| Giuseppe Ferrari | |
|---|---|
| Nascimento | 7 de março de 1812 |
| Morte | 2 de julho de 1876 (64 anos) |
| Ocupação | Político, filósofo, historiador |
Giuseppe Ferrari (Milão, 7 de março de 1812 — Roma, 2 de julho de 1876) foi um filósofo, historiador e político italiano.
Ferrari nasceu em Milão, estudou direito na Universidade de Pavia e se formou em 1831. Seguidor de Gian Domenico Romagnosi [en] e Giambattista Vico, seus primeiros trabalhos foram um artigo na Biblioteca Italiana intitulado "Mente di Gian Domenico Romagnosi" (1835), e uma edição completa das obras de Vico, precedida por uma apreciação (1865).
Com a Itália sendo pouco receptiva às suas ideias, foi para a França e, em 1839, publicou em Paris sua obra Vico et l'Italie, seguido por La Nouvelle Religion de Campanella e La Théorie de l'erreur. Por conta desses trabalhos, tornou-se Doutor em Letras [en] da Sorbonne e professor de filosofia em Rochefort (1840). Suas opiniões, no entanto, eram polêmicas, e em 1842 foi nomeado para a cadeira de filosofia em Estrasburgo. Após novos problemas com o clero, retornou a Paris e publicou uma defesa de suas teorias em uma obra intitulada Idées sur la politique de Platon et d'Aristote. Após um breve vínculo acadêmico em Burges, dedicou-se de 1849 a 1858 exclusivamente à escrita. As obras deste período são Les Philosophes Salariés, Machiavel juge des revolutions de notre temps (1849), La Federazione repubblicana (1851), La Filosofia della rivoluzione (1851), L'Italia dopo il colpo di Stato (1852), Histoire des révolutions, ou Guelfes et Gibelins (1858).

Em 1859, Ferrari retornou à Itália, onde se opôs a Cavour e defendeu o federalismo contra a política de uma monarquia italiana única. Apesar dessa oposição, ocupou cátedras de filosofia em Turim, Milão e Roma sucessivamente, e durante várias administrações representou o colégio de Gavirate na câmara. Foi membro do conselho de educação e também foi senador em 15 de maio de 1876, mas morreu apenas seis semanas depois.
Entre outras obras, destacam-se Histoire de la Raison d'État, Corso di storia degli scrittori politici italiani e La China e l'Europa. Nesta última obra mencionada, Ferrari previu a emergência de superpotências, alegando que sua emergência destruiria o domínio europeu em favor da Rússia, Estados Unidos e, mais tarde, China. Cético na filosofia, revolucionário na política e apreciador de todos os tipos de controvérsias, foi admirado como homem, como orador e como escritor.

Este artigo incorpora texto do artigo «Ferrari, Giuseppe» por Hugh Chisholm (em inglês) da Encyclopædia Britannica (11.ª edição), publicação em domínio público.