo de Fukushima (Tsuruga-jo). Mesmo lutando bravamente, não tinham muita experiência e foram forçados a refugiarem-se numa montanha de onde os membros que se salvaram avistaram muita fumaça próximo ao Castelo e concluíram precipitadamente que o exército de Fukushima havia sido derrotado e que o Castelo fora incendiado. Escolheram então a morte pelas próprias mãos a serem capturados pelo inimigo.
Apesar de ter um final trágico, a história do Byakko-tai é sempre lembrada com muito orgulho pela bravura e dedicação destes jovens guerreiros.
Existe uma lenda que diz que um ogro, Adachigahara, andava pelas planícies que depois receberiam seu nome. As planícies de Adachigahara encontram-se perto da cidade de Fukushima.
