| Graziela Maciel Barroso | |
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| Conhecido(a) por |
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| Nascimento | 11 de abril de 1912 |
| Morte | |
| Residência | Brasil |
| Nacionalidade | brasileira |
| Alma mater | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Prêmios | |
| Carreira científica | |
| Instituições | |
| Campo(s) | Botânica |
| Tese | Compositae: subtribo Baccharidinae Hoffmann; estudo das especies ocorrentes no Brasil 1976 |
Graziela Maciel Barroso (Corumbá, 11 de abril de 1912 – Rio de Janeiro, 5 de maio de 2003) foi uma naturalista, botânica, pesquisadora e professora universitária brasileira.
Membro titular da Academia Brasileira de Ciências e Grande Oficial da Ordem Nacional do Mérito Científico, era conhecida como a Primeira Dama da Botânica no Brasil e foi a maior taxonomista de plantas do Brasil.
Nascida em Corumbá, em 1912, era filha de Salustino Antunes Maciel e Alzira Martins Maciel. Graziela foi educada para ser dona de casa, casando-se com apenas 16 anos com o agrônomo Liberato Joaquim Barroso. Devido ao trabalho do marido, morou em várias regiões do país nas décadas seguintes. Com os filhos já crescidos, aos 30 anos, seu marido perguntou se Graziela gostaria de voltar a estudar, e passou a lhe ensinar botânica em casa.
Aos 30 anos, começou a trabalhar como herborizadora e separadora de sementes no Horto Florestal. Graziela trabalhou também como estagiária no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Foi a primeira mulher a fazer o concurso para ser naturalista do Jardim Botânico. Em 1946, ingressou na instituição e começou a trabalhar com seu marido em sistemática botânica. Graziela não tinha curso superior na época, mas treinava novos estagiários, alguns deles mestrandos e doutorandos. Três anos depois, o marido Liberato faleceu, deixando-a viúva aos 37 anos.
Aos 47 anos, ingressou no curso de biologia da Universidade do Estado da Guanabara, hoje a Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E aos 60 anos, em 1973, defendeu seu doutorado, na Universidade Estadual de Campinas. Tornou-se professora, trabalhando por mais de 50 anos, ensinando quase todos os botânicos brasileiros. Sua obra mais conhecida é "Sistemática de Angiospermas do Brasil", em três volumes. Foi professora de Botânica e Chefe do Departamento de Biologia Vegetal da Universidade de Brasília desde sua criação até 1969. Tornou-se a maior taxonomista de plantas do Brasil.
Publicou três livros, dos quais um é considerado como referência internacional na área. Aposentada da sala de aula em 1982, seu quarto livro, "Frutos e Sementes" foi publicado em 1999. Mais de 25 espécies vegetais identificadas nos últimos anos foram batizadas com seu nome, como Dorstenia grazielae (caiapiá-da-graziela) da família das moráceas, Diatenopteryx grazielae (maria-preta).
Graziela morreu em 5 de maio de 2003, no Rio de Janeiro, aos 91 anos, um mês antes de sua posse na Academia Brasileira de Ciências, devido a problemas pulmonares.
Há 5 gêneros de plantas cujo nome foi dado em sua homenagem: Barrosoa, Grazielia, Grazielodendron, Algrizea e Grazielanthus.