| Gabriel Migliori | |
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| Nascimento | 9 de novembro de 1909 São Paulo |
| Morte | 12 de janeiro de 1975 (65 anos) São Paulo |
| Cidadania | Brasil |
| Ocupação | maestro, compositor, pianista |
| Instrumento | piano |
Gabriel Migliori (São Paulo, 8 de novembro de 1906 — São Paulo, 13 de janeiro de 1975) foi um arranjador, maestro e compositor brasileiro. Compôs tanto músicas eruditas quanto populares — nestas, assinava-se Guito Itiperê.
Filho dos imigrantes italianos Giovanni Migliori e Maria Michela Duino, ainda jovem, recebeu o incentivo do então diretor do Departamento de Cultura de São Paulo, Mário de Andrade, que o premiou por sua obra Impressões Brasileiras em Quatro Movimentos. Depois, trabalhou no rádio, teatro, cinema e televisão. Foi o principal maestro da orquestra da Rádio Record e, depois, da TV Record, emissora em que se tornou conhecido ao participar do programa É Proibido Colocar Cartazes, apresentado por Pagano Sobrinho.
A partir de 1952, a convite do cineasta Lima Barreto, Gabriel começou a compor trilhas sonoras para filmes da Companhia Vera Cruz. O primeiro foi o documentário Santuário. Depois veio o grande sucesso O Cangaceiro, de Lima Barreto, que inaugurou a série de filmes sobre o cangaço para os quais Gabriel comporia. Por seu trabalho em O Cangaceiro, ele recebeu menção honrosa no Festival de Cannes. Depois vieram Família Lero-lero (1953), de Alberto Pieralisi, e Candinho (1954), de Abílio Pereira de Almeida.
Não raro Gabriel Migliori utilizava-se de uma grande orquestra para compor.