| Giuseppe Brotzu | |
|---|---|
Giuseppe Brotzu | |
| Nascimento | |
| Morte | |
| Nacionalidade | italiano |
| Cônjuge | Maria Castellani |
| Filho(a)(s) | Maria Vittoria, Giovanni, Vittorio e Piero |
| Alma mater | Universidade de Cagliari |
| Ocupação | médico, microbiologista, professor e político |
| Profissão | médico |
| Filiação | Democracia Cristã |
| Cargo | 4.º Presidente da Região Autónoma da Sardenha (21 de Junho de 1955 – 30 de Outubro de 1958) Presidente da Câmara Municipal de Cagliari (29 de Dezembro de 1960 – 19 de Julho de 1967) |
Giuseppe Brotzu (Cagliari, 24 de Janeiro de 1895 — Cagliari, 8 de Abril de 1976) foi um médico, microbiologista e político italiano, mundialmente conhecido pelos seus contributos fundamentais para a descoberta das cefalosporinas.
«Um homem temperado e sábio, com um espírito sempre equilibrado, verdadeiro, culto, bondoso e modesto» — foi assim que o seu aluno e amigo Antonio Spanedda o descreveu.
Giuseppe nasceu, filho de Luigi Brotzu e Maria Castangia, no seio de uma família de classe média composta por médicos: era o terceiro médico da casa, depois do pai, oficial de saúde no município de Cagliari, e do avô, médico local em Ghilarza.
Formou-se em medicina na Universidade de Cagliari em 1919 e foi dispensado do serviço militar para poder assumir a gestão das clínicas antimaláricas de Cagliari. Após alguns anos de exercício da profissão, começou a frequentar o Instituto de Higiene, onde, em colaboração com o professor Donato Ottolenghi, distinto estudioso da higiene, se interessou pelo tema e acompanhou-o primeiro a Siena e depois a Bolonha.
Em Siena conheceu Maria Castellani, uma jovem química que trabalhava como farmacêutica no hospital de Siena, com quem estudava regularmente e que cuidou dele quando este adoeceu com febre melitense; em 1926 casaram. Embora tivesse obtido a cátedra de microbiologia no Instituto de Higiene de Módena em 1932, ligado à sua terra e à sua cidade, em 1933 regressou a Cagliari e, em 1934, foi encarregado da direcção do Instituto de Higiene da cidade. Foi decano da Faculdade de Farmácia no ano lectivo de 1934-1935, da Faculdade de Medicina em 1935-1936 e, em seguida, reitor da Universidade entre 1936 e 1945, anos em que foram criadas as Faculdades de Engenharia de Minas e de Ensino. Após sete longos anos de espera, Maria Vittoria nasceu em 1933, mas adoeceu no final do ano; no ano seguinte nasceu Giovanni e, depois, mais três filhos.
Em 1945, após anos de estudos e investigação, chegou à descoberta das cefalosporinas. No mesmo ano, foi suspenso do serviço por ter colaborado, enquanto reitor da Universidade, com o regime fascista, inclusive no período posterior a 8 de Setembro de 1943. A medida de suspensão foi, mais tarde, integralmente anulada.
Paralelamente à carreira académica, seguiu também uma carreira política: foi conselheiro regional para a Higiene e Saúde (de 1949 a 1955) e presidente regional de 1955 a 1958. Finalmente, de 29 de Dezembro de 1960 a 19 de Julho de 1967, foi presidente da Câmara Municipal de Cagliari.
De origem cristã (representante da Democracia Cristã), dirigiu durante vários anos o jornal católico Quotidiano Sardo, publicado pela primeira vez em Oristano em 1947 e transferido posteriormente para Cagliari, contemporâneo de L'Unione Sarda e La Nuova Sardegna. O jornal, apesar dos consideráveis sacrifícios pessoais do professor Brotzu, perdeu força ao fim de uma década. Constantemente empenhado em questões sociais, assumiu um papel decisivo na campanha da Fundação Rockefeller contra a malária, demonstrando «um interesse humano, além de científico, no problema».
Segundo um académico inglês, citando estudos italianos, Brotzu gozava na cidade de má reputação como «bruxo» (jettatore), devido ao hábito de se vestir sempre de preto, apesar das temperaturas médias muito elevadas de Cagliari.
Tendo deixado o ensino em 1965 por limite de idade, continuou a frequentar o Instituto de Higiene até aos mais de oitenta anos, altura em que foi acometido por um acidente vascular cerebral que, embora lhe permitisse plena actividade mental, o comprometeu seriamente do ponto de vista físico. Morreu em Cagliari a 8 de Abril de 1976.
O maior e mais importante centro hospitalar de Cagliari e da Sardenha, o hospital G. Brotzu, é dedicado a ele.
Em 1926, Giuseppe Brotzu casou-se com a química Maria Castellani. O casal teve quatro filhos: Maria Vittoria, Giovanni, Vittorio e Piero. O seu filho, Giovanni Brotzu, continuou a dinastia científica — tornou-se professor e um distinto cirurgião, especializando-se em seis áreas da medicina (cirurgia geral, vascular, torácica, cardíaca, urológica e desportiva). Giovanni teve um filho, batizado como Giuseppe Brotzu (n. 1963) em honra do seu famoso avô descobridor. O Giuseppe mais jovem também se dedicou à investigação, tornando-se criador e inventor.
Brotzu iniciou a sua investigação sobre as cefalosporinas com uma observação cuidada das águas do porto de Cagliari, então fortemente poluídas, mas nas quais não se observava qualquer proliferação de microrganismos ou bactérias, que certamente ali estariam presentes. Interrogou-se sobre o que haveria nessas águas capaz de impedir esse crescimento.
Além disso, muitos jovens banhavam-se diariamente nas águas do porto, para onde todos os esgotos da cidade desaguavam no mar, e, no entanto, não havia epidemias de salmonelose, febre tifóide ou paratifo. O próprio Spanedda, seu fiel colaborador, renovava todos os anos, a 19 de Março (Dia de São José), a tradição de se banhar nas águas do porto sem contrair qualquer doença ou infecção grave.
Foi levantada a hipótese de que, dadas as terríveis condições sanitárias mas os poucos casos de infecção, os sardos, e em particular os habitantes de Cagliari, possuíam uma peculiaridade imunológica. Se para muitos estudiosos isto representava um facto inexplicável mas já estabelecido, para Brotzu era prova clara da presença, naquelas águas, de um agente imunizante; crença apoiada pelo facto de os problemas de higiene estarem ligados a factores microbiológicos.

Entre 1920 e 1922, Brotzu, com pouco mais de vinte e cinco anos, director das clínicas antimaláricas da cidade e assistente voluntário no Instituto de Higiene, decidiu estudar a fundo as causas do problema: suspeitando que uma infecção conhecida como «infecção eberthiana» estivesse disseminada em Cagliari, diagnosticada na época como simples infecção intestinal ou paratifo, conduziu uma série de investigações e análises laboratoriais em doentes das clínicas antimaláricas que apresentavam determinados sintomas (cefaleia, dor abdominal, febre, língua saburrosa e baço aumentado). No biénio 1921-1922, examinou 38 casos de «doentes com formas febris e até mesmo sintomas ligeiramente suspeitos»; vinte e cinco destes eram casos de infecção eberthiana.
O jovem médico demonstrou a presença de um tifo endémico na cidade, embora numa forma branda, cujo contágio estava relacionado com a poluição marinha. Trabalhou, assim, para que a pesca fosse proibida nas zonas contaminadas e para que se procedesse à despoluição. No entanto, depois de constatada a presença de uma endemia em Cagliari, era necessário explicar a sua forma branda e por que motivo, existindo o tifo numa forma atenuada, nunca haviam ocorrido epidemias graves como na maioria das cidades italianas. Brotzu e o seu colaborador Spanedda, «investigadores mesmo em tempo de guerra», começaram a recolher amostras de água da zona oriental do golfo comercial de Cagliari, chamada «Su Siccu», em busca de «antagonismos bacterianos».
A tese inicial do professor, em meados da década de 1930, seguia a teoria de Arkwright sobre a «dissociação bacteriana», segundo a qual as colónias bacterianas, sob certas condições ambientais desfavoráveis, poderiam perder algumas características específicas ou até tornar-se semelhantes a outras bactérias.
Neste caso específico, a condição ambiental (a água do mar) poderia ter determinado a perda de algumas características paradigmáticas da bactéria, transformando o agente patogénico; só assim seria explicável a contaminação apenas parcial.
Recolhidas as amostras das margens poluídas, cuidadosamente colocadas em frascos pelo próprio professor, os fungos nelas contidos foram «semeados em ágar comum e deixados desenvolver à temperatura ambiente». «Uma vez totalmente desenvolvidos, as colónias dos numerosos germes foram isoladas e o poder antagónico de cada uma foi testado» em relação a diferentes bactérias responsáveis por infecções. «Seguindo esta técnica muito simples, foi possível estudar centenas de germes e escolher entre eles o fungo que, desde os primeiros isolamentos, se mostrou dotado de actividades inibitórias particulares e marcantes».
A 20 de Julho de 1945, Brotzu e Spanedda puderam admirar «a colónia de cor ocre com tons rosados que inibia vários microrganismos, incluindo a Salmonella typhi». Após muitas outras culturas, o professor obteve a confirmação: «trata-se, portanto, de um fungo pertencente aos esporóforos e, entre eles, ao género Cephalosporium», «A espécie por nós isolada é provavelmente a espécie-tipo, isto é, acremonium».
Em 1945 foi isolada a «micetina Brotzu» — descobriu-se mais tarde que a substância era composta por três antibióticos, cefalosporina N, P e C — com a qual o professor e o seu colaborador experimentaram pessoalmente, primeiro por via intracutânea e depois por via subcutânea, para testar a eficácia ou toxicidade. Não ocorreram reacções locais nem perturbações generalizadas: o antibiótico não era, portanto, nocivo.
Brotzu afirmava que «a exclusividade de um possível medicamento pertence apenas a Deus e o homem é apenas um instrumento da Providência»; encaminhou pedidos de financiamento e equipamentos ao Ministério da Educação, ao Ministério da Saúde e ao CNR, mas foi completamente ignorado. Por isso, respondendo a um pedido directo, enviou uma cultura do fungo a Sir Howard Florey, da Universidade de Oxford (o investigador que, com Ernst Chain, havia produzido a penicilina, descoberta por Alexander Fleming). Este enviou as amostras ao conhecido biólogo Edward Abraham, que extraiu, purificou e estudou, entre 1951 e 1961, várias substâncias com actividade antibiótica; entre elas, a cefalosporina C, que se tornou a precursora de uma nova geração de antibióticos, isolada por Norman Heatley.
Finalmente, Abraham purificou o princípio activo. A autoria científica do antibiótico foi reconhecida pela comunidade científica internacional apenas no início da década de 1970.[carece de fontes]
«O compromisso na luta contra a doença mais antiga e mais insidiosa da história da Sardenha — a malária — atravessa toda a vida científica, académica e político-institucional de Giuseppe Brotzu».
O seu compromisso cívico não foi menos importante nos difíceis anos do pós-guerra e durante a reconstrução, quando lhe foram confiados os cargos de Superintendente Regional de Saúde e de Presidente dos Hospitais Unidos de Cagliari. Brotzu, ainda antes de o uso em larga escala do DDT se generalizar, tentou combater o flagelo bimilenar da malária — «a causa íntima do silêncio mortal que oprimiu a ilha durante tantos séculos» e «a mordaça que impediu a sua evolução» — apesar de dispor de meios limitados, como a recuperação hidráulica e agrícola, a gambúsia (peixes devoradores de larvas) ou outros agentes de controlo biológico importados por Mussolini, como morcegos americanos que se alimentavam apenas de mosquitos.
O professor testemunhou o nascimento da ERLAAS (Agência Regional de Combate ao Anopheles na Sardenha), de cujo Conselho Consultivo foi membro em 1948, com o objectivo de interromper a cadeia de contágio e de transmissão epidemiológica do Plasmodium falciparum, erradicando o vector Anopheles maculipennis labranchiae dos seus criadouros. Colaborou também com a Fundação Rockefeller (organização filantrópica fundada com objectivos semelhantes em 1913) para o sucesso de um «Plano de Renascimento» — elaborado em 1951 — dados os excelentes resultados alcançados nos Estados Unidos e noutros países. A Comissão prosseguiu o seu trabalho até 1959, ignorando, porém, completamente as suas principais tarefas, dada a falta de recursos e fundos; assumiu, assim, uma mera função de primeiros socorros sociais, útil apenas para o orçamento regional ordinário.
Brotzu trabalhou para que a luta contra a malária continuasse mesmo após a falhada intervenção da fundação, iniciada em 1946, em especial na zona da actual Carbonia, começando por recuperar aquela ilha «doente». Fê-lo primeiro como Conselheiro de Higiene, Saúde e Instrução Pública (1949-1955) e depois como Presidente da Região, com a lei regional de 28 de Novembro de 1957, n.º 25. Uma vez derrotada a malária, por volta do início da década de 1950, enquanto Conselheiro de Higiene e Saúde, Brotzu apoiou finalmente o estabelecimento do CRAAI (Centro Regional Antimalárico e Anti-insectos), para consolidar os resultados alcançados na luta contra a malária através de pequenas e médias obras de recuperação de terras, construção de hospitais, postos médicos, matadouros e aquedutos para o abastecimento de água potável.

No início de 1947, Brotzu passou à primeira experimentação para uso geral: tratou casos de doentes gravemente enfermos com tifo, internados no Hospital San Giovanni di Dio (Cagliari) que, com a administração do antibiótico por via intravenosa, intramuscular ou rectal, foram curados. «As condições gerais de um doente beneficiam, em geral, de uma melhoria considerável […] logo após as primeiras duas ou três inoculações, o material recolhido revelou-se bacteriologicamente estéril».
Embora se considerasse «não um político, mas um técnico, ou melhor, um cientista emprestado à política», o professor Brotzu foi eleito para integrar o primeiro Conselho Regional pela Democracia Cristã, nas difíceis legislaturas em que a autonomia da Região da Sardenha e a autoridade regional ainda estavam a nascer.
«O homem possuía capacidade crítica, atenção aos pormenores e liberdade de juízo verdadeiramente incomuns, preciosas no papel de administrador público». De 1949 a 1955, ocupou o cargo de Conselheiro Regional de Higiene, Saúde e Instrução Pública nos governos Crespellani e Corrias e, posteriormente, de 21 de Julho de 1955 a 30 de Outubro de 1958, foi Presidente da Região em dois governos monopartidários da DC. Nesses anos, implementou um Plano de Renascimento que incluía o planeamento e a construção de uma série de obras: postos médicos, hospitais e matadouros, para consolidar a luta contra a malária e combater doenças sociais. «A atenção ao problema da malária nunca diminuiu, apesar dos compromissos».
Reconhecendo as grandes carências da região no domínio da construção e das instalações de saúde, elaborou um plano para postos médicos municipais, a fim de melhorar as condições de trabalho dos médicos. Valorizou os recursos termais da ilha, projectando e construindo o balneário de Fordongianus, envolvendo não só a Direcção de Higiene e Saúde, mas também a de Obras Públicas, Agricultura, Transportes e Turismo. Interessava-se pela implementação de uma rede moderna de edifícios hospitalares, baseada nos modelos suíços e alemães. Os hospitais (concebidos como postos médicos com enfermaria anexa) de Bosa, Sorgono, Muravera, Olbia, Tempio, San Gavino Monreale, La Maddalena e o CTO de Iglesias devem-se ao seu projecto.
Foi finalmente presidente da câmara municipal de Cagliari de Dezembro de 1960 a Setembro de 1967, como expoente da Democracia Cristã em anos de grave escassez de habitação, problemas de emprego e expectativas do empreendedorismo privado, aos quais se seguiu o crescimento desregulado do aglomerado urbano e fugas descontroladas para a periferia, que tentou combater através de um plano urbano moderno, um projecto para a área de Cagliari e a municipalização dos transportes urbanos.
Em 1963, o orçamento municipal apresentou um aumento de 75% na receita efectiva em comparação com 1960, o que permitiu intervenções imediatas no sector habitacional e em edifícios escolares: nasceram o estádio, o teatro municipal, a cidadela-museu, a escadaria de Bonaria, a estrada panorâmica do Monte Urpinu, a transferência dos Caminhos-de-Ferro Complementares da Sardenha e do matadouro para fora do centro da cidade. Em 1962 entrou em vigor o plano director, que conseguiu sustentar o crescimento económico e urbano da década de 1960, caracterizado por diversas colaborações entre administrações, como a estabelecida entre Cagliari e Quartu para coordenar as actividades no litoral, valorizar os recursos e gerir os serviços. Em 1962 aplicou-se o plano de construção da lei n.º 167, no âmbito do qual surgiram alguns dos mais importantes bairros de Cagliari; em 1967 foram aplicadas as disposições da «lei da ponte», sobre a participação dos proprietários de áreas edificáveis no território.
Enquanto presidente da câmara, comprometeu-se também com a recuperação e protecção do ambiente, implementando uma verdadeira «política ambiental»: foi proibida a extracção de areia da praia do Poetto, foi criado um sistema de saneamento para toda a conurbação, foram recuperadas as águas do golfo, eliminados os aterros de resíduos urbanos na praia de Giorgino e na lagoa de Santa Gilla, e criados espaços verdes protegidos. O administrador Brotzu trabalhou primeiro com três executivos de centro e depois com um de centro-esquerda (1960-1964/1965-1967).
Giuseppe Brotzu (DC)
Giuseppe Brotzu (DC)
Brotzu recebeu o grau de Doutor Honoris Causa em Ciências pela Universidade de Oxford em 1971.
Mais tarde, recebeu distinções da Glaxo e do British Council, um doutoramento honoris causa em Farmácia e Ciências em Milão (reconhecimento atribuído simultaneamente a Brotzu e a Daniel Bovet) e, em 1972, o diploma da National Research Development Corporation e a Medalha de Ouro por Mérito em Saúde.
Foi membro honorário da Sociedade Italiana de Medicina Experimental e, em 1978, o Lions Club de Cagliari atribuiu-lhe o Leão de Ouro, reservado às personalidades meritórias da cidade.
A 23 de Fevereiro de 1978, uma rua do bairro de Mulinu Becciu, em Cagliari, recebeu o seu nome.
Foi feito Cavaleiro da Ordem Civil de Sabóia a 15 de Setembro de 1974.
«De entre todos os problemas, um teve na história da Sardenha uma importância fundamental: a malária. Quem não é sardo e não conhece bem a história do nosso povo não poderá compreender o estado de espírito e a nossa sensibilidade face ao problema da malária, que oprimiu, debilitou e subjugou o povo sardo durante mais de 2000 anos, imprimindo-lhe estigmas que, talvez, só daqui a algumas gerações poderão ser apagados. […] Manter o perigo da malária longe da nossa ilha é, portanto, a primeira tarefa a enfrentar. […] É fundamental, aliás, recordar que sem saúde não há bem-estar nem riqueza num povo.»
— Giuseppe Brotzu