| Tipo de sítio | Biblioteca digital de patentes |
|---|---|
| Proprietário(s) | |
| Fundador(es) | |
| Requer pagamento? | Não |
| Cadastro | Não exigido |
| Lançamento | 14 de dezembro de 2006 |
| Endereço eletrônico | patents |
| Estado atual | Ativo |
Google Patents é um motor de busca gratuito desenvolvido pela Google, voltado para a pesquisa, indexação e navegação de documentos de propriedade intelectual, patentes e pedidos de patentes em escala global. O objetivo central da plataforma é organizar e disponibilizar informações sobre patentes, aplicando a arquitetura de pesquisa e a interface do Google Busca a bancos de dados de propriedade intelectual.
O Google Patents indexa mais de 87 milhões de patentes e pedidos de patentes com texto integral provenientes de dezessete escritórios de patentes:
| Escritório | País / Jurisdição |
|---|---|
| Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO) | Estados Unidos |
| Instituto Europeu de Patentes (EPO) | União Europeia / Europa |
| Administração Nacional de Propriedade Intelectual (CNIPA) | China |
| Escritório de Patentes do Japão (JPO) | Japão |
| Instituto Coreano de Propriedade Intelectual (KIPO) | Coreia do Sul |
| Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) | Internacional (ONU) |
| Deutsches Patent- und Markenamt (DPMA) | Alemanha |
| Instituto Canadense de Propriedade Intelectual (CIPO) | Canadá |
| Rospatent | Rússia |
| Instituto da Propriedade Intelectual (IPO) | Reino Unido |
| Instituto Nacional da Propriedade Industrial (França) (INPI) | França |
| Escritório de Patentes dos Países Baixos | Países Baixos |
| Escritório Espanhol de Patentes e Marcas (OEPM) | Espanha |
| Serviço de Propriedade Intelectual (OPRI) | Bélgica |
| Escritório Dinamarquês de Patentes e Marcas (DKPTO) | Dinamarca |
| Escritório Finlandês de Patentes e Registro (PRH) | Finlândia |
| Instituto da Propriedade Intelectual (IPIL) | Luxemburgo |
Esses documentos incluem toda a coleção de patentes concedidas e pedidos de patentes publicados de cada base de dados (que pertencem ao domínio público). Os documentos de patentes dos Estados Unidos remontam a 1790, enquanto os do EPO e da OMPI datam de 1978. O reconhecimento óptico de caracteres (OCR) foi aplicado nas patentes norte-americanas mais antigas para torná-las pesquisáveis, e o Google Tradutor foi utilizado em todas as patentes redigidas em outros idiomas para permitir a pesquisa nas traduções para a língua inglesa.
O Google Patents também indexa documentos do Google Scholar e do Google Livros, classificando-os automaticamente com códigos da Classificação Cooperativa de Patentes (CPC) para fins de busca.
Informações sobre litígios de patentes também estão disponíveis no Google Patents por meio de uma parceria com a Darts-ip, uma base de dados global de litígios de patentes.
O serviço foi lançado em 14 de dezembro de 2006. Segundo o Google, a plataforma foi projetada utilizando "a mesma tecnologia subjacente ao Google Livros", o que permite aos usuários rolar pelas páginas dos documentos e ampliar áreas específicas, além de salvar as imagens como arquivos no formato PNG.
Ao longo da década de 2010, o Google Patents passou por sucessivas expansões de acervo e recursos. Em 2012, a plataforma foi atualizada para incluir a cobertura do Instituto Europeu de Patentes (EPO) e a ferramenta Prior Art Finder, voltada à localização de estado da técnica. No ano seguinte, em 2013, a cobertura foi ampliada para abranger a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o Escritório Alemão de Patentes e Marcas (em alemão: Deutsches Patent- und Markenamt, DPMA), o Instituto Canadense de Propriedade Intelectual (CIPO) e a Administração Nacional de Propriedade Intelectual da China (CNIPA); na mesma ocasião, todas as patentes estrangeiras foram traduzidas para o inglês e tornadas pesquisáveis.
Em 2015, uma nova versão do serviço foi disponibilizada no endereço patents.google.com, apresentando uma interface de usuário reformulada, integração com o Google Scholar e o agrupamento de resultados de pesquisa em categorias CPC. A expansão prosseguiu em 2016 com o anúncio da cobertura de onze escritórios de patentes adicionais. Nesse mesmo ano, foi implementado o suporte para a sintaxe de busca booleana do USPTO e do EPO (incluindo operadores de proximidade, caracteres curinga e filtros por campos de título, resumo e reivindicações), além de gráficos visuais de inventores, cessionários e códigos CPC por data, exibição dos resultados em grade de miniaturas e exportação de conjuntos de dados em formato CSV.
Em 2018, a plataforma incorporou dados sobre litígios globais. Com isso, as páginas do Google Patents passaram a indicar se uma patente (ou qualquer integrante de sua família) possui histórico de disputas judiciais em qualquer jurisdição do mundo, fornecendo uma ligação direta para a base de dados de processos de patentes da Darts-ip.